segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Padre e o escândalo

O Padre e o escândalo O escândalo dado pelo sacerdote - Pecado enorme por sua natureza Escrito pelo Padre Francisco Luís Seabra Se devo aborrecer o pecado em geral devo detestar especialmente aqueles que contrastam de um modo mais repugnante com a minha santa missão. Glorificar a Deus, salvar as almas, servir e consolar a Igreja, tal é o fim do sacerdócio; e pode-se imaginar coisa que lhe seja mais oposta que o escândalo? Quem o dá, é chamado no Evangelho homem inimigo: Inimicus homo hoc fecit (Math. XIII, 28.). Com efeito, um padre escandaloso é inimigo de tudo o que ele mais devia amar. I. Inimigo de Deus, que ofende e faz ofender, ele que é obrigado por seu estado a promover a glória de Deus. II. Inimigo das almas que perde, ele que devia salvá-las. III. Inimigo da Igreja que aflige, ele que devia consolá-la. Primeiro Prelúdio. Ouvir com atenção esta palavra de Jesus Cristo: Qui scandalizaverit unum de pusillis istis..., expedit ei ut suspendatur mola asinaria in collo ejus, et demergatur in profundum maris (Ibid. XVIII, 6). Segundo prelúdio. Senhor, fazei-me compreender a malícia e desgraça que há no escândalo dos maus sacerdotes, e vigiar de tal sorte sobre mim mesmo, que nunca diga, faça nem omita coisa alguma, que possa escandalizar. I. O padre escandaloso é inimigo de Deus. Ofende a Santíssima Trindade, persegue-A, se assim posso exprimir-me, com uma impiedade que horroriza. Deus Padre elegera-o para fazer conhecer e honrar o Seu nome, para publicar e fazer observar a Sua lei, para trazer à Sua obediência as almas desgarradas, e confirmar no Seu amor as almas inconstantes, para Lhe preparar um povo de escolhidos, fazendo-O reinar sobre os corações; para isto o prevenira com as bênçãos da Sua graça, e o enchera de Seus benefícios. O padre tinha aceitado tão nobre missão, e prometido solenemente consagrar-Lhe toda a sua existência; ora, se chega a escandalizar, que faz ele? Combate a causa de Deus que prometera defender. Longe de submeter ao Senhor os súditos rebeldes, perverte-lhe os súditos fiéis; longe de induzir os homens a respeitar o Seu nome, indu-los a blasfemá-lO; em lugar de fazê-lO reinar sobre os corações, O expulsa deles; em lugar de Lhe preparar escolhidos, é para o inferno que os recruta! Deus Filho, Redentor das almas, confiava nele para lhes aplicar os merecimentos da Sua morte e do Seu sangue. Para isto o revestira de inefáveis poderes, e lhe pusera nas mãos todos os tesouros da Sua misericórdia; e essas almas, remidas por tão alto preço, não só as deixa perecer, mas ainda, à vista do seu Salvador, as fere, mata e precipita na eterna condenação! Aniquila para elas a obra da redenção! Deus Espírito Santo tomara-o para Seu instrumento. Queria servir-se dele para combater o pecado, purificar as almas, e fazer delas outros tantos templos, onde residisse com o Pai e o Filho: Ad eum veniemus, et mansionem apud eum faciemus (Joan. XIV, 23.); e o padre escandaloso, em vez de auxiliar estes misericordiosos desígnios, destrói-os; em vez de arruinar o império do pecado, estende-o e consolida-o; em vez de purificar as almas, mancha-as, e fecha para Deus esses templos espirituais, de que era guarda, e abre-os para o demônio! Não é isto fazer à Santíssima Trindade uma guerra cruel e pérfida?Nullum puto majus praejudicium, quam quod a malis sacerdotibus tolerat Deus, quando eos quos ad aliorum correctionem posuit, dare de se exempla pravitatis cernit: quando ipsi peccamus, qui compescere peccata debuimus (S. Greg. Homil. 17. in Evang.). II. O padre escandaloso é inimigo das almas Constituindo-nos Seus ministros. Deus queria que cooperássemos para salvá-las. Temos rigorosa obrigação de ensinar aos nossos irmãos os caminhos da salvação; de guiá-los e ampará-los; de levantá-los, se caem; e de empregar na sua santificação todos os meios, que foram postos à nossa disposição. Como cumpre o padre escandaloso esta obrigação? Nós só temos acesso junto das almas pela confiança que lhes inspiramos; que confiança pode inspirar aquele que prega uma moral e pratica outra? Entre as palavras que dizem: "Não façais o que eu faço", e as ações que clamam: "Não acrediteis o que eu digo", adivinha-se o que impressionará mais fortemente os espíritos talvez já mal dispostos. Os corações corrompidos autorizam-se em suas desordens com o exemplo daquele que devia reprimi-las. E as almas simples não temerão transviar-se, seguindo o guia que Deus lhes deu? Neste caso, onde parará a licença de costumes? Quanto à tendência que leva o homem a imitar tudo o que vê, vem juntar-se o impulso das paixões; o exemplo é uma torrente, que rompe todos os diques. Mas, se esta corrente se precipita dos mais altos montes, o seu curso será ainda mais impetuoso e os estragos mais extensos; a elevação da nossa dignidade é a medida do mal causado com os nossos escândalos. O arbusto, ao cair, a nada causa dano; o carvalho frondoso esmaga na sua queda tudo que encontra debaixo de si. Assim, o sal da terra tornou-se um princípio de corrupção para os que ele devia conservar na inocência; a luz do mundo, que devia dirigir as almas nos caminhos da virtude, mete-as nas veredas do vício; o pastor, que devia defender o seu rebanho, faz nele uma horrível carniçaria: Considerate quid de gregibus agatur, quando pastores lupi fiunt (S.Greg.). III. O padre escandaloso é o maior inimigo da Igreja Uma só queda no santuário pode ter conseqüências incalculáveis. O mundo tão indulgente para si, é inexorável para os ministros do Senhor. Ao mesmo tempo em que desculpa os seus próprios crimes, não perdoa aos sacerdotes uma fraqueza. E muito longe de encobrir com o seu silêncio os escândalos que neles vê, publica-os aos quatro ventos. Fá-los correr de paróquia em paróquia, de diocese em diocese. Perpetua-os, e dá-lhes uma triste e bem lamentável imortalidade. Por cem anos, talvez mesmo até ao fim dos séculos, fará que as almas pequem, se pervertam e se condenem, em conseqüência de um pecado cometido por um padre escandaloso. A censura que faz cair sobre o seu mau proceder, recai indiretamente sobre todos os membros do clero. Imputa os mesmos vícios aos que exercem as mesmas funções. Chega até a tratar como fábulas as verdades mais sagradas, só porque é testemunha da sua oposição com os costumes daquele que as ensina. Se este padre, dizem, cresse o que prega, portar-se-ia assim? Eis, pois a honra do sacerdócio manchada, o zelo dos bons pastores paralisado, a piedade destruída, os sacramentos abandonados ou profanados, a fé quase extinta em vastas regiões, milhares de almas perdidas em conseqüência dos escândalos dados por um padre, por um pastor de almas. No entanto, qual outra Raquel, a Igreja chora a morte de seus filhos: Rachel plorans filios suos, et noluit consolari, quia non sunt (Math. II, 18.). Desabafa a sua amarga dor pela boca dos seus doutores: Ecce in pace amaritudo mea amarissima (S.Bern.). E quem lhe faz correr as lágrimas, é um homem que ela honrara com a sua confiança, e que devia consolá-la! O' Deus todo-poderoso, quão rigorosa será a Vossa justiça, quando vingar as lágrimas da Vossa Igreja, a morte das almas, causada por aquele que deviam conVosco ser o seu salvador e pai, e a guerra sacrílega que Vos faz o padre escandaloso! Vae homini illi! Se castigais de um modo tão terrível o escândalo dado a um só dos Vossos filhos, que suplício reserveis àquele que tiver escandalizado as multidões, os povos? Si ei qui unum aliquem duntaxat offenderit, expedit ut mola asinaria suspendatur a collo ipsius, ac demergatur in profundum maris; qui non unum, non duos, non tres tantum, sed jam multos etiam populos, perdiderint, illis quid tandem fiet? (S. Chris. I, VI. de Sacerd.). Recordai-vos de tudo o que na vossa vida poderia escandalizar o próximo; procurai depois reparar o mal, quanto vos for possível. Se a vossa consciência não vos acusa de coisa alguma grave quanto ao presente, chorai de novo os pecados desta natureza, que já tendes chorado; e na missa rogai a Jesus Cristo pela conversão dos padres escandalosos. Uni os vossos gemidos aos de S. Bernardo: Amici tui, Deus, et proximi tui adversum te appropinquaverunt et steterunt... Heu! Heu! Domine Deus, quia ipsi sunt in perseculione tua primi, qui videntur in Ecclesia tua primatum diligere, gerere principatum! Arcem Sion occupaverunt ..., et universam deinceps... tradunt incendio civitalem. Misera eorum conversatio plebis tuae miserabilis subversio est. Resumo da Meditação I. O padre escandaloso é inimigo de Deus Deus Padre elegera-o para defender a Sua causa, e ele combate-a; para O fazer reinar sobre os corações, e expulsa-O deles ; para Lhe dar escolhidos, e recruta almas para o inferno. - Deus Filho confiava nele para O ajudar a salvar as almas, e ele perde-as. Deus Espírito Santo tomara-o para Seu instrumento, e em vez de auxiliar os Seus desígnios de misericórdia, frustra-os. II. O padre escandaloso é inimigo das almas Nós não temos acesso junto delas para as santificar, senão pela confiança que elas têm em nós; que confiança pode inspirar um padre que prega uma moral e pratica outra? A elevação da nossa dignidade é a medida dos estragos causados com os nossos escândalos. III. O padre escandaloso é inimigo da Igreja Como esposa e mãe extremosa que é todo o escândalo ofende-a nos dois objetos do seu amor, Jesus Cristo seu esposo, e os fiéis seus filhos. Uma só queda no santuário sacerdotal, pode ter consequências incalculáveis. A Igreja chora, e aquele que lhe faz correr as lágrimas, é aquele mesmo que a devia consolar. O escândalo dado pelo padre - Suas diferentes espécies I. Escândalo de intenção e de perversidade. II. Escândalo de tibieza e de negligência. III. Escândalo de leviandade e de imprudência. I. Escândalo de intenção e de perversidade. Pode dizer-se do sacerdote o que S. Francisco de Sales dizia dos religiosos: Bonis nihil melius, malis nihil pejus. O homem do santuário, que leva o esquecimento dos seus deveres até espalhar em volta de si um cheiro de morte, justifica a máxima: Corruptio optimi pessima. Todavia, quando falamos do escândalo de intenção, não afirmamos que alguém perca as almas pelo gosto de perdê-las. Este escândalo que é propriamente o de Satanás, só seria possível em um padre que atingisse o último grau de endurecimento. Mas sem chegarmos a este ponto, sabe-se que certa palavra, certa ação, certo procedimento são capazes de ferir a consciência do próximo; veem-se as consequências funestas, que de certo pecado podem resultar para a honra do sacerdócio, e não se recua, comete-se. Este desgraçado padre ilude-se a si, para pecar livremente; abusa até da autoridade, do ascendente que lhe dá o seu estado, para abalar uma virtude, de que devia ser o amparo. Ó padre, ó pastor, que terrível juízo sofrereis um dia! Audite hoc, sacerdotes... quia vobis judicium est (Os. V, 1.). Vós que sois o protetor nato da inocência, armais-lhe laços! Estendeis as vossas abomináveis redes sobre o mesmo Tabor, sobre esse monte santificado por tantos e tão veneráveis mistérios... Quoniam laqueus facti estis... et rete expansum super Thabor (Ibid.). O mais terrível flagelo que Deus podia empregar para punir uma diocese, uma província, um império, seria enviar-lhes semelhantes padres. Eis o que Ele diz por um profeta: Como punirei estes pecadores obstinados? Que novo castigo lhes infligirá a Minha justiça indignada? Super quo percutiam vos ultra? Tirarei do tesouro das Minhas vinganças pastores infiéis, enviar-vos-ei sacerdotes, cuja depravação chegará até ao escândalo:Grex perditus factus est populus meus: pastores eorum seduxerunt eos(Jerem. L.6.). II. Escândalo de tibieza e negligência. Este inspira menos horror que o primeiro; mas as consequências podem ser também deploráveis. Ai! e quão comum é ele! "Não há quase meio termo para um padre: se não edifica, escandaliza; se não vivifica, dá a morte; se os seus costumes não são um modelo, tornam-se um perigo; se não ensina a piedade com sua vida, inspira, autoriza, multiplica o vício" (Massillon). A vida do sacerdote deve ser a censura não só das desordens públicas, mas ainda das falsas virtudes, que o mundo desejaria substituir às virtudes evangélicas. A sua separação de tudo o que é profano, a sua modéstia, a sua santidade devem recordar incessantemente aos seculares, que os verdadeiros cristãos são homens mortos para si mesmos, cuja vida está escondida com Jesus Cristo em Deus (Col. III, 3.). Já conhecemos as exigências do mundo em matéria de santidade sacerdotal. Quer que o padre seja um anjo isento de todo o defeito, adornado de todas as virtudes; se vê qualquer coisa de menos, admira-se, escandaliza-se. Se há exageração nas suas idéias neste ponto, esclareçamos os seus juízos, mas não os desprezemos! S. Paulo no-lo prescreve e ensina com o seu exemplo: Noli propter escam destruere opus Dei. Omnia quidem sunt munda; sed malum est homini qui per offendiculum manducat (Rom. XIV, 20). - Si esca scandalizat fratrem meum, non manducabo carnem in aeternum, ne fratrem meum scandalizem (I Cor. VIII, 13.). Partindo desses dois princípios: primeiro, que o mundo espera de nós uma perfeição, que em nada se ressinta das fraquezas humanas; segundo, que a nossa vida particular, assim como pública, é examinada e julgada pelo mundo; facilmente se concluirá que a vida de um padre tíbio é, por assim dizer, um escândalo permanente. Escandaliza nas suas relações com os seculares, pela oposição flagrante de uma vida imortificada, sensual, desprovida de virtudes sólidas, contra o Evangelho que prega a abnegação, o espírito de sacrifício, a caridade e a imitação de Jesus Cristo. Escandaliza nas suas funções, que ou não exerce ou exerce mal. Descuida-se de instruir? É' um pai desnaturado, que mata os filhos, recusando alimentá-los com o pão da palavra. Vai tarde para o confessionário? Apura a paciência dos penitentes, e dá ocasião a que para alguns, passe o momento favorável da graça, que talvez nunca mais volte. Desgraçado pastor, essa ovelha estava salva, se viésseis aproveitar a boa disposição em que se achava. Não a tornareis a ver no tribunal da misericórdia; mas encontrá-la-eis terrível no tribunal da justiça divina. Até no exercício das suas funções, que escândalos! No púlpito exorta à humildade e mostra-se cheio de soberba e de afetação. No santo tribunal impacienta-se repreendendo as almas que se acusam de não ter tido paciência. Veem-no subir ao altar sem se preparar, depois de faltas que tiveram testemunhas; que coração vai ele apresentar a Jesus Cristo para tabernáculo? Celebra com precipitação, sem recolhimento de espírito, sem parecer compenetrado do que faz. Interrompe talvez o divino sacrifício para falar e repreender. Que escândalo, quando depois da missa, sem dar atenção ao Senhor do universo, que veio visitá-lo, sai do santuário, como Judas saiu do Cenáculo: Cum accepisset ille buccellam, exivit continuo (Joan. XIII, 30.), e leva Jesus sacramentado, o adorável cativo, para o meio do mundo, esquecendo-O no seu coração, como um morto na sua sepultura: Oblivioni datus sum tanquam mortuus a corde (Ps. XXX, 13.). A inutilidade de tantas comunhões, que ele faz sem se corrigir de um só defeito, sem adquirir uma só virtude, não é só por si um perigoso escândalo? Seria para admirar, que essa inutilidade suscitasse dúvidas sobre a presença real no espírito de leigos indevotos, já muito inclinados à incredulidade? Como se persuadirão eles de que é hóstia consagrada é o Filho de Deus em pessoa, aquele que tem justificado todos os justos, santificado todos os Santos, quando veem que ela não produz mais efeito na alma desse padre, do que nos vasos sagrados, sempre frios, e sobre a pedra do altar, sempre dura? Poderão eles crer que o sol não alumia, que o fogo não aquece, e que a santidade não santifica? Oh! que obstáculo põe à piedade, e até à fé entre o povo, a vista dum padre tíbio a celebrar os santos mistérios! III. Escândalo de leviandade e de imprudência. É uma grande vitória para o inimigo das almas, se pode servir-se, para perdê-las, daqueles mesmo que Deus elegera para as salvar. Pouco lhe importa o modo como o auxiliam os ministros do Senhor; a leviandade e a imprudência servem-lhe quase tão eficazmente como o crime. Na realidade, a falta de prudência e de circunspeção nunca é inocente em um homem encarregado de interesses tão graves, e obrigado por tantas leis a uma vida mais séria e refletida. A um sacerdote não se lhe admite tão facilmente como a qualquer outra pessoa a desculpa de que não pensava nisso; pois ninguém tanto como ele deve considerar atentamente o que diz e faz, quando, e em presença de quem o diz e faz. Não basta que seja santo, é necessário que o mostre, e o mostre em tudo: In omnibus teipsum praebe exemplum..., in integratite, in gravitate; verbum sanum irreprehensibile; ut is qui ex adverso est vereatur, nihil habens malum dicere de nobis (Tit. II, 7,8). Uma pergunta, uma palavra indiscreta, um gracejo, uma leviandade, um passo inconsiderado, têm sido muitas vezes semente de escândalo, desgraçadamente muito fecunda. Quantos eclesiásticos, em seu trato com o mundo, em suas viagens, mesmo no interior de sua casa, no meio das crianças, etc., porque desprezam precauções que a malignidade tornou necessária, dão lugar a suspeitas, que ofendem a honra do clero, e vêm a ser ocasião de ruína para as almas! Senhor, assim como David, eu devo chorar outros pecados além dos meus pecados pessoais, alguns há que não cometi, e nem por isso deixam de me pesar, porque foram efeito dos meus escândalos. Perdoai-nos com os meus: Ab alienis parce servo tuo. Só me resta um meio de satisfazer à Vossa justiça, é ser convosco e por Vós um zeloso, ardente e infatigável salvador das almas. Feliz de mim por ter ainda este recurso, e me encontrar num estado, em que possa fazer tanto bem, quanto é o mal que tenho feito. A dívida é justa, ó meu Deus! Quero satisfazê-la; o zelo é a penitência do escândalo. Dignai-Vos aceitar o meu arrependimento, abençoar a minha resolução; não tenho senão um desejo, é reparar, com a perfeição que puder, o dano que tenho feito à Igreja, a meus irmãos, mas principalmente à Vossa glória. Resumo da meditação I- Escândalo de intenção e perversidade Sabe-se que certa palavra, ação, ou omissão, são capazes de ferir mortalmente a consciência do próximo; e não se faz caso disto. Abusa-se da autoridade, do ascendente que dá a santidade do estado. Ó sacerdote do Senhor, que terrível juízo que sofrereis um dia! II - Escândalo de tibieza e de negligência Inspira menos horror que o primeiro; as suas consequências são talvez igualmente funestas; ai! e como é comum! Pode-se fazer ideia disto por estes dois princípios: o mundo quer ver em nós anjos, e observa-nos com malignidade. Relações com os seculares, funções desprezadas ou mal exercidas. Oh! Quão numerosas são as ocasiões de escândalo para um homem do santuário, para um pastor das almas! III. Escândalo de leviandade e de imprudência. Num padre admite-se menos que em qualquer outra pessoa, a desculpa de que não pensava em tal; ninguém deve considerar com maior cuidado que ele, tudo o que diz, tudo o que faz, quando, e na presença de quem o diz e o faz. Não basta que seja santo, é necessário que o mostre em tudo. (Meditações Sacerdotais ou o Padre santificado pela oração, versão portuguesa pelo Padre Francisco Luís Seabra, 2ª edição, Volume I, Porto, 1934.) Venha a nós o Vosso Reino, meu Cristo! Rezemos pelas almas que padecem no purgatório. (Gentileza João Nobre) ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ OBS> Diante destas palavras de sabedoria, podemos perceber o quão perigosa se pode dizer a opção de um homem pelo sacerdócio. Sua cobrança diante de Deus é a mesma da soma dos seus paroquianos. Sacerdote que escandaliza seu povo, com toda certeza corre risco de ir para o inferno, mesmo que ele diga que o inferno não existe... O que é em si, o primeiro escândalo: mentir para o povo, negando um Dogma de fé. Eis porque é tão importante, e tanto o Céu pede que rezemos pelos sacerdotes, e para isso lembremos as palavras de Maria: Sim, no Céu o lugar mais elevado é para os sacerdotes, entretanto um lugar mais elevado ainda é reservado a aquele que salva um sacerdote, rezando por ele. E muitos, devido a este peso da atribuição, somente se salvam por causa das orações dos fiéis. Vamos então a resgate de todos eles.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Padre João Batista: Estou perplexo com a declaração do Papa de não existir um Deus católico

02.10.2013 - Confesso que fiquei perplexo lendo esta frase ontem: “Não existe um Deus católico.” Embora a expressão “Deus católico” seja insólita, negá-la no contexto em que foi negada tem consequências desastrosas. Realmente. O Antigo Testamento está repleto da expresssão o Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isac e Jacó, atestando que o Deus vivo e verdadeiro se revelava ao povo eleito, depositário de suas promessas e ensinamentos, e se distinguia dos ídolos dos falsas religiões que aterrorizavam os povos pagãos. Completando-se com a encarnação do Verbo de Deus a Revelação Divina, a qual se encerra com a morte do último apóstolo, e sendo a Igreja Católica a depositária de tal revelação, dizer que não se crê em um “Deus Católico” parece-me favorecer a heresia monolátrica, isto é, a crença em um deus único, concebido pela mente humana, distintodo Deus Uno e Trino, que se revelou, encarnou, fundou a Igreja Católica para perpetuar sua obra de salvação do mundo. Dizer “não existe um Deus Católico”, no ambiente atual de ecumenismo maçônico e diálogo interreligioso sem fronteiras, só contribui para a demolição da fé católica e reforça a marcha do mundo contemporâneo rumo ao deísmo, ao panteísmo, à gnose universal. Afirmar “não existe um Deus Católico” é um convite dirigido aos “irmãos” pedreiros livres e aos “homens de boa vontade” para trabalharem todos juntos na fundação de uma nova religião de uma nova era da humanidade, em que o homem será a sua própria lei. A infelicidade de tal afirmação cresce ainda mais quando se tem presente que nos dias de hoje o Deus da Metafísica, o Ser Absoluto, o primeiro Motor Imóvel, a Causa Primeira incausada, o Ato Puro dos estudiosos da Ontologia, que serve de base para uma exposição racional do mistério da Revelação Divina, desapareceu completamente da cultura contemporânea. De modo que negar o “Deus Católico” não significa ceder lugar ao Ser Absoluto na mente dos homens de hoje, mas sim ceder lugar à “energia cósmica” que alguns imaginam como um demiurgo. Acresce que na mesma entrevista o bispo de Roma disse que “cada um tem a sua própria concepção de bem e mal e deve escolher seguir o bem e combater o mal como concebe .” Ora, isto equivale a proclamar a soberania absoluta da consciência individual, que já não terá sua autoridade e legitimidade à proporção em que aplica fielmente a lei de Deus na direção da vida humana. Sinceramente, estou convencido de que a chave para entender o drama dos nossos tempos, não está tanto em meditar as promessas de Cristo de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, quanto na meditação da passagem do Evangelho segundo Lucas: “Mas, quando vier o Filho do homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra? “(Lc. 18, 8). Sim, as portas do inferno não prevalecerão, mas os homens maus têm um poder enorme de corromper a fé e desfigurar a Igreja e reduzi-la a frangalhos. Se se dispensa um “Deus Católico”, se cada um pode seguir o bem como o concebe, será necessária a Igreja para a salvação? No máximo, será um auxílio para aqueles que querem construir uma utopia de um mundo novo, de um mundo melhor de liberdade, igualdade e fraternidade. Em tal perspectiva, que restará da Igreja? Restarão grupos esparsos de homens que conservam a fé imutável no Deus Uno e Trino. Que Deus tenha misericórdia de nós. As tentações são muitas. Que Nossa Senhora das Vitórias, neste mês do Rosário, esmague as esquadras do modernismo, como em Lepanto esmagou o inimigo infiel. Anápolis, 2 de outubro de 2013. Festa dos Santos Anjos Custódios. Padre João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa. Fonte: santamariadasvitorias.org

sábado, 28 de setembro de 2013

AGRADECIMENTOS

Caríssimos (as) irmãos e irmãs, venho por meio deste, agradecer a cada um(a) de vocês, por terem acompanhando hoje o meu Programa de Evangelização Católica " ANUNCIAMOS JESUS, O CRISTO, O SENHOR!". Obrigado a todos(as) vocês por me darem essa grande audiência. Lembrando, que o meu Programa é todos os Sábados, no horário das 9:10h da manhã às 12:00horas( horario de Brasília). Vocês como sempre, podem acompanhar o mesmo, através dos seguintes meios: RÁDIO CASA NOVA FM 104.9, pela Rádio Web SAGRADOS CRAÇÕES- www.radiosagrados.com, e pelo Site: www.portalcasanova.com O Programa de Rádio " ANUNCIAMOS JESUS, O CRISTO, O SENHOR!", que é apresentado por Hélio Moraes Pacífico, tem o APOIO CULTURAL das seguintes EMPRESAS: * SUPERMERCADO HENAIRA- Org: Rui Castro Filho *GLAMOUR MAGAZINE- Org: Daiane. *ASSOCIAÇÃO SAGRADOS CORACOES DE JESUS E MARIA *POSTO DE AVISO DEDÉ CASA NOVA *PISANDO FIRME- Org: Elisabete e Nesci *O SACOLÃO SUPERMERCADO-Org:Regina. *PORTAL CASANOVA.COM- Direção Geral: Adailton Santana. *MERCADINHO UNIÃO e Família. *LE BAZAR PRESENTES e DECORAÇÕES- Org: Nicácia. *MERCADINHO SÃO JOSÉ-Org: Rosilda Evangelista. *SUPERMERCADO OURICURI- Org: Angelúcia. *FARMÁCIA PASSOS- Org: João Silva. *MERCADINHO PEREIRA- Org: Elizangela e Zé Pereira. *PADARIA e MERCEARIA CAMPO FORMOSO- Org: Sr. Pedro e Dona Marlene. *TV MARIE- www.tvmarie.com.br. *CONSTRULAR- Org: Regina Célia. * SUPERMERCADO HERCULANO- Org: Bernadete. *NONATO MÓVEIS e ELETROS ( Agora é REDE QUERO BAHIA)- Org: Sr. Nonato. *RÁDIO WEB SAGRADOS CORAÇÕES- www.radiosagradoscoracoes.com. *SUPERMERCADO REGINA- ORG: Dona Zefinha. *ARMARINHO SEIXAS- Org: Dona Eliete e Sr. Euflávio. * OBRA A PALAVRA VIVA DE DEUS- www.ceifadores.com.br. Enfim a tantas outras pessoas queridas da minha terra, que apoiam os meus trabalhos de Evangelização. PORQUE EVANGELIZAR É FAZER JESUS ACONTECER!!! Como sempre obrigado a todos(as) eles(as). DEUS lhes paguem e lhes retribua com o cêntuplo!!!!!!! Que NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO, interceda junto a seu Filho JESUS CRISTO por cada um destes e destas. Fraternalmente, EM JESUS E MARIA Hélio Moraes Pacífico Caríssimos (as) irmãos e irmãs, venho por meio deste, agradecer a cada um(a) de vocês, por terem acompanhando hoje o meu Programa de Evangelização Católica " ANUNCIAMOS JESUS, O CRISTO, O SENHOR!". Obrigado a todos(as) vocês por me darem essa grande audiência. Lembrando, que o meu Programa é todos os Sábados, no horário das 9:10h da manhã às 12:00horas( horario de Brasília). Vocês como sempre, podem acompanhar o mesmo, através dos seguintes meios: RÁDIO CASA NOVA FM 104.9, pela Rádio Web SAGRADOS CRAÇÕES- www.radiosagrados.com, e pelo Site: www.portalcasanova.com O Programa de Rádio " ANUNCIAMOS JESUS, O CRISTO, O SENHOR!", que é apresentado por Hélio Moraes Pacífico, tem o APOIO CULTURAL das seguintes EMPRESAS: * SUPERMERCADO HENAIRA- Org: Rui Castro Filho *GLAMOUR MAGAZINE- Org: Daiane. *ASSOCIAÇÃO SAGRADOS CORACOES DE JESUS E MARIA *POSTO DE AVISO DEDÉ CASA NOVA *PISANDO FIRME- Org: Elisabete e Nesci *O SACOLÃO SUPERMERCADO-Org:Regina. *PORTAL CASANOVA.COM- Direção Geral: Adailton Santana. *MERCADINHO UNIÃO e Família. *LE BAZAR PRESENTES e DECORAÇÕES- Org: Nicácia. *MERCADINHO SÃO JOSÉ-Org: Rosilda Evangelista. *SUPERMERCADO OURICURI- Org: Angelúcia. *FARMÁCIA PASSOS- Org: João Silva. *MERCADINHO PEREIRA- Org: Elizangela e Zé Pereira. *PADARIA e MERCEARIA CAMPO FORMOSO- Org: Sr. Pedro e Dona Marlene. *TV MARIE- www.tvmarie.com.br. *CONSTRULAR- Org: Regina Célia. * SUPERMERCADO HERCULANO- Org: Bernadete. *NONATO MÓVEIS e ELETROS ( Agora é REDE QUERO BAHIA)- Org: Sr. Nonato. *RÁDIO WEB SAGRADOS CORAÇÕES- www.radiosagradoscoracoes.com. *SUPERMERCADO REGINA- ORG: Dona Zefinha. *ARMARINHO SEIXAS- Org: Dona Eliete e Sr. Euflávio. * OBRA A PALAVRA VIVA DE DEUS- www.ceifadores.com.br. Enfim a tantas outras pessoas queridas da minha terra, que apoiam os meus trabalhos de Evangelização. PORQUE EVANGELIZAR É FAZER JESUS ACONTECER!!! Como sempre obrigado a todos(as) eles(as). DEUS lhes paguem e lhes retribua com o cêntuplo!!!!!!! Que NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO, interceda junto a seu Filho JESUS CRISTO por cada um destes e destas. Fraternalmente, EM JESUS E MARIA Hélio Moraes Pacífico

sábado, 14 de setembro de 2013

tenebroso pecado da impureza e o poder da boa confissão

Testemunho do saudoso sacerdote Frei Cristóvão Pirolli capuchinho, contido no seu maravilhoso livro "Ó homem, salva a tua alma imortal enquanto tens tempo": "Ouvi contar este fato cheio de ensinamento. Um nobre senhor do povo saiu de casa e foi a lugares de perdição. Tendo voltado para a sua casa, altas horas da noite, o porteiro, abrindo a porta deu em gritos assustadores que acordaram os familiares todos, os quais, também se puseram em gritos à vista daquela figura. O homem foi se espelhar e ele, também se viu horrivelmente feio e teve medo de si mesmo. Tratou de ir se confessar. O vigário, vendo aquele fantasma assustou-se e fechou-lhe a porta na cara: o demônio... o demônio... De fora dizia-lhe: não sou um demônio, mas um homem pecador e adúltero, quero me confessar e fazer penitencia. O padre, tremendo de medo, o atendeu. Tendo-lhe dado a absolvição, voltou a ser como era antes de pecar e assim voltou para casa, dando alegria para os familiares. Os homens e as mulheres em estado de pecado mortal são horrorosos aos Olhos de Deus e dos Anjos. Cadáveres fétidos e ambulantes. Uma confissão bem feita ressuscitaria. Como o adúltero teve medo e pavor de si mesmo e os familiares dele, assim os demônios têm medo e asco uns dos outros, que nem desejam se verem. Assim é de todos os condenados que se maldizem mutuamente pela infelicidade merecida. Os demônios e os condenados têm mais este tormento de terror de se olharem entre desesperos sem fim. Ó poderosa Mãe de Deus, livrai-me de cair e de morrer em pecado mortal!" Postado por Graziele Conceição Nenhum comentário Marcadores: exemplos Pureza e modéstia, nossa vida em Cristo O Batismo confere ao seu destinatário a Graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e os desejos desordenados. Com a Graça de Deus ele vai prevalecer: * Pela virtude e o dom da castidade, pois a castidade permite-nos amar com coração reto e indiviso; * Pela pureza de intenção, que consiste em buscar o verdadeiro fim do homem: com simplicidade de visão, o batizado procura encontrar e cumprir a Vontade de Deus em tudo; * Pela pureza de visão, externa e interna; pela disciplina dos sentimentos e da imaginação; pela recusa de toda cumplicidade em pensamentos impuros que inclinam-nos a desviar do caminho dos Mandamentos de Deus; * Pela oração: "Eu pensava que a continência havia surgido a partir de alguém com competências próprias, que eu não conhecia em mim. Eu fui tolo o suficiente para não saber. . . que ninguém pode ser continente, a menos que O Senhor o conceda. Para Vós me concederdes, o meu interior, gemendo, tinha alcançado Seus ouvidos e eu com fé firme lancei meus cuidados a Vós." A Pureza exige o pudor, uma parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Significa recusar-se a revelar o que deveria permanecer oculto. Ele orienta como se olha para os outros e se comporta em relação a eles, em conformidade com a dignidade das pessoas e sua solidariedade. A Modéstia protege o mistério das pessoas e de seu amor. Ela incentiva a paciência e moderação em relacionamentos amorosos, que exige que as condições para a concessão do compromisso definitivo do homem e da mulher, um para com o outro seja cumprida. A modéstia é decência. Ela inspira uma escolha de roupas. Ela mantém o silêncio ou reserva onde há risco evidente de curiosidade doentia. É discreta. Existe um pudor dos sentimentos, bem como do corpo. Ele protesta, por exemplo, contra as explorações do corpo humano em determinadas propagandas, ou contra as solicitações de certos meios que vão muito longe na exposição de coisas íntimas. O pudor inspira um modo de vida que faz com que seja possível resistir às seduções da moda e as pressões de ideologias dominantes. As formas tomadas pelo pudor variam de uma cultura para outra. Em todos os lugares, no entanto, a modéstia existe como uma intuição da dignidade espiritual própria do homem. Ela nasce com o despertar da consciência. Ensinar a modéstia às crianças e adolescentes significa despertar neles o respeito pela pessoa humana. A pureza cristã requer uma purificação do clima social. Ela exige dos meios de comunicação que as suas apresentações mostrem preocupação pelo respeito e moderação. A pureza de coração traz a libertação do erotismo generalizado e evita o entretenimento inclinado à sensualidade e ilusão. Os chamados passivistas morais repousam sobre uma concepção errônea da liberdade humana, a condição necessária para o desenvolvimento da verdadeira liberdade é deixar-se educar na lei moral. Os encarregados da educação podem ser razoavelmente indicados para dar aos jovens instrução sobre respeito da verdade, das qualidades do coração e da dignidade moral e espiritual do homem. "A Boa Nova de Cristo renova continuamente a vida e a cultura do homem decaído, combate e remove o erro e o mal que o fluxo da atração sempre traz presente no pecado, nunca cessa de purificar e elevar os costumes dos povos, leva qualidades espirituais a qualquer idade e nação, e com riquezas sobrenaturais que faz com que eles floresçam, por assim dizer, a partir de dentro, que fortalece, completa, e restaura-os em Cristo." Fonte:Vesti com modéstia .

domingo, 1 de setembro de 2013

O ESCUDO DA EUCARISTIA

O ESCUDO DA EUCARISTIA Volto a falar, de um dos assuntos mais importantes que poderia tratar neste momento. Neste tempo da grande batalha final, onde se cumprem as profecias com precisão milimétrica, existe um binômio que deve tomar todo o nosso tempo, e ao qual devemos dedicar todas as nossas forças, todas as nossas vontades e ao qual devemos dispender toda a nossa dedicação e nosso vigor: Eucaristia & almas! De fato, desde Jesus, ambas estiveram intimamente ligadas, porque nossa missão maior são as almas, e para salvá-las, em síntese última precisamos da Sagrada Eucaristia, melhor dizendo, de Jesus Eucaristia. Nas mensagens bem antigas ao Movimento, já constava esta frase: a Eucaristia sempre estará presente, até os últimos acontecimentos! Em outras palavras, a Eucaristia é o alvo principal do inimigo, porque ele sabe que sem Eucaristia não existe salvação, não existe proteção, nem da terra nem das pessoas, porque ela é nosso escudo maior. O inimigo compreendeu – pelo menos nos últimos dois séculos – que toda a nossa força de expiação vinha da Santa Missa e da Eucaristia, quando vivida em estado de graça, pela confissão em dia. Tudo o que se desenvolve ao redor dela é apenas detalhe colaborativo. Certamente que nestes anos já escrevi muitos textos e livros sobre a Eucaristia, mas sinto que nada é suficiente, e que nós devemos defender a Eucaristia, até com a própria vida – porque dela depende a vida de todos – e assim tudo aquilo que viermos a fazer ainda será pouco. Há uma grande batalha em curso para destruir a Missa e acabar com a Eucaristia, somente os cegos não percebem isso. Para tanto, satanás tem municiado seus adeptos com palavras cheias de mel, mas portadoras do mais refinado e poderoso veneno, porque veneno que mata as almas. Vejam o que escrevi na abertura do Livreto: Eclipse do sol!... No horizonte do universo, uma nuvem assustadora forma-se com incrível rapidez. Sobre a Terra, nosso planeta, partícula infinitesimal desta imensa obra do Pai, também descem sombras e dela sobem densos rolos de fumo. Poucos percebem estas nuvens. Poucos são os que não se deixaram cegar pela fumaça negra de Satanás, que ameaça matar toda a vida humana. Na verdade, a maioria dos indivíduos, deste monumental mar humano de sete bilhões de pessoas, está completamente cega. Parte nada vê! Parte nada sente! Parte nada compreende! Parte nada sabe, ou nem quer saber! Há apenas dois pequenos grupos antagônicos, ferozmente armados, há séculos, ambos buscando o controle do mundo. De um lado, os filhos dos homens, o exército negro, cujo comando tem origem no poder das trevas. De outro lado, o povo santo, os filhos de Deus, cujo comandante maior é Nossa Senhora. Ambos se armam agora “de unhas e dentes”, para a batalha final. O que está em jogo, na verdade, não é a posse da terra, nem das riquezas, tampouco o poder para governar sobre tudo e todos, como a aparência pode sugerir. O que está em disputa é a posse eterna das almas, única coisa que interessa a ambos: ao inferno e ao Céu! Embora a grande batalha seja a nível espiritual, é na terra e no plano físico que ela se torna visível, imprimindo seus reflexos sobre toda a humanidade. É interessante saber, ambos os exércitos pregam: “Paz na terra!” No pensamento do poderoso exército das trevas, satanás colocou a ideia de que haverá paz na terra, sim, mas apenas por meio da ação do homem, não de Deus. Para isso, prega a criação de um estado poderoso, tirânico e ditatorial, um novo império romano, chamado globalização, cujo comando único será dado ao filho dileto de Lúcifer: o anticristo! No pensamento do pequeno exército da luz, a materna Comandante incute a certeza absoluta de que existe, sim, a possibilidade de haver paz duradoura em toda a terra: basta seguir a Lei de Deus, trilhar os Seus caminhos e todos alcançaremos a vida em plenitude, com o iminente retorno glorioso de Jesus! Há, porém, uma terceira força, monumental e indestrutível, que é como o “fiel da balança” entre ambos. Ela determina os rumos da batalha. Ela define quem perde ou quem ganha terreno. Ela é a verdadeira e única “Fonte de Poder”. As trevas buscam eclipsá-la! O exército da Luz busca manter-lhe a chama acesa. Esta fonte de poder se chama: Sagrada Eucaristia! De fato, do cantinho humilde dos sacrários brota uma luz que não tem fim. É dali que verte o Poder Infinito. Dela nos vem a Vida Eterna! E ambos os exércitos sabem disso. Mais, ou menos Eucaristia na terra: quem tiver o controle sobre ela, será o vencedor. É sobre esta força infinita que falaremos! (fim) Vejam agora a passagem que está em Êxodo 17. 8 Amalec veio atacar Israel em Rafidim. 9 Moisés disse a Josué: "Escolhe-nos homens e vai combater Amalec. Amanhã estarei no alto da colina com a vara de Deus na mão." 10 Josué obedeceu Moisés e foi combater Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiam ao alto da colina. 11 E, quando Moisés tinha a mão levantada, Israel vencia, mas logo que a abaixava, Amalec triunfava. 12 Mas como se fatigassem os braços de Moisés, puseram-lhe uma pedra por baixo e ele assentou-se nela, enquanto Aarão e Hur lhe sustentavam as mãos de cada lado: suas mãos puderam assim conservar-se levantadas até o pôr-do-sol, 13 e Josué derrotou Amalec e seu povo ao fio da espada. 14 O Senhor disse a Moisés: "Escreve isto para lembrar, e dize a Josué que eu apagarei a memória de Amalec de debaixo dos céus". Por qual motivo transcrevo este texto? Para mostrar de uma forma simples o quanto pode atuar o Poder de Deus, mesmo em se tratando de uma batalha física. Neste caso se tratava de conquistar a Terra Prometida, e luta era entre dois exércitos com armas reais. Entretanto na batalha atual, as forças em luta não são físicas, mas sim espirituais, e o que está em jogo agora não somente é a vida neste planeta, como a conquista da Nova Terra. Mais do que isso, lá antes se tratava de expulsar um povo teimoso e mau que se obstinava em não se converter, eles com seus deuses diabólicos, e agora, além disso, em primeira instância se trata de expulsar o próprio Deus vivo, para que se instale aqui, com toda a sua perversidade o reino de satanás! Óbvio que nós sabemos que vencerá sempre aquele que efetivamente estiver ligado em Deus. Vencerá sempre aquele que estiver ligado à verdadeira e Única Igreja de Jesus, a Católica, com toda a sua Tradição, seus Dogmas, sua Sã Doutrina, e seu Pedro verdadeiro. Vencerá sempre quem se colocar inteiramente sob o comando de Maria Santíssima e o Generalato de Jesus, Ele, o nosso Deus, Vivo e Verdadeiro que se pode ver e adorar na forma da Eucaristia. Vencerá, portanto, aquele que se manter firme e fiel ao Santíssimo Sacramento, alimentando-se dignamente Dele, porque a origem da fortaleza dos filhos de Deus. Quem não se alimentar, morrerá de fome... Ou de pavor! Nas revelações a Ana Catarina Emmerich, consta que, conforme está em Gênesis 14, 18-19, quando Melquisedeque, rei de Salém e Sacerdote do Altíssimo abençoou o pão e o vinho, tendo-os dado de comer e beber aos homens que voltavam vencedores da guerra, estes adquiriram uma força descomunal, que lhes permitiu andar por dias seguidos sem se cansar. Se naquela época nem havia a Eucaristia apenas esta prefiguração do grande mistério nos deixado por Jesus se deu isso, imaginem o que nos poderia acontecer a todos hoje, se efetivamente vivêssemos a Eucaristia com a intensidade, o amor, a devoção e a adoração que na realidade Lhe é devida? Nós seríamos invencíveis! Seríamos inquebrantáveis e jamais adoeceríamos! Nós sequer morreríamos! Assim, como se pode perceber pela introdução que acima coloquei, na Eucaristia reside a Força, o Poder que mantém este planeta e toda a vida que ele contém. Na verdade, como está em nosso primeiro livro: a Eucaristia é um milagre ainda maior do que a criação de todo o Universo, com suas infinitas perfeições. Entendamos então, antes de tudo, que Jesus não apenas “está” na Eucaristia, como se este “estar” quisesse significar apenas a realidade invisível de que “o Espírito de Deus está em toda parte”, mas sim, e milhões de vezes seja dito: Jesus É a Eucaristia, Ele É o Santíssimo Sacramento do Amor, Ele É a fonte da nossa vida – e vida aqui na terra e vida na eternidade – Jesus É, portanto o próprio Deus, um Deus Vivo e Real, pulsando e vivendo em nosso meio. Sim, como Ele prometeu: eis que estou convosco, todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28, 20). Se Ele diz “estou” é sinal de que nunca deixou nem deixará de estar Vivo em nosso meio. É preciso então compreender que existe um abismo quase infinito, entre uma presença apenas espiritual, invisível, apenas como uma força aglutinadora do amor, esta que mantêm coesas e visíveis as coisas que percebemos, e o SER REAL. Na Doutrina aprendemos que “Deus está em toda parte”. Significa que Ele planeja tudo, cria tudo, mantém tudo em ordem, e controla tudo, de tal forma que absolutamente nem um só átomo escapa ao seu domínio, seu controle, e sua manutenção. Ou seja, se Deus por um acaso “esquecesse” deste único átomo – algo invisível aos nossos olhos, mas real – ele simplesmente deixaria de existir. Nada existe nem subsiste sem Deus! Mas, isso não significa que isso tudo É DEUS. Ele não É matéria, é um Espírito Perfeitíssimo! É Eterno e Onipotente! É Onisciente e Infinito! E é o Mesmo que se faz Eucaristia, É Deus Vivo e que É nosso alimento eterno! Sim, este mesmo Onipotente Deus se fez homem, deu a vida por nós, e nos prometeu a vida eterna, se nos alimentássemos Dele, de seu Corpo e de seu Sangue Preciosíssimo. Isso está claramente no Evangelho de João no 6º Capítulo. Jesus deixa ali, bem claro, que é impossível alguém entrar no Céu, sem se alimentar Dele, porque sem isso a pessoa, a alma, não conseguirá participar plenamente da Divindade Dele, não poderá ver nem sentir Deus, nem participar intimamente e gozar da presença do Ser divino. É preciso que os sangues se misturem, entendem? O nosso com o de Jesus! Trata-se então, não apenas de uma realidade espiritual, mas de uma natureza física, infinitamente preciosa e necessária, que se confirma somente em Jesus Eucaristia, quando Consagrado pelo sacerdote católico, jamais no pão comum, jamais no vinho comum não Consagrado, mesmo que seja abençoado pelo padre. Bênção não serve! Deus espiritualmente se faz presente em tudo o que existe no Universo, mas fisicamente Ele somente Se faz presente, Vivo, Real e Tangível, e Visível sendo Eucaristia. E isso somente acontece numa Santa Missa válida, onde se pronuncia corretamente a fórmula ensinada por Jesus. Tudo isso nós cremos pela fé! Não há, pois, como confundir e ou se deixar confundir. Assim, jamais alguém se deverá deixar enganar, seja por palavra ou testemunho de quem quer que seja, por títulos de doutor e mestrado que tenha, por fama e poder de que disponha na Igreja, seja por qual rebuscado argumento for – sempre diabólico – se lhe quiser fazer engolir a mentira de que, estando Deus em toda parte, Ele está então, da mesma forma, na mesma essência e na mesma natureza, tanto no pão comum apenas abençoado, quanto na Hóstia Consagrada. Qualquer pessoa, ainda que venha fantasiada de Jesus e lhe apareça na frente, fale em seu nome e jure ser Ele, dizendo que se trata da mesma coisa, jogue água benta nele e o expulse, porque isso vem de satanás. Ou é o próprio! Todos os que consumarem este ato terão de acertar contas com Deus, pois sobre eles cairá a ira divina. Da mesma forma, não aceite o argumento mentiroso, de que, uma vez que os protestantes e judeus não aceitam nosso Sacramento da Eucaristia, uma vez que eles não acreditam no Mistério da Transubstanciação, então mudemos nós, porque eles aceitam se confraternizar conosco, desde que a Igreja Católica suprima esta parte da nossa Sã Doutrina e abata nosso Dogma de fé. Mas eu digo, que Deus o livre de aceitar isso. Nenhum cardeal ou bispo, nem sacerdote famoso ou mestre em teologia, nem mesmo um Papa pode alterar aquilo que Deus instituiu por Sacrifício, especialmente aquilo que Ele estabeleceu como sinal permanente da Nova Aliança com os homens. Isso significaria derrubar um Dogma da nossa fé, e, por conseguinte deitar abaixo um dos pilares que mantém a Igreja em pé: Jesus Eucaristia! O outro é Maria Santíssima! Acaso isso acontecerá? Sim, e está desde milênios, profetizado. Vejam o que está em Isaías 24, 1 Eis que o Senhor devasta a terra e a torna deserta, transtorna a sua face e dispersa seus habitantes. 2 Isso acontece ao sacerdote como ao leigo, ao senhor como ao escravo, à senhora como à serva, ao vendedor como ao comprador, ao que empresta como ao que toma emprestado, ao credor como ao devedor. 3 A terra será totalmente devastada, inteiramente pilhada, porque o Senhor assim o decidiu. 4 A terra está na desolação, murcha; o mundo definha e esmorece, e os chefes do povo estão aterrados. 5 A terra foi profanada por seus habitantes, porque transgrediram as leis, violaram as regras e romperam a aliança eterna. 6 Por isso a maldição devora a terra e seus habitantes expiam suas penas; os habitantes da terra são consumidos, um pequeno número de homens sobrevive. Atentem para o que negritei acima, especialmente para as palavras: romperam a aliança eterna! Meditem em todo este texto. Leiam e meditem neste capítulo 24, na íntegra, porque se poderia chamar de pequeno Apocalipse de Isaías. Ele fala que o planeta inteiro seria esfacelado, que a terra seria abalada e balançaria inteira, exatamente no dia em que os habitantes deste planeta tivessem a ousadia de profana-la, e transgredindo as Leis instituídas por Deus, violando as regras estabelecidas pelo Pai e rompendo a Aliança Eterna feita por Ele. Ora, se você olhar no rodapé de certas Bíblias, erradamente eles remetem esta passagem para a aliança que Deus fez com Abraão, conforme está no capítulo 15 do livro do Gênesis. Mas Isaías escreveu um milênio mais tarde, portanto a Aliança a que se refere e que será rompida é futura, mais precisamente em nossos dias. Por que digo isso? Porque uma aliança para ser Eterna, somente se for celebrada por aquele que é Eterno e com Ele. Mortais não podem celebrar alianças eternas. Vejam as palavras da consagração do vinho: este é o cálice do Meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança!... Mais do que isso, uma Aliança firmada em Jesus mesmo, não apenas numa promessa, como foi o caso de Abraão e mais tarde de Davi. Mais ainda do que isso, falamos aqui de uma aliança que foi assinada com o Sangue do Próprio Deus vivo, e romper isso, se não serve para abalar Céus e terra, e se não serve para abalar o planeta inteiro, se não serve para rachar a terra em pedaços, se não serve para abalar até mesmo todo o Universo, se não serve para deixar vivo apenas um punhado de gente, então não seria Aliança firmada num Deus, nem assinada com o próprio Sangue Dele. Digo isso para que tomem atenção a esta passagem do mesmo capítulo de Isaías, porque isso está prestes a acontecer... 17 O terror, a fossa e a cilada vão apanhar-te, habitante da terra. 18 O que fugir para escapar do terror cairá na fossa, o que se livrar da fossa será preso no laço. Porque as comportas lá do alto abrir-se-ão e os fundamentos da terra serão abalados. 19 A terra é feita em pedaços: estala, fende-se, é sacudida, 20 cambaleia como um homem embriagado e balança como uma rede. Seus crimes pesam sobre ela, e ela cairá para não mais se levantar." Isso significa que o homem cometerá um crime de tal monta, ele terá uma ousadia tão inaudita, terá uma coragem tão diabólica ao fazer este enfrentamento contra Deus, que de imediato as comportas do abismo se abrirão, e sobrará muito pouca gente viva. De fato, esta será a maior afronta que o homem ousará fazer contra Deus: quebrar a aliança de Sangue que Jesus fez conosco, o que significa tentar romper definitivamente com Deus. Como se faria isso? Naturalmente que, se nalgum dia futuro – quem sabe nem tão distante – a parte negra da Igreja ousar fazer a troca do Sacrifício da Nova e Eterna Aliança, por uma simples ceia – dizendo que aquilo é missa – um encontro festivo, como de confraternização em católicos com membros de quaisquer outros credo e seitas, inclusive com os que adoram estátuas e demônios, no mesmo momento ou em poucos dias cairão milhares de sacrários da terra. Jesus não estará ali, nem com eles e sim satanás! Sim, porque não havendo mais a consagração, naturalmente que não haverá mais Jesus vivo nos sacrários. Isso significa que cairão, um a um, todos os bastiões, todas as fortalezas, todas as casamatas – ou seja: todos os escudos – que nos protegem, ficando a terra quase inteira a mercê dos inimigos. A mercê do abismo! Significa perder força santa, e perder terreno para o inimigo, significa transferir poder a ele, para que possa então agir livremente, esfacelando o planeta e levando a óbito, em um tempo que pode ser de poucos meses, a maioria dos seus habitantes. Os sacrários, todos eles, são guardados por legiões de anjos. Não havendo eles, imediatamente os anjos se retiram, e abrem espaços para a ação do inferno, transformando as Igrejas sem sacrários em pistas para a dança dos demônios. Eles que bem desejariam estrangular todos os seres humanos. E só não alcançarão isso, porque haverá resistência, e no fundo das famílias católicas santas, no escondido das novas catacumbas, alguns padres santos continuarão celebrando validamente a Santa Missa, e consagrando o Corpo e o Sangue de Jesus, mantendo ao abrigo do inferno algumas localidades e lares, que servirão de refúgio porque terão Jesus presente, terão o escudo da Eucaristia e a proteção total dos anjos. De fato, a Eucaristia estará sempre viva e presente nalgum lugar, porque Jesus mesmo disse que estaria conosco, até o fim do mundo. Falo em fim deste mundo atual, não do nosso planeta. Falo em fim deste mundo de maldade, e fim dos que ousam desafiar Deus e sua Lei. Ai, porém, das localidades que ousarem ficar sem seu sacrário! Ai das localidades onde não mais se celebrar validamente a Santa Missa! Ai das localidades que insanamente aceitarem a ceia abominável que os homens lhe oferecerão, e com a maligna pretensão de que este alimento miserável e humano substitui integralmente o Alimento de um Deus! Ai dos sacerdotes, bispos e autoridades eclesiásticas que aceitarem cometer a abominação, introduzindo o destruidor no templo santo! Ai das pessoas que estiverem longe da Eucaristia, e forem se fartar da ceia mortífera que lhes irão oferecer! Jesus não estará ali, nem mesmo em espírito, quanto mais em presença real, volto a afirmar. Aquele pão apenas “abençoado” que lhes servirem na realidade se tornará maldito. Causará mal fisicamente, e levará a morte espiritual de milhares de incautos. Qualquer pessoa, com um pouco de percepção, já terá sentido que o mundo vai de mal a pior. Já viu que o mal avança e se avoluma em progressão geométrica e tende a caminhar para um colapso. Mas certamente não sabe a causa primeira desta evolução progressiva da maldade, dos acontecimentos ruins, dos desastres naturais e provocados, das catástrofes naturais e das catástrofes humanitárias como a fome a miséria de alguns povos, a catástrofe da corrupção generalizada, a catástrofe geral de quase todos os governos maus, mesmo diabólicos em todo mundo, que somente pensam em criar leis que afrontem a aquelas que Deus estabeleceu, e que as gravou profundamente na alma humana, alma que Ele também criou. Sabe qual a causa? A causa primeira disso tudo é o abandono dos Sacrários, a expulsão paulatina deles para cantos das Igrejas, a falta de adoração, de procissões e de bênçãos do Santíssimo, a começar pela falta de amor dos próprios sacerdotes celebrantes, a maioria dos quais não acredita mais na presença real de Jesus, menos ainda que a Eucaristia É JESUS, além do que tantos deles celebram sacrilegamente – padre que não acredita e celebra é sacrílego, por MENTE, quando eleva o Corpo e o Sangue de Jesus e afirma que É – além dos pecados normais. Tudo isso é fonte de perda de poder de expiação da humanidade, que culmina sem dúvida nestes bilhões e bilhões de sacrilégios dos fiéis, que vão receber Jesus em estado de falta grave, por falta da Confissão. Eis um número que explicaria tudo isso: no mínimo 95% dos católicos participam ativamente deste colapso! Outra causa do colapso, certamente parte da terrível iniciativa dos bispos de fazerem as crianças comungarem apenas depois dos dez anos, quando deveria ser a partir dos cinco, quando apenas soubesse diferenciar entre pão comum e Jesus. Elas deveriam na inocência experimentar o delicioso sabor de Deus, antes de experimentarem o veneno do mundo. Deveriam sentir o gosto pelo divino e o sagrado, antes de provarem o gosto do pecado. Faça as contas de quantas crianças existem, entre a faixa etária de cinco e onze anos, quantos milhões são? Este é o número faltante de sacrários inocentes, caminhando no meio do povo, pelas praças e ruas, especialmente convivendo nos lares com suas famílias, trazendo-lhes mais bênção, mais paz, e, por conseguinte mais harmonia. Assim, são desastres sobre desastres em relação a este Mistério do Amor, vilipendiado, esquecido, maltratado, até mesmo e a começar pelas autoridades eclesiásticas, que em sua imensa maioria nada entendem sobre ele. Tudo isso foi acontecendo não de forma explosiva, mas certamente mais a partir da Missa Nova que veio depois do Concílio Vaticano II, onde aconteceu uma tremenda banalização de Jesus Eucaristia. Digamos que em parte podem ser efeitos psicológicos, ou que no fundo não possam produzir efeitos diretos, mas algumas coisas são visíveis. Por exemplo, o fato da comunhão na mão em si não causa um mal irreparável, o mal está em que este ato banalizou o Mistério. Sim, porque na Missa de sempre, os fiéis só recebiam na boca e nenhum leigo sequer podia tocar. No meu tempo de criança a consciência do mistério era tal que, como naquele tempo ainda se pensava que se uma pessoa sequer tocasse no coração pulsante de uma pessoa – hoje o tiram fora do peito, “arrumam” e botam de volta – ela morreria, assim também tínhamos o sentimento profundo de que um leigo que tocasse a Hóstia com a mão cometeria um pecado gravíssimo. Mas o grande mal mesmo, não é receber na mão, e sim receber indignamente, cometendo um sacrilégio. Este é sem dúvida o maior dos males! Da mesma forma, o não se ajoelhar para receber Jesus Eucaristia, pode parecer algo sem nenhum efeito negativo, mas no fundo comporta uma ação de rebeldia, porque seria ainda muito pouco exigir que todos O recebessem de joelhos, como forma de total entrega e oração. Óbvio que, como no tempo dos reis antigos, onde as pessoas eram obrigadas a se ajoelhar e baixar os olhos diante do rei até que ele mandasse levantar, também as pessoas poderiam fazer isso regendo os dentes de ódio, também hoje se poderia receber Jesus de joelhos, O odiando. Óbvio também que o único requisito maior para uma comunhão bem feita é antes a Confissão também bem feita, é estar em perfeito estado de graça, porém hoje o que vemos são filas de sacrílegos e de maltrapilhos espirituais caminhando rumo à condenação, como bem explica São Paulo em I Coríntios 12, 29. Um horror! Alguém me perguntaria então, que efeito negativo pode provocar uma comunhão mal feita? Eu respondo que o efeito negativo é duplo! Primeiro porque aquele que comunga em estado de graça se torna um sacrário vivo, que por onde quer que vá, enquanto se mantiver neste estado ligado ao Amor, estará espalhando a presença de Jesus ao redor de si, com dilúvios de bênçãos, porque Jesus estará nele. Por outro lado, todo aquele que O recebe sacrilegamente, torna-se numa cloaca ambulante, que por onde quer que passe estará espalhando a contaminação, porque estará acompanhado por demônios. Ou seja: além de não receber as graças, a pessoa se torna fonte de desgraças! Alguém perguntará ainda o motivo pelo qual existem tantas brigas em família, tantos divórcios, drogas, e mesmo doenças, tanto espirituais como físicas. Isso é o que afirma também São Paulo na mesma carta, quando diz claramente que só existem doentes e males no mundo, por causa dos sacrilégios cometidos pelos que vão receber Jesus em estado de pecado grave. Ou seja, se todos O recebessem dignamente, não haveria no mundo nem males físicos nem espirituais, porque Jesus Mesmo seria tudo em todos. Será possível agora entender o tremendo valor, a tão assombrosa importância de Jesus Eucaristia? Alguém me dirá: mas tem tanta gente boa, que se confessa regularmente e recebe Jesus em estado de graça, entretanto vive doente, sofre de câncer e outros males. Tudo bem, mas lembre de que estas almas são vítimas, exatamente para expiarem pelos sacrílegos, pelos que não adoram e até pelos que combatem a Eucaristia, senão todos eles se perderiam. Porque atacam Deus diretamente! O que eu gostaria com estas colocações é que entendessem o que tentei fazer ver naquele prólogo que coloquei no início: que é a Eucaristia que determina os rumos do mundo, para o bem ou para o mal. Ou seja: quanto mais Missas Santas e quanto mais comungantes em estado de graça, melhor caminha o mundo, e poderia caminhar até para o bem total, se todos vivessem de fato este Mistério. Ao contrário, quanto menos Missas válidas, e em vista disso quanto mais sacrílegos nós teremos por aí perambulando, mais os infernos receberão poder, porque a falta do Escudo Eucarístico lhes abre campos de ação sempre maiores. E podem ter certeza absoluta, de que será exatamente por causa do rompimento da aliança, da expulsão de Jesus Eucaristia, que o escudo que protege o planeta abrirá rombos enormes, e por eles entrarão os astros que vagam pelo infinito. Serão eles que farão a terra partir-se em pedaços e balançar conforme previu o profeta Isaías e acima relatamos. Não sei quantas vezes eu já repeti isso, mas volto a repetir, e o farei quantas vezes necessário for: se o sol apagasse neste momento, em menos de meia hora nosso planeta estaria no zero absoluto, onde nada sobrevive, mas se a Eucaristia nos faltasse por uma desgraça, em menos de um minuto os demônios nos trucidariam a todos. Ou seja: querem assistir à ruína do mundo? Querem ver como ele se esfacela em poucos dias? Querem ver o caos tomar conta do planeta, e atingir todos os continentes, países, estados, cidades, vilas e povoados, e todas as famílias? Querem ver o planeta partido por astros que despencam dos céus? Querem ver a guerra mundial explodir e mutilar o mundo em menos de um mês? Querem ver o inferno se derramar sobre a terra, provocando as doenças mais mortíferas e repulsivas? Querem ver o próprio Universo sendo abalado? Simples: Troquem o Santo Sacrifício da Missa, por uma ceia de confraternização dos povos! Tirem daqui a Jesus Eucaristia! Derrubem todos os Sacrários da terra! Privem os poucos fiéis de receber Jesus, e verão tudo isso! Foi a isso que Ele se referiu em Mateus 24, quando mencionou a abominação desoladora predita por Daniel. Então fujam para as montanhas, disse Ele. E já que tenho feito algumas perguntas, quem sabe mais algumas ajudem a entender o que se passa? O leitor já deve ter entendido que, sendo Deus o Tudo, enquanto nós somos nada, sendo Jesus Eucaristia Viva, sem Ele somos nada. Sem Jesus tudo se desagrega se desintegra e imediatamente mergulha no caos. Mas por que insisto tanto nisso, neste exato momento? Porque tenho lido todas as profecias a este respeito, desde os séculos idos, falo especificamente das profecias que tratam da Eucaristia, e não acredito que todas elas sejam falsas. Quando em Fátima, Nossa Senhora disse aos pastorzinhos que “em Portugal se conservará o dogma” sem dúvida ela se referia ao Dogma de Fé, que é o da presença Viva e Real de Jesus Eucaristia, portanto irrefutável, fixado de forma definitiva por todos os milênios sem fim. Notem que eu não escrevo “na” e sim “a” Eucaristia. Ou seja, nalguns países do mundo, quem sabe em todos os outros, será revogado o dogma de fé na Eucaristia, isso para agradar aos protestantes que simplesmente não aceitam o Mistério da Transubstanciação, eis que desejam ver todos unidos em torno de uma só mesa. Dizem que o pecado não é quebrar o Dogma e a Tradição, e sim privar os irmãos afastados do banquete. Que isso é falta de caridade! Este será o ápice do falso ecumenismo, onde segundo a visão profética do vidente argentino Benjamin Solaria Parravicini, o papado entrará com novas normas. O mal de ontem deixará de sê-lo. A missa será protestante sem ser e os protestantes serão católicos sem serem. O Papa se afastará do Vaticano em viagens e chegará à América, enquanto a humanidade cairá. Como estamos ainda em tempo de silêncio, eu não posso avançar mais como gostaria, em explicações que poderia dar para os leitores, mas peço que comecem a olhar para o outro lado da montanha, porque toda montanha tem sempre dois lados. Deus nos deu o dom do discernimento não é para nos cegarmos para apenas a face aparente dos acontecimentos, mas para avaliarmos e ponderarmos bem sobre tudo, antes de nos entregar a um lado, e lado correto, porque podemos logo adiante entrar em desespero, tão logo a verdade venha à tona. Devemos saber que o demônio é astuto, que o inferno tem seus mestres e que Lúcifer pode acompanhar a humanidade desde o começo, e teve então mais de sete mil anos para bolar seu plano de demolição da Igreja Católica, via destruição da Eucaristia. E ele não virá com rompantes impositivos, mas com astúcia fingida, com palavras doces, mas capciosas, que parecem verdade, quando formam a maior e mais diabólica de todas as mentiras. E ainda, uma vez que não posso dizer mais, peço que voltem a ler o que os profetas disseram a este respeito, aquilo que está nos nossos sites oficiais, o salvai almas e o recados, também para o que já foi escrito sobre a Eucaristia e está nos livros. Lá não há exageros, porque tudo aquilo que ainda hoje posso conhecer e expor sobre este plano diabólico, ainda é pouco, e pode estar muito bem penetrando apenas na casca do plano. Em vista disso, tudo o mais que podemos fazer é rezar, como nunca o fizemos. Rezar para que, pelo menos – se tudo tem que se cumprir – que nós não fiquemos longe da Eucaristia, nos próximos tempos da secura e do horror, porque eles estão chegando, e muito rapidamente. Peço ainda que os amigos continuem observando outros sites que estão trazendo novas profecias, porque embora aqui nos seja pedido, ainda, o silencio, por questão de estratégia do Céu e devido ao nosso ministério das almas, em outros locais de aparição, e para outros profetas, Deus continua a emitir mensagens de alerta e preparatórias do caos na Igreja, porque sem isso nós todos cairíamos como patinhos nas armadilhas de satanás. Observem e ponderem. Comparem com as mensagens antigas e se possível mantenham a atenção voltada para o que está nas Sagradas Escrituras, especialmente no livro do profeta Daniel, de 07 a 12, quando se refere a “abominação da desolação”. Muitos estudiosos – e maus teólogos – apontam esta passagem como acontecimentos passados, ou como algum templo que será erguido algures, entretanto nada disso procede. Vejam o que Jesus mesmo disse em Mateus 24, 15 Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) - o leitor entenda bem - 16 então os habitantes da Judéia fujam para as montanhas. 17 Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. 18 E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ora, o lugar Santo é aquele ocupado por Deus, porque o mesmo Jesus disse que “só Deus é Santo”, o que nos indica seguramente para a Eucaristia, porque o profeta Daniel disse que esta abominação seria posta no lugar do Sacrifício costumado, ou Sacrifício que é repetido, a Santa Missa que é celebrada em torno de 100 mil vezes diariamente. Percebam, porém, o que Jesus diz: fujam, não desçam nem do terraço, nem voltem para buscar roupas. Quer dizer, não dará nem tempo de reação! Quando isso acontecer, imediatamente o mundo entrará em colapso, e será como está no texto de Isaías posto acima: Por isso a maldição devora a terra e seus habitantes expiam suas penas; os habitantes da terra são consumidos, um pequeno número de homens sobrevive! E este pequeno número, volto a afirmar e reafirmar, será apenas aquele que se mantiver ao redor dos sacrários ativos, falo daqueles locais onde Jesus estará de fato, e não aquele grande número que se banqueteará ao redor da mesa da ceia de confraternização. Até porque, todos aqueles que não se alimentarem da Eucaristia neste tempo, não terão forças para suportar ver o colapso desta civilização e o esfacelamento do planeta terra. Lembram-se daquela passagem que coloquei acima sobre o pão abençoado por Melquisedeque e que deu aquela força singular aos soldados? Lembrem-se do Maná no deserto, aquela vigorosa comida! Não era a Eucaristia como hoje, então imaginem o que significa carregar dentro de si o próprio Deus vivo! Imaginem, ao contrário, o que significa não ter mais Jesus Vivo por perto, e sim caminhar por aí tendo ao redor de si milhares de demônios, coando como moscas ao redor de uma carniça? Ou o que é uma alma em estado de pecado grave senão isso? Imagine quanto desespero o destes malditos humanistas, que lutam tão desgraçadamente para entronizar o homem no lugar de Deus, eis a síntese da abominação. Quero dizer: o homem criando um templo para si, ao tempo em que expulsa Deus de seu meio. Cria seu culto próprio e ousa dizer que este é maior e melhor que aquele instituído por Deus. Significa o homem rompendo ostensivamente com Deus! De fato, e Eucaristia é um “estorvo” para os que dão curso a este projeto humanista. Eles querem dizer que a melhor forma de servir e de amar a Deus é exatamente servir ao homem. Quando elevam a pobreza física das pessoas, a um nível superior ao da pobreza espiritual, na realidade afastam completamente a Deus de seu projeto. Sacerdote que não coloca a salvação das almas como prioridade absoluta em sua paróquia haverá de sofrer graves consequências. Sua vida deve circular entre o Sacrário e o Confessionário, porque é neste que ele se santifica. Ninguém pode alegar que serve a Deus quando serve exclusivamente ao homem. Ninguém pode dizer que ama a Deus, se imagina que satisfazer apenas os anseios físicos do homem, do bem estar, do prazer, do lazer, do ter, do alimento e da moradia, da saúde e da educação, seja o principal. Sim, porque isso derruba de modo fulminante ao Mandamento maior: amar a Deus, sobre tudo e sobre todos! E isso significa e sempre, Deus primeiro em tudo, sendo TUDO em todos. Tudo o mais significa em outras palavras: o homem adorando-se a si mesmo! Quando vemos vozes cardinalícias ganiçando: temos que mudar a Missa! Temos que mudar a Missa!... Na realidade temos mesmo é que nos preparar. Temos é que rezar, mais do que nunca o fizemos, porque Jesus mesmo disse que haverá então na terra uma tribulação tão grande como nunca houve antes, nem haverá jamais. Falo de algo premente, muito próximo! Falo de algo anunciado em milhares de profecias em todo mundo, sinal de uma importância ímpar. Entretanto o que se percebe é um desconhecimento completo sobre esta realidade, e efetivamente são bem poucos os que estão cientes disso tudo. A imensa maioria das pessoas será pega de surpresa, e apanhará sem saber de onde vem nem saberá quem é aquele que esmurra. Claro que a ninguém é dado desconhecer estas coisas, tão largamente anunciadas, mas pergunto: quantos querem saber? Muitas pessoas que divulgam os sites proféticos têm anunciado amiúde a proximidade do Grande Aviso mundial, como se ele fosse o primeiro dos grandes eventos deste tempo do fim, entretanto ele não faria nenhum sentido, se viesse antes da explosão final da apostasia, e que isso que falei aconteça. Digo que, se as pessoas recebessem a Luz Divina para entender todos estes mistérios, é óbvio que elas mudariam o curso dos acontecimentos, e, de certa forma Deus estaria se desdizendo ou tolhendo a liberdade que nos deu. É, então, preciso que a apostasia exploda e que a imensa maioria dos católicos siga as falsas determinações sobre a Igreja, sobre a Doutrina, sobre a Tradição e os Dogmas de nossa – e acima de tudo contra a Eucaristia – para que se cumpra tudo aquilo que está nas Sagradas Escrituras, como tem sido alertado pelos profetas atuais. De fato, se os sacerdotes recebessem hoje o pré-aviso que lhes será dado – antes do Aviso Mundial – é óbvio que a imensa maioria deles se converteria, e somente os réprobos é que seguiriam seu curso atual, que é de morte. E se houvesse esta súbita e generalizada conversão deles, e voltassem então a celebrar, não só validamente, como intensamente, com devoção, com profundo amor, com fé inquebrantável na realidade de Jesus Eucaristia, novamente o fiel da balança tenderia para o lado do bem, e praticamente nada do que está previsto de mal aconteceria. Nem guerra, nem astros, nem desastres, nem fome mundial e nem miséria, nem doenças fatais ou natureza e clima em caos, tudo isso deixaria de acontecer e voltaria a calma ao planeta, até porque as pessoas também voltariam a viver Jesus Eucaristia, bilhões de sacrários vivos, e a vitória seria súbita, arrasadora. Ou seja: terá que acontecer antes a apostasia – São Paulo diz: primeiro terá que vir a apostasia e manifestar-se o filho da iniquidade – terá que acontecer o falso profeta e o anticristo, mancomunados no sentido da destruição do império de Cristo, pois Ele é o alvo verdadeiro. O impressionante, se não fosse também terrível é a tremenda cegueira dos povos, especialmente do povo católico, em não perceber nem minimamente tudo o que está acontecendo. Esta brutal cegueira é fruto de um lento, mas tenaz trabalho de solapa dos valores cristãos, que vão aos poucos sendo alterados, aparados, distorcidos, manipulados e finalmente tornados correntes por falsas interpretações, de modo a não assustar o povo. De fato, se eles implantassem tudo isso de forma truculenta, haveria a revolta, a não adesão, e certamente tremendas batalhas em favor da verdade. O grande truque usado pelos artífices do mal, pelos condutores da destruição foi aos poucos encher o mundo de tudo aquilo que é supérfluo, é fazer as pessoas se ocuparem de tudo aquilo que vão, inútil, estúpido mesmo, que não traz nenhum fruto de bem, de modo a não terem tempo de meditar sobre a verdade. Como tudo o que eles apresentam mostra uma face de bem, vem pela via fácil da porta larga – aquela da perdição – a humanidade quase em peso segue pelos caminhos traçados pelo diabo sem se dar conta de que caminha para o abismo. Tudo visa caminhar para longe de Deus! A tecnologia, o poder das armas, os recursos acumulados, ouro, prata, diamantes, riquezas, dinheiro, tudo isso dá ao homem uma falsa sensação de poder. Mas o homem não percebe que é induzido a isso de forma deliberada e intencional, pelos artífices de satanás. Temos aí o mais estúpido de todos os sistemas de ensino, temos a verdadeira obsessão por esportes e campeonatos, em todas as modalidades e faixas etárias, locais, estaduais, nacionais e internacionais, e temos enfim o mais insidioso de todos os meios que é a lenta destruição da fé, a alteração furtiva da doutrina, que vai pela via da igreja da felicidade, da terra, sem mais pecados, sem mais sacramentos, a “maravilhosa” igreja de cada um. Neste mar de lama, está a mídia, quase totalmente a serviço do inferno, e que seduz, prepara e conduz as massas amorfas rumo ao fim. E assim são bilhões os “católicos”, que já não vão mais à Missa, nem aos Domingos, e nem comungam em estado de graça. E uma a uma somam-se as desgraças! Quantos destes milhões de desportistas, ainda levam uma vida sacramental santa? Talvez nem um só! E agora a pergunta final: de que lado você vai estar? Vejam que, no fundo, eu gostaria que nada disso acontecesse, que Jesus viesse antes destas coisas acontecerem, evitando as desgraças que sucederão no mundo, caso os homens da Igreja – sob o comando dos de fora dela – ousem mesmo mudar a Santa Missa, eliminando a Eucaristia em troca de uma ceia qualquer. Mas tudo leva a crer que estamos muito próximo deste evento, apenas não tenho datas, entretanto sabendo das profecias qualquer pessoa poderá entender que não temos espaço para muito tempo. Se acontecer, se por uma infelicidade terrível eles forem até o fim, de que lado você vai estar? Porque está escrito que haverá uma perseguição tão terrível contra os que quiserem se manter fiéis à Eucaristia, que levará a um maior número de mártires do que já havido em qualquer outra perseguição da Igreja. Só haverá dois lados e a decisão terá de ser definitiva: ou você fica com o Sacrifício, ou com a ceia! Ou você fica com Jesus Eucaristia, ou fica com o pão mortífero. Ou você fica com Deus, ou com a abominação. Ou você fica com a vida, ou com a morte! O Livro do Apocalipse lembra as testemunhas mártires, aquelas que lavaram com seu sangue suas vestes e foram mortas por dar testemunho da verdade. Haverá, pois, muitos mártires, porque uma vez decididos a afrontarem Deus, destruindo a Santa Missa, eles não irão perdoar a quem se opor ou não obedecer às novas determinações. Muitos dos sacerdotes que hoje celebram de maneira relapsa e sem amor, sem fé e tantas vezes em pecado, acabarão por dar a vida pela Eucaristia, esta a única forma de salvar as próprias almas. De fato serão os sacerdotes os primeiros alvos dos inimigos, porque somente eles têm poder de Consagrar e realizar o sublime Mistério da Transubstanciação. Eis o motivo pelo qual o Céu tanto nos pede que rezemos pelos sacerdotes, e como nunca, porque precisaremos deles, e porque Deus os quer salvar. Se cumprirmos bem a nossa tarefa, nenhum sacerdote se perderá, apenas os réprobos, os infiltrados nas hostes santas. Os que ajudam a destruir! Assim, estamos todos avisados e doravante, como está em Apocalipse 22, 11 O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. E quanto a fera que planeja tudo isso, está em Daniel 7, 26... realizar-se-á o julgamento e lhe será arrancado seu domínio, para destruí-lo e suprimi-lo definitivamente. 27 A realeza, o império e a suserania de todos os reinos situados sob os céus serão devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é eterno e a quem todas as soberanias renderão seu tributo de obediência. Falei tudo isso, não para amedrontar ninguém, mas para dizer: com Jesus Eucaristia, nós venceremos no final. O inimigo, por mais que lute e se enfureça, jamais conseguirá derrubar todos os sacrários da terra. E enquanto houver uma luz que seja, tremulando perto de um, sempre continuará viva a certeza da vitória. Tudo se fará em torno da Eucaristia e até mesmo o povo judeu se converterá através deste Sacramento. Quando isso acontecer, Jesus estará às portas. Que Maria, Mãe da Eucaristia, nos ajude a defender este nosso “escudo”, nossa fortaleza, nossa vida. Até com a vida se preciso for! (Aarão)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um grande santo

SÃO TOMÁS DE AQUINO Ninguém se aproximou da teologia ou da filosofia tomista sem ter haurido nesta fonte a mais excelente doutrina. O nome de São Tomás de Aquino é um marco para todos aqueles que buscam a verdade. Entretanto, nos pormenores de sua vida e em sua extraordinária personalidade descobrimos mais do que um teólogo: um grande santo. A busca da verdade é tão antiga quanto o próprio homem, e não há um só entre os seres racionais que não deseje possuí-la. Por outro lado, a privação desse excelente bem acaba dando à coletividade humana uma face desfigurada, que se explica pela adesão a falsas doutrinas ou a meias verdades. Nossa sociedade ocidental é um exemplo dessa profunda carência que não encontra nos avanços da técnica nem na fugacidade dos vícios uma resposta satisfatória. Um menino que buscava o Absoluto Mas, afinal, o que é a verdade? Esta era uma das perguntas que o pequeno Tomás fazia em seus tenros cinco anos de idade. Segundo um costume da época, foi confiada aos beneditinos de Monte Cassino, onde ele passou a morar. Vendo um monge cruzar com gravidade e recolhimento os claustros e corredores, puxava sem hesitar a manga de seu hábito e lhe perguntava: "Quem é Deus?" Descontente com a resposta que, embora verdadeira, não satisfazia inteiramente seu desejo de saber, esperava passar outro filho de São Bento e indagava também a ele: "Irmão Mauro, pode me explicar quem é Deus?" Mas... que decepção! De ninguém conseguia a explicação desejada. Como as palavras dos monges eram inferiores à idéia de Deus que aquele menino trazia no fundo da alma! Foi nesse ambiente de oração e serenidade que transcorreu feliz a infância de São Tomás de Aquino. Nascido por volta de 1225, era o filho caçula dos condes de Aquino, Landolfo e Teodora. Entrevendo para o pequeno um futuro brilhante, seus pais lhe proporcionaram uma robusta formação. Mal podiam imaginar que ele seria um dos maiores teólogos da Santa Igreja Católica e a rocha fundamental do edifício da filosofia cristã, o ponto de convergência no qual se reuniriam todos os tesouros da teologia até então acumulados e do qual partiriam as luzes para as futuras explicitações. A vocação posta à prova Muito jovem ainda, São Tomás partiu para Nápoles a fim de estudar gramática, dialética, retórica e filosofia. As matérias mais árduas, que custam até aos espíritos robustos, não passavam de um simples joguete para ele. Entretanto, nesse período de sua vida não avançou menos em santidade do que em ciência. Seu entretenimento era rezar nas diversas igrejas e fazer o bem aos pobres. Ainda em Nápoles Deus lhe manifestou sua vocação. Seus pais desejavam vê-lo beneditino, abade em Monte Cassino ou Arcebispo de Nápoles, entretanto, o Senhor lhe traçara um caminho bem diverso. Era na Ordem dos Pregadores, recém fundada por São Domingos, que a graça haveria de tocar-lhe a alma. São Tomás descobriu nos dominicanos o carisma com o qual se identificou por completo. Após longas conversas com Frei João de São Julião, não duvidou em aderir à Ordem e fez-se dominicano aos catorze anos de idade. Costuma a Providência Divina solidificar no cadinho do sofrimento as almas às quais confere um chamado excepcional, e São Tomás não escapou à regra. Quando sua mãesoube de seu ingresso nos dominicanos, tomou-se de fúria e quis tirálo à força. Fugindo para Paris, com o objetivo de escapar da tirania materna, o santo doutor foi dominado por seus irmãos que o buscavam com todo empenho. Após terem-no espancado brutalmente, procuraram despojá-lo de seu hábito religioso. "É uma coisa abominável - dirá depois São Tomás - querer repreender os Céus por um dom que de lá recebemos". Assim capturado, levaram-no à mãe, a qual tentou fazê-lo abandonar seu propósito. Na incapacidade de convencê-lo, encarregou suas duas filhas de dissuadir a qualquer preço o irmão "rebelde". Com palavras sedutoras, elas lhe mostraram as mil vantagens que o mundo lhe oferecia, até mesmo a de uma promissora carreira eclesiástica, desde que renunciasse à Ordem Dominicana. O resultado desta entrevista é assombroso: uma delas decidiu fazer-se religiosa e partiu para o convento de Santa Maria de Cápua, onde viveu santamente e foi abadessa. Eis a força da convicção e o poder de persuasão deste homem de Deus! Confronto decisivo Farta de vãos esforços, a família tomou uma medida drástica: prendeuo na torre do castelo de Roccasecca, com o intuito de mantê-lo encarcerado enquanto não desistisse de sua vocação. Em completa solidão, o santo passou ali quase dois anos, os quais foram aproveitados para um aprofundamento nas vias da contemplação e do estudo. Os frades dominicanos o acompanhavam espiritualmente através de orações e enviavam com sagacidade livros e novos hábitos que lhe chegavam às mãos por intermédio de suas irmãs. Como passava o tempo sem o jovem detido esmorecer, seus irmãos - instigados por Satanás - montaram um plano execrável: enviaram à torre uma moça de maus costumes para fazê-lo cair em pecado. Contudo, São Tomás há Sao Tomas de Aquino muito se solidificara na prática de todas as virtudes, e não se deixaria arrastar. Vendo aquela perversa mulher aproximar-se, pegou na lareira um tição em chamas e com ele se defendeu da infame tentadora que fugiu apavorada para salvar a própria pele. Insigne vitória contra o inimigo da salvação! Reconhecendo nesse episódio a intervenção divina, São Tomás traçou com o mesmo tição em brasa uma cruz na parede, ajoelhou-se e renovou sua promessa de castidade. Comprazidos por tal gesto de fidelidade, o Senhor e sua Mãe lhe mandaram um sono durante o qual dois anjos o cingiram com um cordão celestial, dizendo: "Viemos da parte de Deus conferir- te o dom da virgindade perpétua, que a partir de agora será irrevogável". Nunca mais São Tomás sofreu qualquer tentação de concupiscência ou de orgulho. O titulo de Doutor Angélico não lhe foi dado apenas por ter transmitido a mais alta doutrina, mas também por ter em tudo se assemelhado aos espíritos puríssimos que contemplam a face de Deus. O aluno supera o mestre Agora com o assentimento dos seus, São Tomás partiu para consolidar sua formação intelectual em Paris e Colônia. Falava-se muito da pregação que fazia nesta última cidade o bispo Santo Alberto Magno, o mais conceituado mestre da Ordem dos Pregadores. São Tomás rezou, pedindo para conhecê-lo e receber dele as maravilhas da fé, e, para sua alegria, foi atendido. O que Santo Alberto não podia imaginar era que aquele frade despretensioso, de poucas palavras e presença discreta, tivesse tamanha envergadura espiritual. Certo dia, caiu nas mãos do mestre um trecho escrito por seu aluno. Admirado pela profundidade do conteúdo, pediu a São Tomás para expor à toda a classe aquela temática. O resultado foi uma explanação em tudo surpreendente, na qual os demais alunos comprovaram quão temerário era o juízo pejorativo que faziam de seu companheiro: ele logrou explicitar com mais riqueza, expressividade e clareza que o próprio Santo Alberto. Daí em diante, a vida do Doutor Angélico foi uma seqüência de sublimes serviços prestados à sagrada teologia e à filosofia. Aos 22 anos de idade interpretou com genialidade a obra de Aristóteles; aos 25, juntamente com São Boaventura, obteve o doutorado na Universidade de Paris. Estes dois arquétipos doutrinários nutriam grande admiração recíproca, a ponto de disputarem afetuosamente, no dia de receberem o título máximo, quem seria nomeado primeiro, cada qual desejando ao outro a primazia. Obra portentosa Tão vasta é a obra tomista que a simples enumeração de seus escritos ocupa várias páginas. Formam um total de quase sessenta grandes obras - comentários, sumas, questões e opúsculos - das quais não está excluída nenhuma das principais preocupações do espírito humano. Sua prodigiosa faculdade de memória lhe permitia reter todas as leituras que fizera, entre elas a Bíblia, as obras dos filósofos antigos e dos Padres da Igreja. Todas as oitenta mil citações contidas em seus escritos brotaram espontaneamente de sua capacidade retentora. Nunca precisou ler duas vezes o mesmo trecho. Ao lhe ser perguntado qual era o maior favor sobrenatural que recebera, depois da graça santificante, respondeu: "Creio que ter entendido tudo quanto li". Em suas obras vemos uma incrível acuidade de espírito, um raro dom de formulação e uma superior capacidade de expressão. Costumava resolver quatro ou cinco problemas ao mesmo tempo, ditando para diversos escreventes respostas definitivas às questões mais obscuras. Não sucumbiu ao peso de seus conhecimentos, mas, pelo contrário, os harmonizou num conjunto incomparável que tem na Suma Teológica a mais brilhante manifestação. Sabedoria e oração Falar das qualidades naturais do Doutor Angélico sem considerar a supremacia da graça que resplandecia em sua alma seria uma deturpação. Frei Reginaldo, seu fiel secretário, disse tê-lo visto passar mais tempo aos pés do crucifixo do que em meio aos livros. A fim de obter luzes para solucionar intrincados problemas, o santo doutor fazia frequentes jejuns e penitências, e não raras vezes o Senhor o atendeu com revelações celestiais. Em certa ocasião, enquanto rezava fervorosamente, pedindo luzes para explicar uma passagem de Isaías, apareceram-lhe São Pedro e São Paulo e esclareceram todas as dúvidas. Recorria também a Jesus Sacramentado. Às vezes colocava a cabeça no sacrário e rezava longamente. Assegurou depois ter aprendido mais desta forma do que em todos os estudos que fizera. Por seu entranhado amor à Eucaristia, compôs o Pange Lingua e o Lauda Sion para a festa de Corpus Christi: obras-primas jamais superadas. Um dia, estando imerso em adoração a Jesus Crucificado, o Senhor dirigiu- Se a ele com estas palavras: - Escreveste bem sobre Mim, Tomás. Que recompensa queres? Nada mais que a Vós, Senhor - respondeu ele. A recompensa demasiadamente grande Em 1274 São Tomás partiu para Lion a fim de participar do Concílio Ecumênico convocado pelo Papa Gregório X, mas no caminho adoeceu gravemente. Como não havia nenhuma casa dominicana próxima, foi levado para a abadia onde faleceu a 7 de março, antes de completar cinquenta anos de idade. Suas relíquias foram transportadas para Toulouse em 28 de janeiro de 1369, data em que a Igreja Universal celebra sua memória. Ao receber por derradeira vez a Sagrada Eucaristia, disse ele: "Eu Vos recebo, preço do resgate de minha alma e Viático de minha peregrinação, por cujo amor estudei, vigiei, trabalhei, preguei e ensinei. Tenho escrito tanto, e tão frequentemente tenho discutido sobre os mistérios da vossa Lei, ó meu Deus; sabeis que nada desejei ensinar que não tivesse aprendido de Vós. Se o que escrevi é verdade, aceitai-o como uma homenagem à vossa infinita majestade; se falso, perdoai a minha ignorância. Consagro tudo o que fiz e o submeto ao infalível julgamento da vossa Santa Igreja Romana, na obediência à qual estou prestes a partir desta vida." Belo testamento de elevada santidade! A Igreja não tardou em glorificá-lo, elevando-o à honra dos altares em 1323. Na cerimônia de canonização, o Papa João XXII afirmou: "Tomás sozinho iluminou a Igreja mais do que todos os outros doutores. Tantos são os milagres que fez, quantas as questões que resolveu". No Concílio de Trento, as três obras de referência postas sobre a mesa da assembleia foram: a Bíblia, os Atos Pontificais e a Suma Teológica. É difícil exprimir o que a Igreja deve a este seu filho ímpar. Da fé extraordinariamente vigorosa do Doutor Angélico brotava a convicção profunda de que a Verdade em essência não é senão o próprio Deus, e a partir do momento em que ela fosse proclamada em sua integridade, seria irrecusável e triunfante. Eis o grande mérito de sua doutrina imortal: ela continua ecoando ao longo dos séculos, pois nada pode abalar a supremacia de Cristo. Em São Tomás a Igreja contempla a realização plena da oração feita pelo Divino Mestre nos derradeiros momentos que passou nesta terra: "Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Por eles Eu santifico-Me a Mim mesmo, para que também sejam santificados na verdade" (Jo 17, 17-19). (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2008, n. 73, p. 32 à 35)Voltar ao topo