quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Santa Catarina de Sena – carta 16: A sede de almas nos pastores

Para um importante prelado 1. Saudação e objetivo Em nome de Jesus Cristo crucificado e da amável Maria, reverendo e caríssimo pai [1] no Cristo Jesus, eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo crucificado, vos escrevo no seu precioso sangue, desejosa de vos ver sedento da salvação das almas para a glória de Deus. 2. A sede das almas em Jesus O primeiro mestre neste assunto é Jesus Cristo, que por sua sede da nossa salvação morreu na cruz. Nisto, o Cordeiro imaculado parece insaciável. Saturado de dores, clamou na cruz: “Tenho sede” (Jo. 19,28). Sem dúvida ele estava com sede corporalmente, mas bem maior era sua sede da salvação das almas. Ó inestimável caridade! Embora sofrendo muito, até parece que não sofres o suficiente; parece que não esgotas o desejo que tens de padecer. E de tudo, o impulso vem do amor! Já não me maravilho disso, pois teu amor era infinito, ao passo que a dor era finita. Eis por que o desejo de sofrer superava o martírio do corpo. 3. Instruções de Jesus a Catarina Recordo-me que certa vez o bom Jesus instruiu uma sua serva sobre esse assunto. [2] Vendo ela os sofrimentos físicos de Jesus e seu desejo de padecer, perguntou: “Bom Jesus, qual foi o teu sofrimento maior: a dor corporal ou a dor do desejo?” Jesus lhe respondeu: “Milha filha, digo-te e não duvides: é impossível comparar o finito com o infinito. Meu sofrimento físico foi finito, mas o desejo de sofrer não tinha limites. Carreguei também a cruz do desejo santo. Lembras-te de que um dia te fiz ver meu nascimento? Enxergavas uma criancinha, nascida com uma cruz no peito! Afirmo-te: logo que fui semeado no ventre de Maria como semente encarnada, iniciou-se meu desejo de cumprir a vontade do Pai para o bem da humanidade. Isto é: eu desejava que a humanidade recuperasse a graça divina e atingisse a finalidade para a qual fora criada. O sofrimento desse desejo era maior que todo outro que padeci durante a vida. Meu espírito alegrou-se, pois, quando me vi conduzido à paixão, especialmente na hora da Ceia na quinta-feira santa. Na ocasião eu disse: com desejo desejei fazer esta Páscoa (Lc. 22, 15), quer dizer: desejei muito oferecer ao Pai meu corpo em sacrifício. Senti uma grande alegria e grande consolação quando vi chegar o momento de tomar a cruz esperada. Quanto mais eu sentia aproximarem-se o flagelo e os tormentos físicos, mais diminuía minha pena. A dor corporal expulsava a dor do desejo, pois eu via realizado o que esperava”. A serva lhe perguntou: “Senhor, tu dizes que na cruz cessou o sofrimento do teu desejo. De que modo? Então, agora já não me queres?”. O Senhor lhe respondeu: “Não, minha doce filha! Quando morri na cruz, terminou com a vida a dor do desejo; mas não cessaram o meu desejo e a minha sede da vossa salvação. Se houvesse acabado o amor que tive e tenho pela humanidade, vós nem existiríeis mais. Foi meu amor que vos tirou do seio do Pai, quando vos criou na sua sabedoria; esse mesmo amor vos conserva em vida; vós nada mais sois que fruto do amor. Se o Pai retirasse seu amor, dado no poder e na sabedoria, voltaríeis ao nada. Eu, Filho unigênito do Pai, sou um aqueduto que vos traz a agua da graça. Eu manifesto o amor do Pai. De fato, o que o Pai possui, eu também possuo, pois sou um com o Pai e o Pai um comigo. Por meio de mim o Pai se revela. Por isso afirmei: o que recebi do Pai, eu vos comuniquei. A razão de tudo é o amor”. Bem vedes, reverendo pai! Jesus, que é amor, morre de sede e fome da nossa salvação. Por amor a Cristo crucificado, peço que mediteis sobre tal sede do Cordeiro. Minha alma gostaria de vos ver morrendo de desejo santo, ou seja, tudo fazendo com amor pela glória de Deus e a salvação das almas, pela exaltação da santa Igreja. Gostaria de vos ver crescendo em tal sede e por causa dela morrendo, como fez Jesus. Que morressem a vontade pessoal e o amor sensível. Que morrêsseis às honras, satisfações sociais e todo tipo de grandeza humana. Tenho certeza de que, se olhardes para o vosso íntimo, compreendereis que nada sois; entendereis que tudo vos foi dado por Deus numa grande chama de amor; vosso coração não oporia resistência ao ímpeto da caridade, mas eliminaria, todo amor próprio, não procuraria o que é útil à própria pessoa. Vós amaríeis a Deus por ele mesmo e também amaríeis o próximo, não por interesses pessoais, mas a fim de promover sua salvação eterna e a glória divina. Deus ama demais a humanidade. Também os servos de Deus devem amá-la, imitando o Criador. É condição da amizade que eu ame tudo aquilo que meu amigo ama. E os servos querem bem a Deus, não por interesse pessoal, mas porque Deus, bondade infinita, merece ser amado. 4. O exemplo de Paulo apóstolo De fato, pai, os servos de Deus como que se esquecem da própria vida. Não pensam em si mesmos. Desejam sofrimentos, dificuldades, torturas, injúrias. Desprezam as dificuldades do mundo. A maior cruz e a maior dor, para eles, é ver Deus ofendido e as almas que se condenam. Por isso, deixam no esquecimento as preocupações pessoais. Não evitam as dificuldades, até as procuram e alegram-se com elas. Pensam no apóstolo Paulo, que se gloriava nos sofrimentos por amor a Cristo crucificado (Rm. 5, 3). Pois bem, quero que vós os imiteis. 5. Triste situação na hierarquia Ai de mim, ai de mim! Como é infeliz a minha alma! Olhai e vede a realidade que caiu sobre o mundo, especialmente sobre a hierarquia da Igreja. Ai de mim! Explodem nossos corações e nossas almas ao perceber tanta ofensa feita a Deus. Vede, pai, o lobo infernal leva consigo pessoas que vivem na hierarquia da santa Igreja, e ninguém procura libertá-las. Dormem os pastores, cuidando de si mesmos na ganância e na impureza. Dormem ébrios de orgulho, sem notar que o lobo infernal, o diabo, lhes retira a graça, bem como aos seus súditos. Dessas coisas, pouco se preocupam. Tudo lhes serve de ocasião para a maldade e o egoísmo. Como é prejudicial o egoísmo nos prelados e nos súditos! Nos prelados, porque não corrigem os defeitos dos súditos. De fato, quem vive no egoísmo ama a si mesmo e nada corrige nos outros. Mas quem ama a si mesmo em Deus, foge do amor interesseiro, denuncia corajosamente os defeitos nos súditos, nunca se cala ou finge não ver. 6. Maldito o pastor que se cala. Conclusão De semelhante amor desejo vos ver livre, querido pai. Rogo-vos não vos comporteis assim, a fim de que, não se aplique a vós aquela dura palavra divina: “Maldito sejas, porque te calaste”. Ai de mim! Calar, jamais! Gritai em cem mil línguas! Vejo que, por ter alguém calado, o mundo se arruinou e a santa Igreja encontra-se sem cor, sem sangue nas veias. Quero dizer: sem o sangue de Cristo, derramado por nós gratuitamente, sem mérito algum nosso. Devido ao orgulho, os pastores roubam a Deus a honra, atribuindo-a a si mesmos. Rouba-se por simonia com a venda de dons espirituais, a nós concedidos gratuitamente pelos méritos do sangue de Cristo. Ai de mim, morro e não consigo morrer! Não durmais por negligência. Aproveitai o tempo presente quanto possível. Outros tempos virão, acredito, em que podereis fazer outras coisas. Convido-vos ao tempo atual. Afastai da alma todo egoísmo, revesti-a com a sede de almas e com verdadeiras virtudes, para a glória divina e a salvação das almas. Fortalecei-vos no amor de Cristo. Logo veremos aparecer as flores. Esforçai-vos para que logo se erga o estandarte da Cruzada. [3] Que o vosso coração não se esfrie diante de nenhuma dificuldade emergente. Fortalecei-vos pensando que Jesus crucificado realizará os inflamados desejos dos seus servidores. Nada mais digo. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Afogai-vos no sangue de Cristo, pregai-vos na cruz com ele, banhai-vos no seu sangue. Pai, perdoai minha presunção. Jesus doce, Jesus amor. [1]: Pedro Cardeal d’Estaing, criado cardeal e nomeado legado pontifício pelo Papa Gregório XI (1370-1378), que residia em Avinhão, para governar o patrimônio de São Pedro na Itália. [2]: A serva de que fala o texto e a própria Catarina, que conta ao prelado um diálogo com Jesus no tempo da sua juventude. [3]: Em 1375 o papa Gregório XI (1370-1378) promulgou uma bula em favor de uma Cruzada para libertar os Lugares santos da Palestina. Catarina tornou-se grande estimuladora da idéia. Santa Catarina de Sena. Cartas Completas. São Paulo: Paulus, 2005. Ps. 54-57 Novamente agradecemos ao amigo Marcos Mattke pelo gentil envio deste texto Fonte: http://fratresinunum.comnte:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Natividade de Nossa Senhora: 08 de Setembro - Aniversário da Rainha Maria

Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus. De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos. Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade. Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a de sua morte — correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Somente em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Batista; e a natividade da Santíssima Virgem. A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em conseqüência de uma revelação, no ano 430. Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão de sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia. n/d Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão. Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade para toda a Igreja. Comemoração na atualidade Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente na Itália e em Malta. Sendo o povo italiano muito vivo e propenso a celebrações familiares, não surpreende esse fato. Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra. Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças dirigem-se ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são postas na água e vão lentamente atravessando a cidade, tradição encontrada numa imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina. n/d Levada à cidade, a imagem misteriosamente retornou ao local onde havia sido achada, e os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes. Proveio dessa lenda o costume. Em Moliterno, ao contrário, existe o lindo e pitoresco costume de as meninas da localidade fixarem pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento desaparecem as outras luzes e só permanecem as das meninas, que executam uma dança regional. Curiosamente, em muitas localidades as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjeturar uma razão para o fato: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo. Fonte: Revista Catolicismo - imagens www.rainhamaria.com.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Caríssimos irmãos e irmãs, amigos e amigas! Querido POVO de DEUS!!!! Sintam-se convidados(as) a acompanharem AMANHÃ o MAIOR Programa de Rádio, líder de AUDIÊNCIA. É o Programa de Evangelização " A PALAVRA VIVA DE DEUS", na apresentação do Servo do REI JESUS e da Rainha MARIA, Hélio Moraes Pacífico. Vamos JUNTOS BATALHAR na BATALHA de CRISTO!!!!! Programa " A PALAVRA VIVA DE DEUS", todos os Sábados no horário das 9:10h da manhãs às 12:00hs, pela Rádio CASA NOVA FM 104.9, e você que mora em outros Estados ou Paises, ACOMPANHEM o Programa pelo SITE da Rádio: www.radiocasanovafm.com.br ou www.radioscom.br Participe AO VIVO conosco pelo TELEFONE.: 74 3536-2103. Um grande beijo em seus coracões, Hélio Moraes Pacífico

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Padre Miguel Agustin Pro, Mártir da Fé: Viva Cristo Rei...Viva Cristo Rei!!

Nota de www.rainhamaria.com.br São Tertuliano dizia: “O sangue dos mártires se torna semente para novos cristãos” Dos mártires daqueles dias, nenhum chamou tanto a atenção do público no México e no resto do mundo como o Jesuíta Miguel Agustín Pro. n/d Foi morto por um pelotão de fuzilamento em frente das câmeras dos jornais que o governo trouxera para gravar o que esperava ser o constrangedor espetáculo de um padre implorando por misericórdia. Foi uma das primeiras tentativas modernas de usar a mídia para a manipulação da opinião pública com propósitos anti-religiosos. Mas, ao invés de vacilar, Pro demonstrou grande dignidade, pedindo apenas a permissão de rezar antes de morrer. Após alguns minutos de prece, levantou-se, ergueu seus braços em forma de cruz – uma tradicional posição de oração mexicana – e, com voz firme, nem desafiante, nem desesperada, entoou de forma comovente palavras que desde então se tornaram famosas: 'Viva Cristo Rei'. Quis a Providência que aquele mesmo padre cujo martírio tão publicamente se estampou, tivesse sua formação no segredo da clandestinidade. Tratava-se, então, do governo do presidente Plutarco Elias Calles, o “Nero do México”, e nossa história começa justamente em julho de 1926, quando Pro regressava do exterior, mergulhando numa crise que resultaria no fuzilamento de 160 padres. De fato, poucas semanas após sua chegada, publicou-se um decreto oficial que proibia todo culto público e sujeitava todos padres à prisão. Um biografo do jesuíta descreve o período: “... toda ordem religiosa foi dissolvida. Todas as escolas católicas, secularizadas, o que significa que, na realidade, tornaram-se ateístas; nelas, nenhuma menção a Deus era tolerada. Crucifixos foram arrancados das paredes e as estátuas, destruídas. Em seguida, para eliminar toda “propaganda Católica”, todas as editoras religiosas foram tomadas. Padre Pro não poderia ter escolhido melhor hora para retornar. “O embaixador Russo Stanislas Pesthovsky garantiu a Calles que suas políticas anticlericais estavam em perfeito acordo com os métodos comunistas, e desejou a ele todo o sucesso. Ademais, para manter os métodos comunistas de vigilância, o ditador pró-comunista empregou dez mil agentes do governo, quase todos estrangeiros, para investigar o povo, e assegurar que as novas leis fossem obedecidas. Onde tal nação empobrecida conseguiu dinheiro para pagar esta violenta gestapo continua um mistério... Não obstante, o perigo não foi suficiente para deter o valente Padre. Continua o biógrafo: “... então, dificilmente com qualquer descanso, o convalescente padre atirou-se em um extremamente árduo apostolado. Ele passava praticamente todo o dia no confessionário na igreja jesuíta local, confortando, aconselhando, repreendendo e absolvendo, das cinco da manhã até as onze, e depois, novamente, das três e meia da tarde até oito horas da noite. Em acréscimo, dadas as instruções e sermões, recebia visitantes que desejavam consultá-lo sobre problemas no casamento e outras dificuldades, até a data de fechamento [das Igrejas]. De todos seus deveres, o duro labor no confessionário era o que mais exigia de sua fraca saúde. Duas vezes desmaiou e teve de ser carregado para fora... “Veio então o triste dia que nenhum dos fiéis do México jamais esquecerá. Era o dia 31 de Julho de 1926. Neste dia a Santa Missa foi pela última vez oferecida publicamente. Todos se apressaram para receber, em suas paróquias, a Vida de suas almas na Santa Comunhão. Esta foi a última vez que Padre Pro celebrou Missa em uma igreja. A partir de então, a Igreja no México se tornaria clandestina. Ou, como um autor colocou, “a antiga Igreja das catacumbas reviveu em uma república ocidental moderna”. E o México faria muitos mártires. “Enquanto horríveis martírios ocorriam, Padre Pro estabeleceu 'estações eucarísticas' por toda a cidade. Estas estações eram casas de católicos de confiança, às quais ele ia em determinados dias distribuir a Santa Comunhão, e, possivelmente, dizer a Missa. Por conta própria, distribuía uma média de trezentas comunhões por dia. Também organizou uma companhia de trezentos homens para percorrer toda a cidade e seus subúrbios como instrutores religiosos [...] graças a estas instruções, jovens e velhos conservaram sua Fé viva. Estas aulas também se provaram um substituto para as escolas que normalmente teriam provido educação religiosa para as crianças” Constantemente abordado por policiais – Pro foi detido e preso duas vezes antes de ser sentenciado à morte – foi somente graças a uma coragem incomum, aliada a uma enorme presença de espírito, que Pro conseguiu levar a cabo seu apostolado na clandestinidade com tamanhos resultados. As peripécias do padre, muitas dignas de filmes policiais, levaram a considerá-lo o mais simpático dos mártires modernos. Numa ocasião, sabia que dois agentes o vigiavam. Ao deparar-se com uma senhora católica que conhecia da Missa, aproximou-se dela e ordenou que agisse com se fora sua noiva. Tomou-lhe o braço (ele vestia-se como civil) e assim logrou escapar dos agentes. Nas palavras de um outro biografo: “Fotografias do período mostram-no em vários disfarces. Organizou retiros para diversos grupos [...] Com os trabalhadores, usava suspensórios e capacete; ele parecia um motorista em uma reunião de motoristas, um mecânico entre mecânicos. Por meio de vários subterfúgios conseguia ouvir confissões mesmo nas cadeias. Ele aconselhava os que se preparavam para ser oradores públicos em defesa da Igreja sobre como moldar a opinião pública". Estava o Padre Pro em um grande edifício, presidindo uma reunião com os moços da Ação Católica, quando subitamente a polícia surgiu rodeando o edifício. O Padre teve de esconder-se num armário. Momentos depois, entrou no salão o Coronel portanto duas pistolas: “Onde está o Padre Pro?“. Os moços disseram que não sabiam. “Têm um minuto para dizer-me onde está este Padre, ou matarei a todos!”. Nesse instante, sentiu o coronel um cano frio de arma tocar-lhe a nuca. Era o Padre Pro que havia saído do armário. “Solte essas pistolas ou morre!”. O coronel deixou cair as armas no chão, e estas foram recolhidas pelos moços. “Agora fujam vocês!”, gritou Pro aos moços, que saíram apressadamente buscando esconderijo. Logo disse o padre em tom picaresco: “Agora vire-se, Senhor Coronel, vire-se para ver com que coisa o desarmei”. O coronel deu meia volta e, para sua humilhação, viu que o padre lhe apontava a ponta de uma garrafa vazia. Com uma simples garrafa, desarmara o coronel em fúria com duas pistolas carregadas! (Fonte: http://www.permanencia.org.br) Todos esses eventos, somados ao sucesso de seu epistolado, o transformaram no inimigo numero uno do governo callista. Logo após, receberia mandato de prisão, e seria levado à morte.
Esta foto, tirada já no cárcere em novembro de 1927, às vésperas de seu fuzilamento, mostra padre Miguel Pro em trajes civis. Conforme a ultrajante legislação mexicana da época, não era lícito a um padre o uso da batina em público. Nota final de www.rainhamaria.com.br Padre Miguel Agustin Pro - Hino a Cristo Rei! Um grito de guerra é ouvido na face da Terra e em todos os lugares. Os guerreiros estão prontos segurando suas espadas e se alistar para lutar. Por que eles em forma e treinados. Vão defender a Verdade, E o fogo que arde em seu sangue não será extinto. Viva Cristo ReI. Viva Cristo ReI. Este é grito de guerra que inflama a terra. Viva Cristo ReI. Nosso Senhor soberano, nosso Capitão e campeão. lutar por ele é uma grande honra. Sabemos que essa batalha não é fácil e muitos vão se acovardar, e sob as balas de nosso inimigo Eles certamente perecerá. Vou ter minha espada levantada Usa lá com o meu Senhor. Ninguém nunca derrota. Ele tem a força de Deus. VIVA CRISTO REI...VIVA CRISTO REI!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Caríssimos irmãos e irmãs, amigos e amigas! Querido POVO de DEUS!!!! Sintam-se convidados(as) a acompanharem AMANHÃ o MAIOR Programa de Rádio, líder de AUDIÊNCIA. É o Programa de Evangelização " A PALAVRA VIVA DE DEUS", na apresentação do Servo do REI JESUS e da Rainha MARIA, Hélio Moraes Pacífico. Vamos JUNTOS BATALHAR na BATALHA de CRISTO!!!!! Programa " A PALAVRA VIVA DE DEUS", todos os Sábados no horário das 9:10h da manhãs às 12:00hs, pela Rádio CASA NOVA FM 104.9, e você que mora em outros Estados ou Paises, ACOMPANHEM o Programa pelo SITE da Rádio: www.radiocasanovafm.com.br ou www.radioscom.br Participe AO VIVO conosco pelo TELEFONE.: 74 3536-2103. Amanhã EDIÇÃO ESPECIALLL em Comemoração ao DIA DOS PAIS. Um grande beijo em seus coracões, Hélio Moraes Pacífico

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

São João Maria Vianney, o Santo Cura D Ars, Rogai por nós

São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses.Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela. .....Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças. .....Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc. .....De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados. .....Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: "Eu serei padre! Eu serei padre!" .....Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo. .....Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy. .....Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos. .....Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia. .....Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte. .....Quando estava a caminho, já próximo de Ars, deu-se um fato muito edificante. O santo pediu informação a um menino sobre como chegar até Ars. Depois de ouvir suas explicações, o santo lhe disse: “Você me mostrou o caminho de Ars, e eu te mostrarei o caminho do céu.” Este menino, chamado Antonio Grive, foi o primeiro a paroquiano a morrer depois de São Maria Vianney, que assim lhe ensinou o caminho do céu. .....Os habitantes de Ars, quanto à religião, viviam indiferentes. Quatro grandes males afastavam aquelas almas do caminho do bem: a bebida, a blasfêmia os bailes e o trabalho no domingo. Nosso Santo pôs-se imediatamente ao trabalho para acabar com estes. Suas armas foram a oração, a penitência e os sermões. .....Bem antes do raiar da aurora, levantava-se e ia prostrar-se diante do altar. Ali ajoelhado, suplicava por longo tempo a Deus pela conversão de sua paróquia. .....À noite disciplinava-se até o sangue. O pouco que dormia, era sem nenhum conforto. .....Em seus sermões, procurou mostrar ao povo com bastante realismo a gravidade do pecado, o valor da alma, do sangue de Nosso Senhor, etc. .....Cinco anos depois, Ars apresentava-se com outra fisionomia: acabaram os trabalhos no domingo, a blasfêmia, que antes se escutava pelos campos, foi substituída por orações e cânticos religiosos, o vício da embriaguez foi afastado e as danças foram paulatinamente sendo eliminadas. .....Quando tudo começou a melhorar, veio a perseguição dos homens, a calúnia dos mal formados. .....Às perseguições dos homens, juntou-se a do demônio, furioso por ver que aquele humilde sacerdote lhe estava arrebatando as almas. E a luta foi terrível. Durou trinta e cinco anos. Fantasmas horríveis, insultantes vociferações transformavam sua casa durante a noite num verdadeiro inferno, com pesadelos assustadores e mesmo ataques diretos do demônio. Certa vez o demônio incendiou a cama do Cura d’Ars. Referindo-se a isto, S. João Maria Vianney dizia: “Não podendo pegar o pássaro, queimou a gaiola.” .....Sustentado pela graça divina, João Maria Vianney, saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno. E Nossa Senhora, aparecendo-lhe repetidas vezes, encorajava-o. .....Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Ele, por humildade atribuía os milagres que fazia a Santa Filomena, de quem era grande devoto. .....Em 1824, abriu uma escola gratuita para as meninas. Logo depois apareceu um orfanato contíguo. .....O zelo de São João Maria Vianney, seu desejo de fazer o bem às almas, e as graças que Nosso Senhor o enriqueceu foram a causa daquela contínua peregrinação de todas as partes da França e mesmo de outros lugares, de almas que vinham ouvir as lições de um santo, de pecadores que vinham encontrar, junto ao confessionário de um humilde sacerdote, a paz com Deus, perdida por muitos anos. .....O programa diário de nosso Santo era exaustivo: de madrugada, à uma hora, ia à igreja para rezar, antes da aurora, confessava as mulheres, às seis, no verão e às sete no inverno, celebrava a Santa Missa. Depois da ação de graças, os peregrinos rodeavam-nos, implorando bênçãos, curas, palavras de conforto, conversões, conselhos para os mais variados casos, etc. Às dez horas recitava parte de seu breviário, depois ia sentar-se no confessionário; às onze horas era o catecismo, aquele catecismo que ficou famoso; depois de um almoço, como diríamos nós, de passarinho, era a clássica visita aos doentes, quando então a multidão se comprimia para vê-lo passar, pata tocar-lhe as vestes. Depois de rezar as Vésperas e as Completas, voltava para o confessionário onde permanecia, muitas vezes até altas horas da noite. Chegava a passar 16 horas por dia no confessionário. .....Desejoso de solidão para poder, como dizia, “chorar sua pobre vida", duas vezes São João Maria Vianney tentou deixar a paróquia. Mas o povo cercou-lhe o caminho e o levou de volta para a igreja. .....São João Maria Vianney morreu no dia 4 de agosto de 1859. .....Os peregrinos e paroquianos desfilaram diante de seu corpo durante quarenta e oito horas sem interrupção. .....Chegando à mais sublime perfeição, ao mais alto grau da união com Deus, só se falava em Ars, das virtudes do Vigário, de sua bondade, sua paciência, desvelo, caridade, etc. .....São João Maria Vianney foi beatificado por São Pio X aos 5 de janeiro de 1905 e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925, poucos dias depois de Santa Teresinha. .....Ars tornou-se rapidamente um dos grandes centros de peregrinação. Junto à antiga igreja de Ars, conforme o desejo do Santo, foi construída uma magnífica igreja dedicada a Santa Filomena. Num belo altar lateral desta igreja, foi colocado o corpo de São João Maria Vianney. Fonte: http://www.vianney.org.br

sábado, 2 de agosto de 2014

ESCRITOS DE SÃO FRANCISCO - CARTA AOS FIÉIS

Escritos de São Francisco CARTA AOS FIÉIS ( Exortação aos irmãos e irmãs da penitência) Em nome do Senhor (Cap. II) Dos que não fazem penitência. ( Exortação aos irmãos e irmãs da penitência) Em nome do Senhor! (Cap. II) Dos que não fazem penitência Todos aqueles e aquelas, porém, que não fazem penitência, não recebem o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivem no vício e no pecado, no caminho da má concupiscência e dos maus desejos de sua carne, não observam o que prometeram ao Senhor, servem ao mundo com seu corpo cedendo aos desejos carnais, às solicitudes e aos cuidados deste mundo: escravos do demônio, de quem são filhos e cujas obras praticam (cf. Jo 8,41), são cegos, porque não vêem a verdadeira luz, Nosso Senhor Jesus Cristo. Não possuem a sabedoria espiritual porque não possuem o Filho de Deus, que é a verdadeira sabedoria do Pai. E é deles que se diz: "Sua sabedoria foi tragada" (Sl 106,27), "malditos os que se apartam de teus mandamentos" (Sl 118,21). Veem e conhecem, sabem e fazem o mal, perdendo eles mesmos suas almas. Reparai, ó cegos, enganados pelos vossos inimigos, a carne, o mundo e o demônio: é agradável ao corpo praticar o pecado e amargo servir a Deus. Pois, como diz o Senhor no Evangelho (cf. Mc 7,21), todos os vícios e pecados "procedem do coração do homem". Nada tendes de bom neste mundo nem no outro. E pensais fruir por muito tempo das vaidades deste mundo, mas vos enganais, porque virá o dia e a hora na qual não pensais, e que ignorais completamente. Adoece o corpo, a morte chega e deste modo morre na amargura da morte. Onde, quando e como quer que um homem venha a morrer em pecado mortal, sem penitência e satisfação, se pode satisfazer e não satisfaz, o demônio lhe arranca a alma do corpo sob tal angústia e tribulação, que ninguém pode saber a não ser quem o experimenta em si mesmo. Todos os talentos, todo poder, toda "ciência e sabedoria" (2Cr 1,12) que julgavam possuir "ser-lhes-ão tirados" (cf. Lc 8,18; Mc 4,25). Deixam seus bens aos parentes e amigos. Estes se apossam deles e os distribuem entre si e depois dizem: "Maldita seja sua alma, porque ela poderia ter dado e ganho para nós muito mais e não o fez". Os vermes devoram o corpo e a alma neste breve século, indo para o inferno, onde serão atormentados por toda a eternidade. A todos que receberem esta carta, rogamos na caridade, que é Deus (cf. 1Jo 4,16), que acolham benignamente, com divino amor, estas odoríferas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. E os que não sabem ler façam-nas ler com frequência por outros, tenham-nas consigo e as ponham em prática numa vida santa até ao fim, pois "são espírito e vida" (Jo 6,63). E aqueles que as não observarem terão de "dar contas delas no dia do último juízo" (Mt 12,26), "diante do tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 14,10). - ESCRITOS DE SÃO FRANCISCO - CARTA A TODOS OS CLÉRIGOS Consideremos todos nós clérigos o grande pecado e ignorância que alguns manifestam com relação ao Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Santíssimo Nome e palavras escritas que tornam santamente presente o Corpo (de Cristo). Sabemos que o corpo não pode estar presente se antes não for tornado presente pela palavra. Pois nada temos nem vemos corporalmente d'Ele, do próprio Altíssimo, neste mundo, senão o Corpo e o Sangue, os nomes e as palavras pelas quais fomos criados e remidos "da morte para a vida" (I Jo 3,14). Logo, todos aqueles que administram tão sacrossantos mistérios e especialmente aqueles que os ministram sem a reta discrição, considerem no seu intimo como são vulgares os cálices, corporais e panos de linho sobre os quais é oferecido em sacrifício o Corpo e Sangue de Nosso Senhor. E muitos o guardam em lugares bem comuns e o levam de modo lamentável (pela rua) e o recebem indignamente e o ministram indiscriminadamente. Igualmente os seus nomes e palavras escritas são às vezes calcados aos pés; pois "o homem animal não percebe as coisas de Deus" (I Cor 2,14). Não excitam porventura tais fatos a nossa piedade e devoção por esse bom Senhor quando se digna vir colocar-se Ele próprio em nossas mãos e nós o tocamos e o recebemos todos os dias em nossa boca? Ou ignoramos que um dia havemos de cair em Suas mãos? Emendemo-nos pois depressa e firmemente dessas e de outras faltas. Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente adornado. De modo igual sejam recolhidos e colocados em lugar decente os nomes e palavras escritos do Senhor sempre que forem encontrados em lugares imundos. Sabemos perfeitamente que estamos estritamente obrigados a observar tudo isto, em virtude dos Mandamentos do Senhor e dos preceitos da santa Mãe Igreja, e os que o não fazem saibam que deverão prestar contas perante Nosso Senhor Jesus Cristo no dia do juízo. E os que mandarem copiar esta carta a fim de que seja mais amplamente observada saibam que serão abençoados por Deus nosso Senhor. Frei Francisco, o menor dos servos de Deus. Quem é você, Francisco? Hoje sou seu irmão, mas fui um jovem, que procurava o prestígio, a riqueza e o poder... vivi uma juventude agitada e superficial, mas senti um grande vazio... Foi então, quando me encontrei com o Bom Amigo Jesus, e O vi pobre e crucificado... Tomei minha decisão quando vi que Jesus se fez pobre por nós... quando ouvi que nos mandava ser irmão de todos... quando O vi humilhado e servindo, sem ter onde reclinar a cabeça. Ele me conduziu entre os pobres e os leprosos, entre os mendigos e entre os que desconheciam o Evangelho. E me propus a seguir Seus passos... quis ser um semeador de Paz e Bem para todos os homens... quis compartilhar as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias de toda a humanidade. Descobri então o que significa realmente o amor a Deus e o amor aos irmãos... É Ele que nos ensina que temos um Pai em quem confiar... e que esse Pai é o Único, total e Sumo Bem. São Francisco de Assis Cantor da Paz e da Alegria.