segunda-feira, 17 de março de 2014
Combate ao Demônio Padre Exorcista Marcello Pellegrino: Confissões de Satanás -O que mais agrada o Demônio
Quem foi o Padre Pellegrino Ernetti?
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(13 de outubro de 1925 – 8 de abril de 1994)
Foi um padre Beneditino católico e italiano que era o mais famoso exorcista de Veneza. Alías, exercendo este ofício, Padre Pellegrino era muito conhecido em toda Itália, pois o exerceu durante 40 anos tornando-se célebre na aplicação do ritual romano do exorcismo.
Ernetti nasceu em Rocca Santo Stefano , perto de Roma, em 13 de outubro de 1925. Aos dezesseis anos ingressou na abadia beneditina de San Giorgio Maggiore , em Veneza. Ali permaneceu até sua morte, aos 69. Padre Ernetti era um lingüista estudioso, biblista e músico (um renomado especialista em “arcaica” pré-cristã ou pré-polifônico músical), bem como um cientista. padre Gabriele Amorth o menciona em seu livro Um Exorcista Conta-nos. Ernetti tinha uma licenciatura em física quântica.
Quando Padre Gabriele Amorth o encontrou pela primeira disse-lhe: “Se pudesse falar com o Papa, eu lhe diria que encontro muitos bispos que não acreditam no demônio”. No dia seguinte, o padre Ernetti foi falar com o Padre Amorth e contou-lhe que naquela manhã tinha sido recebido por João Paulo II (o Papa da época). “Santidade”, dissera-lhe, “há um exorcista aqui em Roma, padre Amorth, que se viesse falar com o senhor diria que há muitos bispos que não crêem no demônio”. O Papa respondeu-lhe claramente: “Quem não crê no demônio não crê no Evangelho”. Padre Amorth cita este episódio para justificar sua opinião a respeito dos bispos que não nomeiam exorcistas.
Livro italiano: Catechesi di Satana - relato de exorcismos.
Padre Pellegrino Ernetti.
Confissões de Satanás -O que mais agrada o Demônio.
A comunhão na Mão: Com a comunhão na mão eu posso humilhar o vosso Deus . E posso celebrar a minha missa – se refere às missas negras – com meus sacerdotes a quem arrebatei Dele. (Refere-se aos padres católicos apóstatas e satanistas que celebram estas missas sacrílegas)
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A Vestimenta Secularizada dos Sacerdotes: Os sacerdotes, vestidos de qualquer maneira e camuflados, eu os conduzo aonde quero: aos prostíbulos, à busca de mulheres e de homossexuais e quantos sacrilégios os faço cometer e assim os levo ao meu reino. Quantos e quantos sacerdotes mimetizados eu já tenho em meu reino, e dali não escaparão jamais. (risos de escárnio)
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Sacerdotes e Bispos que pertencem à Maçonaria: quantos bispos e sacerdotes eu tenho inscrito na maçonaria e em minhas seitas. Oh, quantos e quantos são os que eu arrasto atrás do dinheiro e das mulheres. Quantos eu os tenho transformado em meus fiéis amigos.
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Roupas indecentes das Mulheres: Mediante as saias curtas eu consigo enlaçar a homens e mulheres, com os quais encho o meu reino. (aqui profere risos prolongados e desequilibrados)
A televisão: A televisão! Uhhh! A televisão! É meu aparato, eu a inventei para destruir a cada uma das almas das famílias. Eu as separo, as desagrego, com meus programas de sutilismo penetrante. Uhhh! A televisão é o centro de atração mediante o qual me aproprio de muitos sacerdotes, irmãos e irmãs – religiosos e religiosas – especialmente nas altas horas da madrugada, para conseguir que logo deixem de rezar. Há há há! Num só momento em apareço em todo mundo! Escutam-me e me veem todos e assim ajudam perfeitamente, tanto a mim como aos meus fiéis servos, os magos, as bruxas, os que tiram cartas, os taroistas, os que leem as mãos, os astrólogos! Hahaha!
As Discotecas: Que belas são as discotecas! São meus palácios de ouro para onde eu atraio as melhores esperanças da sociedade, os jovens e a aqueles que lá vão os faço meus, destruindo suas almas e seus corpos. À quantas milhares de milhares de almas eu atraio aqui com o álcool, a droga e o sexo.. Oh, que colheita contínua faço aqui! Nestes lugares tenho conseguido muitos políticos que são os meus fiéis servos consagrados. Ali eu sou o verdadeiro rei do mundo e não o vosso Deus a quem eu crucifiquei!
O Divórcio: Os divórcios e separações dos esposos foram inventados por mim e sobre ele reivindico a propriedade. Esta foi uma das minhas mais inteligentes descobertas. E tão logo atraio uma família eu a destruo, e com ela a sociedade onde sou adorado como verdadeiro rei do mundo. O sexo! O sexo! Meu reino se baseia, sobretudo, na liberdade total do prazer sexual, com o qual reino em toda a terra.
O Aborto, a Morte dos Inocentes: Oh! Urrahhh! Urrrah! Este tem sido o meu mais belo engano, o que mais feliz tem me tornado. Matar os inocentes em vez dos culpáveis como os homicidas da máfia. Assim eu destruo a humanidade, e aos adoradores do vosso falso Deus, antes de eles nascerem!
As Drogas: este é o alimento mais substancioso que faço os jovens comerem, para torná-los loucos! Deste modo eu faço com eles o que quero: ladrões, assassinos, luxuriosos, ferozes como eu, dominadores do mundo, e meus ministros.
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Os sacerdotes que negam a existência do Demônio: Porém, sobretudo me alegram e me enchem de prazer todos aqueles eclesiásticos que negam minha existência e as minhas obras no mundo. São muitíssimos! Oh, que gozo, que gozo imenso é isso para mim! Porque deste modo eu trabalho tranquilo e seguro! Hoje em dia até mesmos os teólogos são os que negam a minha existência. Que belo, que gozo! Inclusive negam ao seu Deus, que veio para me destruir. Porém eu o tenho vencido! Bravo para estes sacerdotes! Bravíssimo para estes bispos! Bravíssimo para estes teólogos! Porque ao agirem assim todos vocês se fazem meus fidelíssimos escravos e eu faço com vocês o que me dá ganas de fazer.¡”.
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Hoje são todos meus! Eu os levo para onde quero! Vestidos de coveiros, sempre com cigarro na boca, perfumados como efeminados cercados de mulheres fáceis, trajando a última moda, cheios de dinheiro, se rebelando contra os Dogmas. Eles são meus soldados mais seguros, e deles o meu reino está cheio. Cheio deles! Através deles introduzo a confusão e o desacerto entre o povo, que assim se afasta cada vez mais do seu falso Deus. Então eu os arrojo no meu reino de ódio e desespero eterno, onde estarão para sempre comigo. ¡jajajajajajajajajajaaaaa!”. A quantos destes eu faço que pertençam às minhas seitas! Seduzidos pelas minhas carreiras, meu dinheiro, com o qual os compro com facilidade. E termino com o triunfo de que não amem mais ao seu falso Deus e a aquela Senhora, que pretende me vencer.
As Seitas: Tenho particularíssima predileção pelas muitíssimas seitas, que continuamente estou criando e difundindo em todo o mundo. São os meus mais imediatos, através dos quais eu tiro a fé no vosso falso Deus Crucificado. Crio assim uma Babel da fé! (risos prolongadas)…Porque eu já ganhei, criando esta Babel da fé. Tanto entre os humildes como entre os instruídos, inclusive sacerdotes, teólogos e bispos. Minhas seitas são cada vez mais visíveis! Minha maçonaria ampara muito bem a todos os meus seguidores. Eu sempre serei vencedor e a Babel da fé será minha especial vitória.
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Somente em vossa Itália eu tenho 672 seitas, são as minhas religiões satânicas, repletas de almas que se entregaram a mim, se consagrando e batizando em meu nome e assinando com seu próprio sangue. Eles me rendem todos os dias o culto que eu mereço como soberano da terra, com orações, hinos e cânticos! Com a missa negra, durante a qual eu venço, pisoteando e destruindo aquela Hóstia, na qual os estúpidos cristãos acreditam, na qual está presente o seu estúpido Crucificado. Se Ele fosse um Deus verdadeiro, por que permitiria que eu o destruísse impunemente? (Grandes risadas)
As seitas, mandadas por mim, formam o estado maior do meu reino, e convertem incessantemente aos católicos que se fazem assim meus seguidores. São centenas e centenas os que, a toda hora, renegam a vossa fé, para aderirem às minhas seitas, onde os acolho com os braços abertos e lhes dou todos os meus prazeres e toda a liberdade de viverem bem, mas distantes da vossa Igreja. Desta forma eu os sacio com a verdadeira felicidade, o verdadeiro gozo, que somente eu posso dar aos homens.
Desde a alta até a média e a baixa Itália, com suas ilhas, e em todas as partes, tenho minhas seitas que trabalham febrilmente! Por conta disso, atualmente muitas igrejas e paróquias estão sem sacerdotes! Isso é porque temos tido sucesso em destruir e fazer morrer as vocações. Disso se deduz que as minhas seitas tem suplantado aos sacerdotes.
Tenho as Testemunhas de Jeová, os centros da Era de Aquário, os antroposofistas de Steiner, os teósofos, Carolina, cenáculo 33, os xamanistas, os rosa-cruzes, os arcobaleno, os gialli, os ergonianos, a cientologia, e tantas outras das minhas seitas e religiões que cada dia eu invento e acredito, são um verdadeiro exército que luta contra a vossa Igreja. E assim eu a vencerei, a vencerei, ainda que vosso Crucificado tenha dito que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
Os Teólogos: Ai, meus teólogos, as suas doutrinas que eu lhes tenho inspirado! Estes se constituem na minha ponta de diamante, da trincheira de frente. Que teólogos inteligentes eu tenho! Eles têm compreendido que estes Dogmas rigidíssimos, ditados por algumas cabeças loucas de eclesiásticos, são, na realidade, falsidades pueris que colapsam diante da simples confrontação com a realidade cotidiana. Que crânios! Bravo! Bravíssimo!
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A muitos deles, eu os impulsiono a que ensinem minhas doutrinas não somente nos seminários diocesanos, como também nas mais elevadas Universidades Pontifícias, inclusive na romana, aquela que vosso sacerdote de branco chama de Universidade Lateranense! A doutrina da “morte a Deus”, eu a tenho inspirado, eu, e através dela, me chegaram milhares de estudiosos, que se transformaram em meus discípulos e fiéis convencidos. E desde que eu reino, vosso Deus está morto, não existe mais. Acaba-se assim toda lei restritiva: todos podem e devem, viver livremente, tal como eu ensino: liberdade de pensamento, liberdade de ideias, liberdade de ação...
Todo o mundo deve ser livre para ser e querer aquilo que quer e deseja, em todas as partes, e sempre assim com cada um. Não existe mais nenhuma norma nem regra! Agora cada um é como eu sou agora: Mestre de todos e de tudo! Vosso Deus está morto! Quem o poderá negar se o próprio Deus Crucificado declarou que eu sou o príncipe deste mundo? Ele mesmo disse que tudo estará debaixo do meu domínio e poder indiscutível! Finalmente estes teólogos, os mais inteligentes de todos, acabaram me dando razão!
E além destes grandes teólogos que estão comigo, existem outros pequenos teólogos, que por vingança, negam a minha existência, como se fosse um conto da Idade Média, atribuindo todas as minhas presenças e manifestações como efeitos de ordem unicamente psíquica e psiquiátrica. Bravíssimo para estes teólogos, sacerdotes, para todos estes bispos, urraaah, para eles! Este é o maior serviço que me podem fazer estes senhores, porque me permite agir silenciosamente, sem que ninguém lute contra minha presença e astúcia. Bravíssimo, que continuem sempre assim, que eu continuarei com minha obra infernal e vencerei sem dar um só tiro.
Meus teólogos inteligentes, que negam os Dogmas da vossa Igreja, e os teólogos estúpidos que negam a minha existência. Que triunfo! Porém, tudo isso fiz em pouco tempo, e onde está um só deles que tenha voltado atrás? Nenhum! Eles negam todos os Dogmas, entre os quais se inclui aquele de minha existência! Assim tenho vencido a vossa Igreja!
Fonte: Site Ignis Ardens
Enviado pelo amigo Vagner Pereira - www.rainhamaria.com.br
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira". (São João 8, 44)
"Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar". (1Pd 5,8)
"Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta". (Ap 12, 12)
quinta-feira, 6 de março de 2014
MENSAGEM A TODAS AS MULHERES ( 08 de Março dia Internacional da Mulher)
Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro. Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.
Na pessoa de Maria, à Mãe de Jesus, quero HOMENAGEAR e PARABENIZAR a tosas as Mulheres do mundo, do Brasil e da minha querida cidade de Casa Nova-Bahia, pelo dia Internacional da Mulher, 08 de Março.
Que DEUS por meio de Maria Santíssima, modelo para todas as Mulheres, abençoem a todas vocês!!!!
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Abraçãooo a todas vocês!!!!
São os cordiais votos de Hélio Moraes Pacífico
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segunda-feira, 3 de março de 2014
O Carnaval e os cristãos: Quantos se perdem por não querer evitar as ocasiões de pecado
Disse Santo Afonso Maria de Ligório: (Doutor da Igreja)
"Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas". (como por exemplo o Carnaval)
"Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas - Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: 'infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!'. Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, se acharia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado (...).
O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo nele perecerá' (Eclo 3,27). Segundo Sto. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. S. Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.
(...) O demônio deseja que te entretenhas com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta. S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: 'Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar' (1Pd 5,8). S. Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as formas das coisas santas e as promessas feitas a Deus.
Quem estiver enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: 'Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti' (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti.
Antes de tudo devemos estar convencidos que nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em Sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto.
É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer, pois, como diz o Espírito Santo, quem ama o perigo perecerá nele (Eclo 3,27).
Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fil 2, 12): 'Com temor e tremor operai a vossa salvação'. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará."
(Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Ed. Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)
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Santo Afonso Maria de Ligório: O pecador não quer obedecer a Deus
-A saeculo confregisti iugum meum, rupisti vincula mea, et dixisti: non serviam ― «Quebraste desde o princípio o meu jugo, rompeste os meus laços, e disseste: não servirei» (Jer 2, 20).
Sumário. Grande Deus! Todas as criaturas obedecem a Deus, como a seu supremo Senhor; os céus, a terra, o mar, os elementos obedecem-lhe de pronto ao menor sinal. E o homem, mais amado e privilegiado de Deus do que todas essas criaturas, não quer obedecer-lhe, e cada vez que peca, diz por suas obras com inaudita temeridade a Deus: Senhor, não Vos quero servir ― Confregisti iugum meum, dixisti: non serviam. Irmão meu, é isso o que tu também fizeste, se tiveste a desgraça de pecar.
I. Grande Deus! Todas as criaturas obedecem a Deus como ao seu soberano Senhor; os céus, a terra, o mar, os elementos obedecem-lhe de pronto ao menor sinal. E o homem, mais amado e privilegiado de Deus do que todas essas criaturas, não lhe quer obedecer, e cada vez que peca, diz, por suas obras, com inaudita temeridade a Deus: Senhor, não Vos quero servir. Confregisti iugum meum, dixisti: non serviam ― «Quebraste o meu jugo e disseste: não servirei».
O Senhor lhe diz: não te vingues, e o homem responde: quero vingar-me; ― não te aposses dos bens alheios: quero apossar-me deles; ― abstém-te desse prazer desonesto: não quero abster-me. O pecador fala a Deus do mesmo modo que Faraó, quando Moisés lhe levou da parte de Deus a ordem de restituir o seu povo à liberdade. Aquele temerário respondeu: Quem é esse Senhor, para que eu ouça a sua voz? Não conheço o Senhor (Ex. 5, 2). O pecador diz a mesma coisa: Senhor, não Vos conheço, quero fazer o que me agrada. Numa palavra, ultraja-o face a face, e volta-lhe as costas. No dizer de Santo Tomás, é isso exatamente o pecado mortal: o voltar as costas a Deus, o Bem incomutável. É disso também de que o Senhor se queixa: Tu reliquiesti me, dicit Dominus; retrorsum abiisti (III Re 12, 28). Foste ingrato, assim fala Deus, porque me abandonaste ao passo que eu nunca te teria abandonado: retrorsum abiisti, voltaste-me as costas.
Deus declarou que odeia o pecado; portanto não pode deixar de odiar igualmente a quem o comete. E o homem, quando peca, ousa declarar-se inimigo de Deus e resiste-lhe na face: Contra Omnipotentem roboratus est ― «ele se fez forte contra o Todo-poderoso», diz Jó (Jó 15, 25). O mesmo santo varão acrescenta que levanta o colo: isto é o orgulho, e corre para insultar a Deus: arma-se com uma testa dura, isto é, com ignorância, e diz: Quid feci? Que é que fiz? Onde está o grande mal que fiz pecando? Deus é misericordioso; perdoa aos pecadores. Que injúria! que temeridade! que insensatez!
II. Irmão meu, se nós também no passado quebramos o jugo suave do Senhor, e recusando-lhe a obediência tornamo-nos escravos do demônio, peçamos agora, humilhados e contritos, o perdão de nossos pecados;
esforcemo-nos, com o nosso arrependimento, e com os nossos obséquios, em reparar um pouco as muitas ofensas que, particularmente nestes dias de carnaval, são feitas a nosso Pai celestial.
Eis aqui a vossos pés, meu Deus, o rebelde, o temerário, que tantas vezes teve a audácia de Vos injuriar no rosto e de Vos voltar as costas, mas que agora Vos pede misericórdia. Vós dissestes: Clama ad me, et axaudiam te (Jer 33, 3) ― «Clama a mim e eu te atenderei». Um inferno ainda é pouco para mim: confesso-o; mas sabeis que tenho mais dor por Vos haver ofendido, ó Bondade infinita, do que se houvesse perdido todos os meus bens e a vida. Ah! meu Senhor; perdoai-me e não permitais que Vos torne a ofender. Vós por mim esperastes, a fim de que bendiga para sempre a vossa misericórdia, e Vos ame. Sim, bendigo-Vos, amo-Vos e espero pelos merecimentos de Jesus Cristo, nunca mais separar-me do vosso amor. Foi o vosso amor que me livrou do inferno, esse mesmo amor deve livrar-me do pecado no futuro.
Agradeço-Vos, meu Senhor, estas luzes e o desejo que me inspirais de sempre Vos amar. Peço-Vos que tomeis plena posse de mim, de minha alma, de meu corpo, das minhas faculdades, dos meus sentidos, de minha vontade e da minha liberdade: Tuus sum ego, salvum me fac (Sl 118, 94) ― «Eu sou vosso; salvai-me». Vós que sois o único bem, o único amável, sede também o meu único amor. Dai-me fervor em Vos amar. Já Vos ofendi muito; portanto não me posso contentar com amar-Vos simplesmente; quero amar-Vos muito para compensar as injúrias que Vos fiz. De Vós espero esta graça porque sois todo-poderoso; espero-a também, ó Maria, das vossas orações, que são todo-poderosas para com Deus. (*II 68.)
Pieter Boel, Vanitas, 1663. "Vanitas vanitatum omnia vanitas" (Ecl, 1, 2)
Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 252-254.
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sábado, 8 de fevereiro de 2014
Revelações - Judas na Igreja
"Judas” na Igreja: existência de uma estirpe espiritual que trabalha dentro da Igreja contra Ela.
Beato Francisco Palau y Quer O.C.D. (1811-1872)
PROFECIAS PARA ESTE TEMPO: BEATO CARMELITA DESCALÇO FRANCISCO PALAU
O beato Francisco Palau y Quer O.C.D. anteviu para nossa era a libertação de Satanás anunciada no Apocalipse.
O bem-aventurado Francisco Palau y Quer O.C.D. nasceu no dia 20 de dezembro de 1811 em Aitona, na província espanhola de Lérida, e faleceu 20 de março de 1872 socorrendo as vítimas de uma epidemia em Tarragona.
Fundou em Barcelona a “Escola da Virtude”, modelo de ensino catequético. Em 1860-61 fundou congregações de irmãos e irmãs carmelitanas terceiras, que deram origem posteriormente às congregações de Carmelitas Missionárias Teresianas e às Carmelitas Missionárias.
Pregou missões populares e difundiu a devoção a Nossa Senhora. Foi beatificado em 24 de abril de 1988. Sua festa litúrgica se celebra em 7 de novembro.
O Beato Palau professou solenemente seus votos na Ordem Carmelitana em 15 de novembro de 1833, tempo de perseguição religiosa. Em 25 de julho de 1835 as turbas republicanas, socialistas e comunistas incendiaram os conventos e as casas religiosas, inclusive o convento do Beato.
Ele teve que partir para o exílio e usou o resto de sua vida o hábito carmelita por baixo de uma batina de padre secular.
Escolheu para morar uma gruta a dois quilômetros de Aitona, hoje conhecida como Cueva del Padre Palau e transformada em santuário mariano.
Mas a perseguição chegou até ali. Ele sofreu atentados de morte e teve de partir para o exílio na França, onde residiu por onze anos até 1851. Na França, a sua fama de santidade se espalhou entre o povo e a nobreza, pelo que também foi perseguido pelo anticristianismo.
Voltou à Espanha em 13 de abril de 1851. Nomeado diretor espiritual do seminário diocesano de Barcelona, ele organizou a “Escola da Virtude” na paróquia de Santo Agostinho.
O extraordinário sucesso da Escola em tirar o povo da influência revolucionária anticristã motivou arruaças socialistas e comunistas.
O governo liberal desterrou então o Beato Palau para a ilha de Ibiza, onde ele permaneceu durante seis anos e fundou uma ermida consagrada a Nossa Senhora das Virtudes, primeiro santuário mariano da ilha.
É autor de vários livros. No fim de sua vida dirigiu e foi o principal redator do semanário “El Ermitaño”, onde publicou suas reflexões sobre o presente e o futuro da Igreja. Seus escritos se destacam pelas suas luzes proféticas.
Nos anos finais de sua vida o Beato Palau trabalhou muito como exorcista. Até concebeu o projeto de uma Ordem de exorcistas e enviou ao Concilio Vaticano I um amplo escrito sobre o tema.
Muitas das formulações mais caras ao Beato encontram-se incluídas no exorcismo para uso público e privado aprovado por S.S. Leão XIII.
Em seu jornal “El Ermitaño”, o Beato Palau tratou especialmente dos eventos de sua época.
Ele via os problemas religiosos, políticos, sociais, econômicos – e até tecnológicos – como fazendo parte de um só e imenso movimento que, animado por Lúcifer e seus sequazes, procurava derrubar a Igreja Católica e a ordem social cristã.
Arguto e intenso analista das informações que chegavam a Barcelona através dos jornais e telégrafos, ele teceu visualizações inspiradas pela Fé e pelos seus estudos teológicos às quais é difícil recusar uma inspiração profética.
Sua linguagem, como era usual em seu tempo, utiliza muitas figuras e símbolos. Por exemplo, no artigo seguinte, intitulado “Um cometa”, publicado em 25 de Agosto de 1870. O cometa simboliza e sinaliza aqui a libertação de Satanás, para fazer os danos ao mundo previsto no Apocalipse:
Exilado em Ibiza, ía ao rochedo Vedrá fazer retiro espiritual: “Eu vi um cometa, o mesmo cometa, aquele sinal misterioso, sobre o qual fiz tantas reflexões. Sua cauda tinha forma de espada, de uma espada de fogo que lançava bolas de fogo em direção à terra. Eu fiquei atento olhando para a espada. Horrivelmente fiquei tomado de espanto, porque apareceu uma mão misteriosa que empunhou a espada, e na hora pelo orbe inteiro se ouviram hinos de guerra: guerra no mundo oficial político, guerra entre os reis, guerra por razões de interesse puramente material.”
“Enquanto eu olhava a mão que empunhava a espada de aço voltada contra a cabeça dos reis, saiu do cometa outra cauda, e apareceu na hora uma outra mão que pegou a cauda do cometa que era toda de fogo e em forma de espada, e entre trovões e relâmpagos a espada jogava raios e faíscas contra o globo terrestre, e as duas espadas, batendo entre elas, acendiam sobre a terra a mais encarniçada guerra que os séculos já viram: na política e na religião: uma guerra universal. (...)”
“O cometa era um sinal colocado no firmamento do mundo espiritual. Ele joga uma luz que ilumina a história presente e vindoura deste mundo material visível onde acontece a atividade humana. (...)”
“A luz desse cometa ilustra o cumprimento desta profecia: ‘Satanás será solto da prisão. Sairá dela para seduzir as nações dos quatro cantos da terra. ’” (Ap. 20, 7-8)
“À luz deste cometa se vê a obra de Satanás, aquele mistério de iniqüidade que começou a se tramar contra a Igreja, quando Ela estava ainda em seus primórdios. Satanás desencadeado seduziu todos os reis e todos os príncipes da terra; ele voltou suas espadas e cetros contra a Igreja: esta é a sua obra.”
“O cometa mostra duas mãos e as duas empunham uma espada, e as duas vão contra Cristo e sua Igreja, e anunciam uma guerra igual à dos primeiros séculos, porém mais horrorosa, sem comparação. (...)”
“Satanás desencadeado consumou sua maldade, porque obteve nesta ordem material política a apostasia de todos os reis e governos.”
“Eu, o Ermitão, percebendo este fato, peguei dois pedaços de madeira, fiz uma Cruz e escrevi nela Quis ut Deus? (...)”
“O cometa significa e desvenda o desencadeamento e a libertação do diabo e, em conseqüência, a apostasia predita pelo apóstolo: um reino de trevas e de maldade, uma época de incredulidade e de erros.”
“O cometa sinalizará o anátema, a maldição, a morte, a guerra e a anarquia social; dias de luto e pranto. E quando o Ermitão viu este sinal, quer dizer, o diabo desencadeado, vos disse, e vos repete sempre a mesma coisa, certo de que o tempo confirmará a verdade destes fatos.”
Lúcifer, autor da revolta no Céu, instiga uma revolução análoga na Terra. As antevisões do Beato Francisco Palau y Quer O.C.D. (1811-1872) impressionam pela penetração e riqueza de panoramas.
As suas previsões referentes aos dias de hoje são surpreendentemente detalhadas, abrangentes, fruto de longos estudos dos autores sagrados, Doutores e grandes teólogos da Igreja.
O Beato via os eventos históricos futuros imediatos se desenvolvendo segundo uma seqüência fundamental:
1°. A marcha do mundo em direção à dissolução social e ao estabelecimento de uma anti-ordem caótica como fruto de uma Revolução anticristã;
2°. A denúncia dessa Revolução por um enviado de Deus e seus discípulos, seguida da justa punição divina da iniqüidade;
3°. A restauração da Igreja e das nações por obra do Espírito Santo e o advento de um período em que as pessoas imbuídas do espírito do Evangelho dariam uma glória a Deus historicamente inigualável. Esse período histórico duraria até o fim do mundo.
O bem-aventurado frade deplorava as sucessivas quebras das instituições fundamentais da ordem cristã como a família e a propriedade.
Lamentava a demolição da moralidade e dos estilos de vida tradicionais, minados pela revolução industrial. Condenava a derrubada das formas tradicionais de governo por constantes golpes políticos.
Não aceitava que todas essas demolições convergentes fossem resultado do acaso. Pelo contrário, a variedade imensa das crises era para ele resultante de uma causa única.
Ele se perguntava se por detrás delas, no comando, não havia alguma inteligência forçosamente diabólica.
Sim, respondia ele, o próprio Lúcifer, que seduziu um terço dos anjos no céu, apoderou-se do coração de uma série de homens-chave na Terra e mais uma vez ergueu a bandeira da revolta.
Esse novo Non serviam (“Eu não servirei”) é a grande causa das crises no mundo, concluía. E essa para ele tinha um nome: “Revolução”.
“O que é a Revolução? – explicou – É hoje na Terra aquilo mesmo que aconteceu no Céu quando Deus criou os anjos: Satanás (...) seduziu todos os reis e governos da terra e com a bandeira ao vento dirige seus exércitos na guerra contra Deus, (...) isto é revolução, isto é anarquia entre os homens e guerra contra Deus” (“Triunfo de la Cruz”, El Ermitaño, Nº 125, 30-3-1871.).
“Satanás é o pai da Revolução – ensinava, parafraseando um célebre escrito de Mons. de Ségur –, essa é a obra dele, iniciada no Céu e que vem se perpetuando entre os homens de geração em geração.
“Por primeira vez após seis mil anos ele teve a ousadia de proclamar diante do Céu e da Terra o seu verdadeiro e satânico nome: Revolução!
“A Revolução tem como lema, a exemplo do demônio, a famosa frase: não obedecerei! Satânica em sua essência, ela aspira a derrubar todas as autoridades e seu objetivo derradeiro é a destruição total do reino de Jesus Cristo sobre a terra” (“Adentros del catolicismo – abominaciones predichas por Daniel profeta en el lugar santo: Apostasía”, El Ermitaño, Nº 21, 25-3-1869.).
Segundo o bem-aventurado, essa Revolução realiza os anúncios das Sagradas Escrituras relativos à apostasia dos últimos tempos. A análise racional, tranqüila e vigorosa dos acontecimentos sociopolíticos contemporâneos o confirmava nesta sua convicção.
A Revolução leva a uma catástrofe que o Beato Palau queria evitar; No século XIX a humanidade imergia de modo displicente e veloz na anarquia, impelida pelas tendências desordenadas que alimentam a Revolução, especialmente o orgulho e a sensualidade. Por isso, o Beato Palau concluiu que a dinâmica revolucionaria impulsiona o mundo de modo implacável ao caos e ao desaparecimento da ordem social.
O beato usava como exemplo um acidente ferroviário que abalou seus contemporâneos. Um temporal derribara uma ponte na Catalunha, e um trem expresso – naquela época símbolo embriagador do progresso industrial – sem saber do acontecido, precipitou-se no abismo durante a noite.
Ele viu no acidente uma parábola do mundo superficial e despreocupado, portador de restos de cultura e religião, sendo conduzido pela Revolução rumo a uma catástrofe que o bem-aventurado desejava evitar, mas que ninguém queria ouvir falar:
Guerra Civil Espanhola: um passo na marcha da Revolução: “Uma horrorosa catástrofe anunciada pelos profetas, por Cristo, pelos Apóstolos e por todos os porta-vozes mais autorizados do catolicismo. A sociedade atual, conduzida em massa pelo poder das trevas e pelo poder político, subiu num trem. Mas os maquinistas a levam para os infernos. A estação de onde saiu chama-se Revolução, a próxima estação chama-se Catástrofe Social.”
“Agora o trem circula entre uma estação e outra. Os passageiros não pensam, o Ermitão dá berros fortíssimos: ‘Parem, voltem atrás!’.”
“Mas essa voz, que é a própria voz do catolicismo, é sufocada pelo ruído do trem. (...) A tempestade levou a ponte. Era noite e o trem que partiu de Gerona ia em frente. Os viajantes não sabiam do perigo, mas a ponte não estava ali. As trevas escondiam o risco, até chegar ao abismo. A locomotora deu um pulo e não tinha asas, faltavam os trilhos, só havia o precipício. Ela caiu, arrastando consigo os carros e os passageiros. E as águas os engoliram.”
“Eles não acreditaram no perigo, mas ele existia, era verdadeiro, e a incredulidade não os salvou, mas os perdeu.”
“Os maquinistas e condutores do trem para onde vai à sociedade atual estão ébrios, perderam o juízo. Não vedes que não acertam uma?”
“Descei enquanto puderdes, e jogai-vos nos braços da Igreja (a autêntica, Aquela que não apostatará) vossa Mãe, e assim vos salvareis.” ("Catástrofe social", El Ermitaño, Nº 40, 5-8-1869)
Como a Revolução satânica se infiltrou na Igreja?
O Bem-aventurado Francisco Palau e Quer O.C.D. tomava como ponto de partida em seus escritos proféticos os fatos políticos, sociais e religiosos que lhe tocava assistir no dia-a-dia. E os analisava conscienciosamente à luz da Fé e dos dados dos doutores da Igreja.
Ele expunha suas conclusões através de uma linguagem rica em imagens, visando torná-las acessíveis aos leitores de seu jornal “El Ermitaño”.
Assim, ele apresentou uma conversação figurada do personagem principal de sua revista – “o ermitão” – com o próprio Deus, sobre o Concílio Vaticano I, que tantos benefícios trouxe para a Igreja.
Nela, o Beato põe nos lábios de Deus a seguinte explicação: “Por causa da corrupção dos costumes [Satanás] se introduziu no Sancta Sanctorum e, enquanto comanda todos os reis e poderes políticos da terra em batalha contra Mim, desde o exterior da Cidade Santa, paralisa de dentro a Minha ação, entorpece Meus empreendimentos e frustra Meus projetos” (“Roma vista desde la cima del monte”, El Ermitaño, Nº 58, 9-12-1869).
Entre os instrumentos desta ofensiva interna contra a Igreja ele apontava uns estranhos “sacerdotes” do demônio:“Alguns destes homens e mulheres exibem uma virtude religiosa aparente, vão se confessar, ouvem a missa, comungam com freqüência, mas o que há com eles? Horror!
“Recolhem as formas eucarísticas, levam-nas para casa e as apresentam em sessões satânicas para serem espezinhadas. Esses são os Judas dentro do próprio santuário, que introduziram os demônios no local onde não tem direito, e encheram o templo de Deus de abominações” (“El maleficio”, El Ermitaño, Nº 103, 27-10-1870).
“Satanás entrou no santuário – acrescentava o religioso carmelitano – e o encheu de abominações, sustentado por poderes que se intitulam católicos, e que de dentro do próprio santuário fazem guerra contra nós, uma guerra atroz, a mais perigosa que a Igreja já teve que enfrentar. (...)
“(...) porque ao inimigo convém nos combater a partir de dentro da fortaleza, e por isso ele usa a roupagem e o nome de católico, e com essa fachada se apresenta em certos atos religiosos para fascinar as turbas e criar confusão até no céu” (“Campamento de epidemia en Vallcarca”, El Ermitaño, Nº 99, 29-9-1870).
Em 1968, S.S. Paulo VI afirmou que “a fumaça de Satanás entrou no lugar sagrado” (Discurso ao Pontifício Seminário Lombardo, 7-12-68, Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, 1968, vol. VI, p. 1188; e Homilía “Resistite Fortes in fide”, 29-6-1972, ibid., 1972, vol. X, p. 707).
Cem anos antes, o bem-aventurado carmelita já denunciava com horror esta infiltração na Igreja.
Misteriosa estirpe espiritual de Judas agindo na Igreja. Em numerosas ocasiões, o bem-aventurado alude à existência de um “Judas” enquistado na Igreja.
Com esta expressão ele não se referia a um indivíduo em particular, mas a uma espécie de estirpe espiritual que ao longo dos séculos trabalha dentro da Igreja contra Ela.
Segundo ele, essa linhagem do mal se manifestou de modo patente em certos heresiarcas, mas na maior parte do tempo agiu em segredo, escondida da massa do clero e dos fiéis.
No quê consiste essa estirpe? Como entrou na Igreja sacrossanta? Como pôde manter-se n’Ela? Como age? Qual é o seu sinal distintivo?
O santo religioso não se estendeu muito em pormenores históricos. Ele via, porém, que ao longo dos séculos sempre houve manobras diabólicas para infiltrar agentes e organizá-los dentro da Igreja.
O primeiro instrumento foi o próprio Judas Iscariotes, que dá o nome a esta estirpe do mal.Mas o Iscariotes acabou se autodenunciando quando vendeu o Cordeiro Imaculado ao Sinédrio. Porém, poucos anos depois, nos tempos apostólicos, este filão da perdição já estava agindo.
É o que diz São João em sua primeira epístola: “18. Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora. “19. Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos.” (I Jo. II, 18-19)
O Apóstolo amado acrescenta que “o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, já está agora no mundo”. (I Jo. IV, 3)
Os Atos dos Apóstolos (cfr. Act, VIII, 9-24) narram a história de Simão o Mago, que Santo Irineu qualifica de pai de todas as heresias (“Adversus Hereses”, livro I, cap. 23).
O bem-aventurado carmelita atribui à gestação dos erros e desordens na Igreja a esta estirpe de Judas:
“Judas e o diabo se combinaram contra Cristo, mas os dois foram expulsos do colégio apostólico. (...) o diabo buscou então portas para entrar no seio do catolicismo, e as encontrou nos heresiarcas. As portas lhe foram abertas pelos próprios cristãos que lhe entregaram as chaves da incredulidade e da corrupção das doutrinas.
“Agora ele está dentro. Desejais vê-lo? Entrai, e o que vereis?
“Vereis homens que se intitulam católicos, mas blasfemam como demônios e perseguem com furor o catolicismo. (...)
“Vereis o diabo dentro do próprio santuário, desafiando a onipotência de Deus com blasfêmias proferidas diante de seus altares.
“Vereis no povo católico as abominações prenunciadas por Daniel profeta. Vereis o anticristianismo instalado no poder.
“Vereis que o diabo se introduziu no lugar sagrado, e corrompe, perverte, tenta, prova” (“El suicidio”, El Ermitaño, Nº 87, 7-7-1870).
O Beato punha na boca de um demônio as seguintes palavras, falando desta linhagem de heréticos:
Nossa obra que com tanta cautela urdimos desde Judas traidor até esta data, encobrindo o plano com que foi concebida e que com sumo prazer vemos consumada na apostasia de todas as nações” (“Un misterio de iniquidad”, El Ermitaño, Nº 111, 22-12-1870).
Esse plano – segundo a profética previsão do frade carmelitano – iria atingir sua plenitude por uma misteriosa permissão divina:
“Ermitão, (...) escuta: deixa que o diabo e o ímpio completem o mistério de iniqüidade que ele iniciou dentro do próprio santuário com Judas traidor” (“Adentros del catolicismo”, El Ermitaño, Nº 21, 25-3-1869).
Contra essa pérfida linhagem lutaram os grandes santos da Igreja, sem nunca terem conseguido extirpá-la completamente.
São Pio X, na célebre encíclica Pascendi Dominici Gregis, de 8 de setembro de 1907, condenou com luxo de detalhes a conspiração dos heréticos modernistas, antecessores diretos dos atuais progressistas.
A descrição feita pelo Santo Pontífice da conjuração modernista concorda admiravelmente com a idéia que o Beato Palau havia formado dessa sibilina estirpe de Iscariotes:
“Os fautores do erro – ensina São Pio X – já não devem ser procurados entre os inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
São Pio X denunciou a conspiração modernista, mas não teve tempo para extingüí-la: “Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem. (...)
“Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado. (...)
“(...) continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar (...) com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos (...)
“Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera.
“Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formados numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação.” (São Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
Fonte: Blog Aparição de La Salette
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Obs> Lendo textos assim, sobre a vida, os escritos e as profecias do Santos e Santas da nossa Igreja Católica, se pode entender o motivo pelo qual nosso clero está tão por fora dos acontecimentos mundiais, e dos assombrosos sinais dos tempos. O diabo os fez estudar teologia e filosofia fictícia, afugentando-os da vida dos santos onde aprenderiam santidade, e sabedoria. Se assim fossem não estariam enganado o povo dizendo que tudo vai bem, e nada vai acontecer, como verdadeiros falsos profetas modernos.
Sempre fui crítico destes longos estudos dos sacerdotes, tantas vezes apenas estudos com pouco tempo para a oração. Também crítico de nossos padres irem estudar filosofia nas Universidades paganizadas e heréticas de hoje, onde jamais vão aprender sobre santidade de vida, e sim sobre os mestres do engano, os hereges, os ateus e outros atoas, escolados que não pela cartilha de satanás.
Vale a pena pesquisar sobre estas matérias, porque tudo já foi profetizado, basta juntar as peças e aparece completo o puzzle.
ADENDO; Depois que coloquei o texto acima lembrei-me que o Beato Palau era da província de Lérida na Espanha, que existe uma profecia chamada de LÉRIDA, que já circula desde muito tempo entre os estudiosos do fim. Como a profecia data da mesma época do Beato, pode ser ele também a fonte... Vejamos o que diz Jesus...
Jesus fala: Advirto-vos, meus queridos, sobre a avassaladora paixão que sofrerá a Minha Igreja, pela ação deicida de uma sacrílega apostasia doutrinária, que com sutileza demoníaca, levarão adiante grande número dos meus discípulos, os quais, investidos da responsabilidade ministerial que exercerão iniquamente entre vós, produzirão um cisma mortal nas almas dos meus fiéis. Eu estarei convosco. A Igreja é santa de minha santidade. Eu salvarei a Minha Igreja.
Rezai! Rezai diariamente. Que seja a vossa oração, humilde e confiante; perseverai nela! O mundo está ameaçado de ruína total por falta de oração, que significa o esquecimento de Deus. Rezai pelo Santo Padre. Com o correr dos anos ele terá grandes sofrimentos. Daqui a cem anos, sobre o pastor supremo cairá uma dura prova, que colocará em gravíssimo perigo sua fidelíssima, abnegada e preclara existência. Este será o sinal de uma grande crise, como não tem havido até agora; que estremecerá a minha Igreja e o mundo.
O Sumo Pontífice que será seu antecessor, o sacrificarão desapiedadamente, os mesmos que o escolheram para ocupar a cadeira de Pedro, diante da firme negativa em aderir ao antipapa. Estes dois pontífices levarão, um e outro, o mesmo nome.
Os pastores, cada vez em maior número, extraviarão meu rebanho. Seduzidos por fantasiosas teorias heréticas, maquinadas por falsos teólogos, eles atraiçoarão sua missão de guias do meu povo, introduzindo no Templo Santo um culto indigno, de raízes pagãs. Ensinarão uma doutrina adulterada. Será um tempo em que o príncipe das trevas se apossará das mentes ensoberbecidas de dignitários, eclesiásticos e civis.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
CONVITE
Caros(as) Irmãos(as), amigos e amigas!!!
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Faça sua doação espontânea ( de qualquer valor):
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
FELIZ ANO NOVO DE 2014!!!!
O nosso caminho é feito Pelos nossos próprios passos... Mas a beleza da caminhada... Depende dos que vão conosco! Assim, neste NOVO ANO que se inicia Possamos caminhar mais e mais juntos... Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR. O ano se finda e tão logo o outro se inicia... E neste ciclo do "ir" e "vir" O tempo passa... e como passa! Os anos se esvaem... E nem sempre estamos atentos ao que Realmente importa. Deixe a vida fluir E perceba entre tantas exigências do cotidiano... O que é indispensável para você! Ponha de lado o passado e até mesmo o presente! E crie uma nova vida... um novo dia... Um novo ano que ora se inicia! Crie um novo quadro para você! Crie, parte por parte... em sua mente... Até que tenha um quadro perfeito para o futuro... Que está logo além do presente. E assim dê início a uma nova jornada! Que o levará a uma nova vida, a um novo lar... E aos novos progressos na vida! Você logo verá esta realidade, e assim encontrará A maior Felicidade...e Recompensa... Que o ANO NOVO renova nossas esperanças, E que a estrela crística resplandeça em nossas vidas} E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias! E que o resplendor dessa chama Seja como a tocha Que ilumina nossos caminhos Para a construção de um futuro, repleto de alegrias! E assim tenhamos um mundo melhor! À todos vocês companheiros(as) que temos o mesmo ideal, Amigos(as) que já fazem parte da minha vida, Desejo que as experiências próximas de um ANO NOVO Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas. Muita Paz em seu contínuo despertar!
SAO OS SINCEROS E CORDIAS VOTOS DE: Hélio Moraes Pacífico.
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