quarta-feira, 3 de agosto de 2011
SÓCIOS ANIVERSÁRIANTES DO MÊS DE AGOSTO DE 2011
• MARIA CÍCERA ANTUNES DE OLIVEIRA ( 01/08)- Casa Nova- BA
• ANA JOSEFA DE SOUZA ( 04/08)- Casa Nova-BA
• MARIA RAILDE BORGES RIBEIRO ( 05/08)- Casa Nova-BA
• CARMEM LÚCIA ARAUJO SANTOS ( 12/08)- Casa Nova-BA
• IRIS PEREIRA SILVA ( 13/08)- Casa Nova-BA
• JOSINETE CAETANO DOS SANTOS (24/08)- Casa Nova-BA
• ROSIMARY TOLENTINO DOS SANTOS ( 24/08)- Casa Nova-BA
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OBS: FELIZ aniversário e parabéns para todos(as). Deus e Nossa Senhora vos abencoem!!!
• ANA JOSEFA DE SOUZA ( 04/08)- Casa Nova-BA
• MARIA RAILDE BORGES RIBEIRO ( 05/08)- Casa Nova-BA
• CARMEM LÚCIA ARAUJO SANTOS ( 12/08)- Casa Nova-BA
• IRIS PEREIRA SILVA ( 13/08)- Casa Nova-BA
• JOSINETE CAETANO DOS SANTOS (24/08)- Casa Nova-BA
• ROSIMARY TOLENTINO DOS SANTOS ( 24/08)- Casa Nova-BA
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OBS: FELIZ aniversário e parabéns para todos(as). Deus e Nossa Senhora vos abencoem!!!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Quem foi Santo Afonso Maria de Ligório
Por Francisco Fernández Carvajal.
Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles em 1696. Doutorou-se em Direito civil e em Direito Canônico. Recebeu a ordenação sacerdotal e fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Para fomentar a vida cristã no povo, dedicou-se à pregação e publicou diversas obras, especialmente sobre a Virgem, a Eucaristia, a vida cristã, e de Teologia Moral, matéria pela qual recebeu o título de Doutor da Igreja. A sua vida longeva constitui um admirável exemplo de trabalho, de simplicidade, de espírito de sacrifício e de preocupação por ajudar os outros a alcançar a salvação eterna. Foi eleito Bispo de Sant’Ágata de Goti, mas uns anos depois renunciou ao cargo e morreu entre os seus em Pagani, perto de Nápoles, em 1787.
I. O ESPÍRITO DO SENHOR está sobre mim; por isso me ungiu e me enviou para anunciar a boa nova aos pobres e curar os doentes1.
A longa vida de Santo Afonso “esteve repleta de um trabalho incessante: trabalho de missionário, de bispo, de teólogo e de escritor espiritual, de fundador e superior de uma congregação religiosa”2. Viveu num tempo em que a descristianização aumentava continuamente. Por isso, o Senhor levou-o a entrar em contacto com o povo, culturalmente desatendido e espiritualmente necessitado, por meio de missões populares. Pregou incansavelmente, ensinando a doutrina e animando a todos, com a palavra e com os seus escritos, à oração pessoal, “que devolve às almas a tranqüilidade da confiança e o otimismo da salvação. Entre outras coisas, escreveu: «Deus não nega a ninguém a graça da oração, mediante a qual se obtém ajuda para vencer toda a concupiscência e toda a tentação. E digo, e repito, e repetirei sempre enquanto viver – sublinhava o Santo –, que toda a nossa salvação está na oração». Daí o famoso axioma: «Quem reza salva-se, quem não reza condena-se»”3. A oração sempre foi o grande remédio para todos os males; é ela que nos abre as portas do Céu. É um ensinamento contínuo das almas que estiveram muito perto de Deus.
Santo Afonso procurou que os fiéis cristãos orientassem a sua vida para o Sacrário, que desenvolvessem uma íntima piedade para com Jesus Sacramentado, e deu particular importância às visitas ao Santíssimo, chegando a escrever um pequeno tratado sobre elas4. Pela retidão e profundidade da sua doutrina, especialmente em matéria moral, foi declarado Doutor da Igreja5.
Compreendeu também que o caminho que leva à perda da fé começa muitas vezes pela tibieza e frialdade na devoção à Virgem. E, em sentido contrário, o retorno a Jesus começa por um grande amor a Maria. Por isso, difundiu por toda a parte a devoção mariana e preparou para os fiéis, e em especial para os sacerdotes, um arsenal de “materiais para a pregação e propagação da devoção a essa Mãe divina”. A Igreja sempre entendeu que “um ponto totalmente particular na economia da salvação é a devoção à Virgem, Medianeira das graças e Corredentora, e por isso Mãe, Advogada e Rainha. Na verdade – afirma o Papa João Paulo II –, Afonso sempre foi todo de Maria, desde o começo da sua vida até à morte”6.
Cada um de nós deve ser também “todo de Maria”, tendo-a presente nos seus afazeres ordinários, por pequenos que sejam. E não devemos esquecer-nos nunca, sobretudo se alguma vez tivermos a desgraça de afastar-nos, de que “a Jesus sempre se vai e se «volta» por Maria”7. Ela conduz-nos ao seu Filho rápida e eficazmente.
II. SANTO AFONSO morreu muito idoso, e o Senhor permitiu que os últimos anos da sua vida fossem de purificação. Entre as provas pelas quais passou, uma muito dolorosa foi a perda da vista. E o Santo distraía as horas rezando e pedindo que lhe lessem algum livro piedoso. Conta-se que certo dia, entusiasmado com um livro que lhe liam, perguntou quem tinha escrito tais maravilhas, tão cheias de piedade e de amor a Nossa Senhora. Como resposta, quem o acompanhava leu o título: “As Glórias de Maria, por Afonso Maria de Ligório”. O venerável ancião cobriu o rosto com as duas mãos, lamentando uma vez mais a perda da memória8, mas alegrando-se imensamente com aquele testemunho de amor à Santíssima Virgem. Foi um grande consolo que o Senhor lhe concedeu no meio de tantas trevas.
Os conhecimentos teológicos do Santo e a sua experiência pessoal levaram-no à convicção de que a vida espiritual e a sua restauração nas almas devem ser alcançadas – conforme o plano divino que o próprio Deus preestabeleceu e realizou na história da salvação – por meio da mediação de Nossa Senhora, por quem nos veio a Vida e que é o caminho fácil de retorno ao próprio Deus.
Deus quer – afirma o Santo – que todos os bens que procedem dEle nos cheguem por meio da Santíssima Virgem9. E cita a conhecida sentença de São Bernardo: “É vontade de Deus que tudo obtenhamos por Maria”10. Ela é a nossa principal intercessora no Céu, quem consegue tudo aquilo de que necessitamos. Mais ainda: muitas vezes, a Virgem adianta-se às nossas orações, protege-nos, sugere no fundo da alma essas santas inspirações que nos levam a viver mais delicadamente a caridade; anima-nos e dá-nos forças nos momentos de desânimo, vem em nossa defesa quando recorremos a Ela nas tentações... É a nossa grande aliada no apostolado: concretamente, permite que as nossas palavras, tantas vezes ineptas e mal amanhadas, encontrem eco no coração dos nossos amigos. Foi esta a freqüente descoberta de muitos santos: com Maria, chegamos “antes, mais e melhor” às metas sobrenaturais que nos tínhamos proposto.
III. A FUNÇÃO DO MEDIADOR consiste em unir ou pôr em comunicação os dois extremos entre os quais se encontra. Jesus Cristo é o único e perfeito Mediador entre Deus e os homens11, porque, sendo verdadeiro Deus e Homem verdadeiro, ofereceu um sacrifício de valor infinito – a sua própria morte – para reconciliar os homens com Deus12.
Mas isto não impede que os anjos e os santos, e de modo inteiramente singular Nossa Senhora, exerçam essa função. “A missão maternal de Maria a favor dos homens não obscurece nem diminui de maneira nenhuma a mediação única de Cristo, antes mostra a sua eficácia. Porque todo o salutar influxo da Bem-aventurada Virgem a favor dos homens não é exigido por nenhuma necessidade interna, mas resulta do beneplácito divino e flui dos superabundantes méritos de Cristo”13. A Virgem, por ser Mãe espiritual dos homens, é chamada especialmente Medianeira, pois apresenta ao Senhor as nossas orações e as nossas obras, e faz-nos alcançar os dons divinos.
Maria corrige muitas das nossas petições que não estão totalmente bem orientadas, a fim de que obtenham o seu fruto. Pela sua condição de Mãe de Deus, faz parte, de um modo peculiar, da Trindade de Deus, e, pela sua condição de Mãe dos homens, tem a missão confiada por Deus de cuidar dos seus filhos que ainda somos peregrinos14. Quantas vezes não a teremos encontrado no nosso caminho! Em quantas ocasiões não terá saído ao nosso encontro, oferecendo-nos a sua ajuda e o seu consolo! Onde estaríamos se Ela não nos tivesse tomado pela mão em circunstâncias bem determinadas?
“Por que as súplicas de Maria têm tanta eficácia diante de Deus?”, pergunta-se Santo Afonso. E responde: “As orações dos santos são orações de servos, mas as de Maria são orações de Mãe, e daí procedem a sua eficácia e o seu caráter de autoridade; e como Jesus ama imensamente a sua Mãe, Ela não pode pedir sem ser atendida”. E, para prová-lo, recorda as bodas de Caná, em que Jesus realizou o seu primeiro milagre por intercessão de Nossa Senhora: “Faltava vinho, com a conseqüente aflição dos esposos. Ninguém pediu à Santíssima Virgem que intercedesse junto do seu Filho pelos consternados esposos. Mas o coração de Maria, que não pode deixar de compadecer-se dos infortunados [...], impeliu-a a encarregar-se pessoalmente do ofício de intercessora e a pedir ao Filho o milagre, apesar de ninguém lho ter pedido”. E o Santo conclui: “Se a Senhora agiu assim sem que lho pedissem, o que teria feito se lhe tivessem suplicado?”15 Como não há de atender às nossas súplicas?
Pedimos hoje a Santo Afonso Maria de Ligório que nos alcance a graça de amarmos Nossa Senhora tanto como Ele a amou enquanto esteve nesta terra, e nos anime a difundir a sua devoção por toda a parte. Aprendamos que, com Ela, alcançamos antes, mais e melhor aquilo que, sozinhos, nunca alcançaríamos: metas apostólicas, defeitos que devemos dominar, intimidade com o seu Filho.
Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles em 1696. Doutorou-se em Direito civil e em Direito Canônico. Recebeu a ordenação sacerdotal e fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Para fomentar a vida cristã no povo, dedicou-se à pregação e publicou diversas obras, especialmente sobre a Virgem, a Eucaristia, a vida cristã, e de Teologia Moral, matéria pela qual recebeu o título de Doutor da Igreja. A sua vida longeva constitui um admirável exemplo de trabalho, de simplicidade, de espírito de sacrifício e de preocupação por ajudar os outros a alcançar a salvação eterna. Foi eleito Bispo de Sant’Ágata de Goti, mas uns anos depois renunciou ao cargo e morreu entre os seus em Pagani, perto de Nápoles, em 1787.
I. O ESPÍRITO DO SENHOR está sobre mim; por isso me ungiu e me enviou para anunciar a boa nova aos pobres e curar os doentes1.
A longa vida de Santo Afonso “esteve repleta de um trabalho incessante: trabalho de missionário, de bispo, de teólogo e de escritor espiritual, de fundador e superior de uma congregação religiosa”2. Viveu num tempo em que a descristianização aumentava continuamente. Por isso, o Senhor levou-o a entrar em contacto com o povo, culturalmente desatendido e espiritualmente necessitado, por meio de missões populares. Pregou incansavelmente, ensinando a doutrina e animando a todos, com a palavra e com os seus escritos, à oração pessoal, “que devolve às almas a tranqüilidade da confiança e o otimismo da salvação. Entre outras coisas, escreveu: «Deus não nega a ninguém a graça da oração, mediante a qual se obtém ajuda para vencer toda a concupiscência e toda a tentação. E digo, e repito, e repetirei sempre enquanto viver – sublinhava o Santo –, que toda a nossa salvação está na oração». Daí o famoso axioma: «Quem reza salva-se, quem não reza condena-se»”3. A oração sempre foi o grande remédio para todos os males; é ela que nos abre as portas do Céu. É um ensinamento contínuo das almas que estiveram muito perto de Deus.
Santo Afonso procurou que os fiéis cristãos orientassem a sua vida para o Sacrário, que desenvolvessem uma íntima piedade para com Jesus Sacramentado, e deu particular importância às visitas ao Santíssimo, chegando a escrever um pequeno tratado sobre elas4. Pela retidão e profundidade da sua doutrina, especialmente em matéria moral, foi declarado Doutor da Igreja5.
Compreendeu também que o caminho que leva à perda da fé começa muitas vezes pela tibieza e frialdade na devoção à Virgem. E, em sentido contrário, o retorno a Jesus começa por um grande amor a Maria. Por isso, difundiu por toda a parte a devoção mariana e preparou para os fiéis, e em especial para os sacerdotes, um arsenal de “materiais para a pregação e propagação da devoção a essa Mãe divina”. A Igreja sempre entendeu que “um ponto totalmente particular na economia da salvação é a devoção à Virgem, Medianeira das graças e Corredentora, e por isso Mãe, Advogada e Rainha. Na verdade – afirma o Papa João Paulo II –, Afonso sempre foi todo de Maria, desde o começo da sua vida até à morte”6.
Cada um de nós deve ser também “todo de Maria”, tendo-a presente nos seus afazeres ordinários, por pequenos que sejam. E não devemos esquecer-nos nunca, sobretudo se alguma vez tivermos a desgraça de afastar-nos, de que “a Jesus sempre se vai e se «volta» por Maria”7. Ela conduz-nos ao seu Filho rápida e eficazmente.
II. SANTO AFONSO morreu muito idoso, e o Senhor permitiu que os últimos anos da sua vida fossem de purificação. Entre as provas pelas quais passou, uma muito dolorosa foi a perda da vista. E o Santo distraía as horas rezando e pedindo que lhe lessem algum livro piedoso. Conta-se que certo dia, entusiasmado com um livro que lhe liam, perguntou quem tinha escrito tais maravilhas, tão cheias de piedade e de amor a Nossa Senhora. Como resposta, quem o acompanhava leu o título: “As Glórias de Maria, por Afonso Maria de Ligório”. O venerável ancião cobriu o rosto com as duas mãos, lamentando uma vez mais a perda da memória8, mas alegrando-se imensamente com aquele testemunho de amor à Santíssima Virgem. Foi um grande consolo que o Senhor lhe concedeu no meio de tantas trevas.
Os conhecimentos teológicos do Santo e a sua experiência pessoal levaram-no à convicção de que a vida espiritual e a sua restauração nas almas devem ser alcançadas – conforme o plano divino que o próprio Deus preestabeleceu e realizou na história da salvação – por meio da mediação de Nossa Senhora, por quem nos veio a Vida e que é o caminho fácil de retorno ao próprio Deus.
Deus quer – afirma o Santo – que todos os bens que procedem dEle nos cheguem por meio da Santíssima Virgem9. E cita a conhecida sentença de São Bernardo: “É vontade de Deus que tudo obtenhamos por Maria”10. Ela é a nossa principal intercessora no Céu, quem consegue tudo aquilo de que necessitamos. Mais ainda: muitas vezes, a Virgem adianta-se às nossas orações, protege-nos, sugere no fundo da alma essas santas inspirações que nos levam a viver mais delicadamente a caridade; anima-nos e dá-nos forças nos momentos de desânimo, vem em nossa defesa quando recorremos a Ela nas tentações... É a nossa grande aliada no apostolado: concretamente, permite que as nossas palavras, tantas vezes ineptas e mal amanhadas, encontrem eco no coração dos nossos amigos. Foi esta a freqüente descoberta de muitos santos: com Maria, chegamos “antes, mais e melhor” às metas sobrenaturais que nos tínhamos proposto.
III. A FUNÇÃO DO MEDIADOR consiste em unir ou pôr em comunicação os dois extremos entre os quais se encontra. Jesus Cristo é o único e perfeito Mediador entre Deus e os homens11, porque, sendo verdadeiro Deus e Homem verdadeiro, ofereceu um sacrifício de valor infinito – a sua própria morte – para reconciliar os homens com Deus12.
Mas isto não impede que os anjos e os santos, e de modo inteiramente singular Nossa Senhora, exerçam essa função. “A missão maternal de Maria a favor dos homens não obscurece nem diminui de maneira nenhuma a mediação única de Cristo, antes mostra a sua eficácia. Porque todo o salutar influxo da Bem-aventurada Virgem a favor dos homens não é exigido por nenhuma necessidade interna, mas resulta do beneplácito divino e flui dos superabundantes méritos de Cristo”13. A Virgem, por ser Mãe espiritual dos homens, é chamada especialmente Medianeira, pois apresenta ao Senhor as nossas orações e as nossas obras, e faz-nos alcançar os dons divinos.
Maria corrige muitas das nossas petições que não estão totalmente bem orientadas, a fim de que obtenham o seu fruto. Pela sua condição de Mãe de Deus, faz parte, de um modo peculiar, da Trindade de Deus, e, pela sua condição de Mãe dos homens, tem a missão confiada por Deus de cuidar dos seus filhos que ainda somos peregrinos14. Quantas vezes não a teremos encontrado no nosso caminho! Em quantas ocasiões não terá saído ao nosso encontro, oferecendo-nos a sua ajuda e o seu consolo! Onde estaríamos se Ela não nos tivesse tomado pela mão em circunstâncias bem determinadas?
“Por que as súplicas de Maria têm tanta eficácia diante de Deus?”, pergunta-se Santo Afonso. E responde: “As orações dos santos são orações de servos, mas as de Maria são orações de Mãe, e daí procedem a sua eficácia e o seu caráter de autoridade; e como Jesus ama imensamente a sua Mãe, Ela não pode pedir sem ser atendida”. E, para prová-lo, recorda as bodas de Caná, em que Jesus realizou o seu primeiro milagre por intercessão de Nossa Senhora: “Faltava vinho, com a conseqüente aflição dos esposos. Ninguém pediu à Santíssima Virgem que intercedesse junto do seu Filho pelos consternados esposos. Mas o coração de Maria, que não pode deixar de compadecer-se dos infortunados [...], impeliu-a a encarregar-se pessoalmente do ofício de intercessora e a pedir ao Filho o milagre, apesar de ninguém lho ter pedido”. E o Santo conclui: “Se a Senhora agiu assim sem que lho pedissem, o que teria feito se lhe tivessem suplicado?”15 Como não há de atender às nossas súplicas?
Pedimos hoje a Santo Afonso Maria de Ligório que nos alcance a graça de amarmos Nossa Senhora tanto como Ele a amou enquanto esteve nesta terra, e nos anime a difundir a sua devoção por toda a parte. Aprendamos que, com Ela, alcançamos antes, mais e melhor aquilo que, sozinhos, nunca alcançaríamos: metas apostólicas, defeitos que devemos dominar, intimidade com o seu Filho.
SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO
Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.
Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.
O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.
Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".
Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.
Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral"; "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento"; além do "Tratado sobre a oração".
Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.
Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.
Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.
O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.
Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".
Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.
Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral"; "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento"; além do "Tratado sobre a oração".
Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.
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