domingo, 20 de janeiro de 2013
O CRUCIFIXO
O Crucifixo, "o livro de rezas do cristão" > Meditemos profundamente!
(Santo Afonso de Ligório)
O Crucifixo é o livro de rezas do cristão, é o breviário da fé, o epítome da ciência divina, o instrumento das bênçãos, o topo de todas as virtudes e o símbolo das esperanças imortais.
Fato admirável! Este símbolo, tão singelo quão sublime, está ao alcance de todas as idades; fala e compreende todas as línguas; corresponde a todas as necessidades, todas as condições, a todas as situações; instrui e consola; sustenta os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os fiéis e os pecadores, os sábios e os ignorantes; resume em si todas as exortações e todas as prédicas; é a figura tangível de todos os mistérios de nossa redenção. Que humano coração poderá conservar-se indiferente e frio em face de um benfeitor generoso? Ora, o Crucifixo é imagem daquele que nos salvou e que livrou do opróbrio a nossa família e da servidão todos os nossos antepassados.
Não é para admirar, pois, que lhe reservemos sempre um lugar de honra em nossa vida, que o beijemos com amor e que lhe não lancemos senão olhares cheios de simpatia, respeito e reconhecimento.
Estas impressões vivas e fortes, a alma cristã as tem mil vezes experimentado. E na verdade, para animar o fervor, basta considerar o crucifixo com uma atenção calma e serena. Não sei que secreta virtude sai dele então que brandamente nos toca e se insinua na alma, enternecendo-a, dilatando-a e elevando-a até Deus. Sem dúvida que emoções tais nem sempre se enlaçam num encadeamento de orações, mas em si contêm luminosas partículas que ao sopro de Deus se espalham esbraseantes como labaredas de amor. Demais as simples efusões de um coração comovido têm para Deus um preço infinitamente maior que as orações mais ricas e eloquentes.
Não, não é necessário saber ler para aprender a rezar: o Crucifixo é o livro dos iletrados, dos analfabetos e das crianças, mas é também para os sábios uma filosofia e uma teologia.
Pois, o que sabem acaso os homens que aprenderam muitas coisas e que, no meio de todas essas coisas, ignoram a Deus e ignoram o que eles próprios são? A ciência que não esclarece nem as origens nem os fins últimos do homem é bem insuficiente e estéril. Por que está ele na terra? De onde vem? Para onde vai? Que caminho deve ele seguir? Qual a causa das suas lutas e dos seus sofrimentos? Qual é a condição do seu triunfo e da sua reabilitação?
Qual é em definitivo o fim da sua vida e da sua morte?
A estes problemas capitais o Crucifixo dá soluções. Faz-nos ele pressentir a nobreza de nossa origem e a grandeza de nosso destino, resume ao mesmo tempo a doutrina das lágrimas e a ciência das celestes consolações e tanto ilumina o passado como as coisas presentes e futuras.
Todos os ensinamentos do cristianismo descem do Crucifixo como do alto de um púlpito sagrado.
Meditando-os com fé, nós contemplamos a majestade da Santíssima Trindade; adoramos o filho de Deus encarnando na natureza humana, o divino Emanuel, o desejado das nações, a esperança única dos descendentes de Eva; glorificamos enfim a Vítima que, para nos resgatar, oferece o Seu sangue e expira na cruz "Transpassaram-lhe os pés e as mãos", dizia o profeta; lacerou-lhe a fronte uma coroa de espinhos e a ponta de uma lança rasgou-lhe o coração.
O emblema deste augusto sacrifício não nos dá somente a chave da ciência; inicia-nos também no mistério das virtudes sobrenaturais. A linguagem do Crucifixo, bem a compreendem os que produzem na sua vida cristã a paciência, a abnegação, a resignação, a caridade e a divina mansidão de Jesus Cristo.
O que é mais capaz de nos inspirar o horror do mal e o amor do bem, do que esta imagem sagrada?! Que tocante exortação há nela às almas generosas! É
Jesus Cristo quem lhes fala: "Aquele que me quer acompanhar, renuncie-se a si próprio e siga-me!" O crucifixo estimula a coragem, dissipa o medo e mostra todo o valor dos sofrimentos; desde então cada dor que se junte às dores de Jesus Cristo, como a gota da água ao oceano, adquire um mérito que faz jus a uma recompensa.
O divino Salvador quer que participemos do conteúdo do seu cálice. Ele, sofrendo por nós, não aboliu o sofrimento, nem morrendo por nós nos isentou da morte; mas por seu sacrifício voluntário santificou os sofrimentos e deu vida à morte.
Grande lição que nos indica tudo o que devemos fazer e tudo o que devemos esperar. O crucifixo nos mostra a razão por que sofremos, o modo como é preciso sofrer e quais são os frutos dos sofrimentos.
Dá-nos, além disso, o exemplo da obediência cristã. Em Jesus Cristo não se veem os murmúrios nem revoltas nem represálias; ele se submete sem resistência a todas as provas e a todos os ultrajes. Que mansidão e que magnanimidade! Que bondade imensa e que inesgotável misericórdia!
O Crucifixo fala aos olhos e ao coração, excita os bons desejos, nutre a piedade e abre a fonte das lágrimas. Ele gera os heróis e gera os mártires.
Ainda mesmo que a alma infiel se ache inteiramente em trevas, a cruz dardeja um rutilante raio que acorda a consciência, apazigua o desespero e enxota os terrores.
A cruz é como uma ponte misteriosa lançada sobre o abismo; é um caminho por onde se vai à pátria; é a alavanca que nos ergue acima de nós mesmos e que nos transporta para os braços de nosso Pai. O Salvador crucificado pagou o resgate do pecador e advoga a nossa causa. Ele é hoje o que era ontem e o que será nos séculos dos séculos; cura os enfermos e dá vista aos cegos, ouvido aos surdos, palavra aos mudos e vida aos mortos. Habituemo-nos a conversar com o nosso Crucifixo; estudemos este luminoso símbolo.
Ah! Desgraçadamente muitos cristãos o não compreendem! Amemo-lo como se ama um amigo fiel e um supremo consolador; veneremo-lo como se venera a venerabilíssima imagem de um Salvador. Ele é o estandarte da nossa religião; cerquemo-lo de ferventes homenagens e ergamo-lo bem alto nos combates da fé. É o escudo da nossa esperança oponhamo-lo com firmeza às seduções do mundo. É o para-raios que protege os lares; reunamo-nos em torno dele no dia das tempestades e dos perigos.
E quando soar a nossa última hora tomemo-lo às mãos e apertemo-lo ao seio, que ele suavizará a nossa agonia, dissipará as trevas que nos rodearem e nos abrirá as portas do céu. (Gentileza Thomas - Alemanha)
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
2013 avança
2013: o que nos aguarda? - 9, janeiro, 2013 Luis Dufaur
2012 encerrou-se há uma semana. 2013 avança. O que é que o novo ano nos deparará? Uma saudade profunda palpita nos subsolos psicológicos, morais e religiosos da humanidade de tantas almas… talvez seja o caso dos prezados leitores deste site…
E essa saudade pede um retorno à verdadeira ordem. Portanto, à ordem católica, à civilização cristã. Será que essa saudade se tornará feliz realidade em 2013?
Ou, pelo contrário, assistiremos – e seremos de alguma maneira atingidos – ao agravamento da marcha rumo ao esboroamento que predominou na espécie de Torre de Babel que foi o ano de 2012? Seja o que for, aconteça o que acontecer, nosso olhar deve permanecer voltado esperançoso e confiante em Nossa Senhora.
Em 2012, dois acontecimentos podem ter sinalizado o futuro que nos aguarda.
Em outubro, uma inusual enchente em Lourdes alagou com mais de um metro de água, detritos e pedaços de árvore, a Gruta onde Nossa Senhora apareceu.
Tudo parecia arrasado. Mas quando a água baixou, verificou-se que nada se perdeu, e em poucos dias o fluxo de peregrinos implorando e recebendo graças continuou com inteira normalidade.
No mesmo mês, a super-tempestade Sandy atingiu a cidade de Nova York e a costa leste dos EUA, causando mais de 100 mortes e danos materiais estimados em mais de 120 bilhões de reais. Em Breezy Point, bairro da periferia de Nova York,deflagrou-se em decorrência da tempestade um incêndio que consumiu furiosamente centenas de casas durante a noite. Todos os elementos entraram em ação para destruir. Porém, no dia seguinte, causou assombro ver que em meio às cinzas do bairro, uma imagem de Nossa Senhora das Graças se conservara intacta em seu nicho.
O “The Wall Street Journal”, jornal econômico líder em tiragem nos EUA e muito pouco voltado – senão avesso – à religião e ao catolicismo, estampou grande foto da imagem em sua primeira página. Nos dois casos — Lourdes e Breezy Point — a calamidade foi impressionante. Mas em ambos, incólume, vencendo as catástrofes, emergiu Nossa Senhora.
Não será esta a sua mensagem para 2013?: Confiar, confiar, confiar, confiar.
Confiar n’Ela ainda quando tudo parecer ruir. Porque no final Ela triunfará.
Catástrofes? Quais?
Naturalmente falando, tudo está posto para que a humanidade, sentido falta de quem a conduza decididamente pelas vias do bem, se precipite no despenhadeiro da anarquia, no abismo da recusa de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santa Igreja Católica.
Um abismo no fundo do qual parece ressoar a gargalhada satânica do pai da mentira que aspira, aliás inutilmente, a sair vencedor.
Os fatos de Lourdes e Breezy Point nos ensinam que fica em pé algo que vale infinitamente mais do que todos os cálculos e todos os projetos humanos.
Quer dizer, a promessa indefectível de Nosso Senhor Jesus Cristo à sua Igreja, de que “as portas do inferno não prevalecerão” (Mateus 16:18).
Promessa reforçada por Nossa Senhora em Fátima, quando disse: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. Essas promessas apontam para um resultado dos acontecimentos radicalmente diverso do que se definiu no terreno humano durante 2012 e poderá dominar 2013.
Rezemos com confiança à Santíssima Virgem para que essas promessas divinas se efetivem em 2013, ainda que tenhamos para isso que atravessar as mais angustiantes e, na aparência, desesperadoras, situações.
Que Nossa Senhora nos proteja a todos, e volte para todos nós, filhos de Eva, seu olhar misericordioso, clemente e piedoso que tudo pode junto a Deus onipotente.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Mensagem para janeiro
Comece este ano unindo-se aos Corações de Jesus e Maria com esta bela mensagem de Nossa Senhora em Divinópolis em 10/3/2004: “Deus pensa muito em cada um. Ele sabe dos problemas de cada um e todos são importantes para Ele. Ele quer vocês perto Dele. Mas muitos estão longe, longe... Vejo o mundo. Quantas pessoas afastadas de Deus, longe de mim e nas garras de satanás querendo se perder para sempre no inferno. Que pena, filhinhos. Isso dói no Coração do Senhor e no meu Coração de Mãe Imaculada. Isso nos dá pena. São eles que querem e eles vão ver o resultado de suas más ações em breve. Que pena. Eles sofrerão muito. Não sofram com o pecado! O pecado vai trazer a este mundo males, dores e doenças. E as pessoas acharão que a culpa disso estará em Deus, um Deus infinitamente bom que não faria isso. A culpa estará no pecado. Larguem-no!”
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
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