sábado, 5 de fevereiro de 2011
Evangelho do sofrimento
O evangelho do sofrimento
Fonte - Jornal do Brasil
Por: Dom Eugenio Sales - Arcebispo emérito do Rio de Janeiro
Uma das características da crise religiosa de nossa época e, ao mesmo tempo, também seu reflexo, é a teologia horizontalista. Atendo-se ao estudo pretensamente científico da realidade, limita seu campo de raciocínio ao humano, privilegia o social e o político, esquecida de que é chamada a ser ciência das coisas divinas, para compreensão e experiência de Deus.
Em meio a esses problemas, eis que surge um fato auspicioso. No dia 11 de fevereiro, de 1984, festa de Nossa Senhora de Lourdes, o então papa João Paulo II presenteou a Igreja Católica com mais um documento de seu fecundo ministério: era a carta apostólica Salvifici doloris (O valor salvífico do sofrimento). A começar pela própria forma: menos solene que uma encíclica ou mesmo uma exortação apostólica, é mais íntima, mais pessoal. Irradia uma profunda espiritualidade, acompanhada de rigor teológico, numa reflexão que se debruça sobre o ministério do sofrimento.
O sumo pontífice parte da constatação de que a dor, em suas variadas formas – desde a física até às mais sutis angústias de ordem moral e espiritual – está de tal modo inserida em nossa vida que parece até ser atributo da nossa natureza. O desconhecimento de um significado para essa situação aflitiva leva alguns a questionar o próprio Deus. Entre as causas do ateísmo está justamente a ignorância diante da enfermidade do inocente, dos terríveis acontecimentos que atingem, tantas vezes, exatamente as pessoas mais indefesas.
O cristianismo não pretende dar explicação cabal, compreensível a todos. E até rejeita como inautênticas certas tentativas que, por serem demasiado fáceis, nem sempre levam em conta – tais como a reencarnação, por exemplo - , que “o homem, no seu sofrimento permanece um mistério intangível” (Salvifici doloris, nº 4). Em seu texto, o vigário de Cristo une o padecimento à própria realidade do mal que age no mundo e na História. Uma de suas fontes está na liberdade, capaz de optar pelo afastamento de Senhor, a origem de todo o bem. Contudo, “não é verdade que todo sofrimento seja consequência da culpa e tenha caráter de castigo” (idem,nº11). Somente a fé em Cristo nos torna aptos a compreender esse drama.
O papa aduz outros aspectos: expressão do amor de Deus desde que Cristo assumiu a dor, companheira inseparável de todos nós, e a transformou em fonte de graças. Diz o documento (nº 30): “No programa messiânico de Cristo (...) o sofrimento está presente no mundo para desencadear o amor (...). Estas palavras (...) permitem-nos descobrir, uma vez mais, por detrás de todos os sofrimentos humanos, o próprio sofrimento redentor de Cristo”.
O outro é ser fonte que gera a fraternidade, pois nos leva a ser solidários com os irmãos atingidos por infortúnios: “Cristo ensinou o homem a fazer o bem com o sofrimento e, ao mesmo tempo, o faz a quem sofre. Sob esse duplo aspecto, revelou cabalmente o sentido do sofrimento” (Salvifici doloris, nº 30).
A carta apostólica pode, pois, falar de um “Evangelho do sofrimento”, silenciosa e eloquente lição escrita não em páginas de papel, mas na História, por pessoas que, desde o pé da cruz até nossos dias, têm sabido amar apesar do sofrimento, sem recuar e sem se deixar dominar pelo desespero. Isto é possível a todo que acredita na bondade de Deus e está sempre disponível aos irmãos: Maria Santíssima, os mártires dos primeiros séculos, os cristãos que até hoje, em tantas latitudes do globo, são perseguidos por motivo de sua crença. Nessa multidão anônima devem ser incluídos todos os indivíduos de boa vontade, vitímas de sua adesão e ideais legítimos e meritórios, mesmo segundo uma perspectiva temporal.
Em uma época árida, ressequida por teologias sem Deus, esta reflexão do papa partilhada com sua Igreja é uma lufada de ar puro, que renova a confiança em um futuro melhor. Um convite a quantos sofrem, no corpo ou na alma, mesmo aos que não praticam a fé cristã, a que não desanimem, não se revoltem contra o Senhor. Assim descobrirão sentido à existência, ao se tornarem corredentores com o Crucificado. Assumindo com amor as suas dores, serão mensageiros de esperança, em um mundo dilacerado. Eis o apelo do santo padre: “E pedimos, a todos vós que sofreis, que nos ajudeis. Precisamente a vós, que sois fracos, pedimos que nos torneis uma fonte de força para a Igreja e a Humanidade” (Salvifici doloris, nº 31).
Fonte - Jornal do Brasil
Por: Dom Eugenio Sales - Arcebispo emérito do Rio de Janeiro
Uma das características da crise religiosa de nossa época e, ao mesmo tempo, também seu reflexo, é a teologia horizontalista. Atendo-se ao estudo pretensamente científico da realidade, limita seu campo de raciocínio ao humano, privilegia o social e o político, esquecida de que é chamada a ser ciência das coisas divinas, para compreensão e experiência de Deus.
Em meio a esses problemas, eis que surge um fato auspicioso. No dia 11 de fevereiro, de 1984, festa de Nossa Senhora de Lourdes, o então papa João Paulo II presenteou a Igreja Católica com mais um documento de seu fecundo ministério: era a carta apostólica Salvifici doloris (O valor salvífico do sofrimento). A começar pela própria forma: menos solene que uma encíclica ou mesmo uma exortação apostólica, é mais íntima, mais pessoal. Irradia uma profunda espiritualidade, acompanhada de rigor teológico, numa reflexão que se debruça sobre o ministério do sofrimento.
O sumo pontífice parte da constatação de que a dor, em suas variadas formas – desde a física até às mais sutis angústias de ordem moral e espiritual – está de tal modo inserida em nossa vida que parece até ser atributo da nossa natureza. O desconhecimento de um significado para essa situação aflitiva leva alguns a questionar o próprio Deus. Entre as causas do ateísmo está justamente a ignorância diante da enfermidade do inocente, dos terríveis acontecimentos que atingem, tantas vezes, exatamente as pessoas mais indefesas.
O cristianismo não pretende dar explicação cabal, compreensível a todos. E até rejeita como inautênticas certas tentativas que, por serem demasiado fáceis, nem sempre levam em conta – tais como a reencarnação, por exemplo - , que “o homem, no seu sofrimento permanece um mistério intangível” (Salvifici doloris, nº 4). Em seu texto, o vigário de Cristo une o padecimento à própria realidade do mal que age no mundo e na História. Uma de suas fontes está na liberdade, capaz de optar pelo afastamento de Senhor, a origem de todo o bem. Contudo, “não é verdade que todo sofrimento seja consequência da culpa e tenha caráter de castigo” (idem,nº11). Somente a fé em Cristo nos torna aptos a compreender esse drama.
O papa aduz outros aspectos: expressão do amor de Deus desde que Cristo assumiu a dor, companheira inseparável de todos nós, e a transformou em fonte de graças. Diz o documento (nº 30): “No programa messiânico de Cristo (...) o sofrimento está presente no mundo para desencadear o amor (...). Estas palavras (...) permitem-nos descobrir, uma vez mais, por detrás de todos os sofrimentos humanos, o próprio sofrimento redentor de Cristo”.
O outro é ser fonte que gera a fraternidade, pois nos leva a ser solidários com os irmãos atingidos por infortúnios: “Cristo ensinou o homem a fazer o bem com o sofrimento e, ao mesmo tempo, o faz a quem sofre. Sob esse duplo aspecto, revelou cabalmente o sentido do sofrimento” (Salvifici doloris, nº 30).
A carta apostólica pode, pois, falar de um “Evangelho do sofrimento”, silenciosa e eloquente lição escrita não em páginas de papel, mas na História, por pessoas que, desde o pé da cruz até nossos dias, têm sabido amar apesar do sofrimento, sem recuar e sem se deixar dominar pelo desespero. Isto é possível a todo que acredita na bondade de Deus e está sempre disponível aos irmãos: Maria Santíssima, os mártires dos primeiros séculos, os cristãos que até hoje, em tantas latitudes do globo, são perseguidos por motivo de sua crença. Nessa multidão anônima devem ser incluídos todos os indivíduos de boa vontade, vitímas de sua adesão e ideais legítimos e meritórios, mesmo segundo uma perspectiva temporal.
Em uma época árida, ressequida por teologias sem Deus, esta reflexão do papa partilhada com sua Igreja é uma lufada de ar puro, que renova a confiança em um futuro melhor. Um convite a quantos sofrem, no corpo ou na alma, mesmo aos que não praticam a fé cristã, a que não desanimem, não se revoltem contra o Senhor. Assim descobrirão sentido à existência, ao se tornarem corredentores com o Crucificado. Assumindo com amor as suas dores, serão mensageiros de esperança, em um mundo dilacerado. Eis o apelo do santo padre: “E pedimos, a todos vós que sofreis, que nos ajudeis. Precisamente a vós, que sois fracos, pedimos que nos torneis uma fonte de força para a Igreja e a Humanidade” (Salvifici doloris, nº 31).
FRASE PARA HISTÓRIA
“ Esperava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Ao contrário, veio um dia de nuvens, de tempestade e de trvas, de busca, de incertezas... Um perigo de vertigem, de aturdimento, de aberração sacode a solidez da Igreja e induz a muitos a irem atrás dos mais estranhos pensamentos, como se a Igreja devesse negar-se a si mesmo e abraçar novíssimas e impensadas formas de vida”.
( Papa Paulo VI)
( Papa Paulo VI)
AMA-ME COMO TU ÉS
Ama-me, assim como tu és
Encorajadoras Palavras de Jesus para ti
Eu conheço tua miséria, as lutas, as aflições de tua alma, as fraquezas do teu corpo.
Conheço também tua covardia, teus pecados e, apesar disso, Eu te digo: “Da-me o teu coração Amo-te como tu és!”.
Se tu esperas torna-te um anjo para te entregares ao amor, tu nunca me amarás. Mesmo se também fores covarde no comprimento de tuas obrigações e nos exercícios das virtudes, mesmo se caíres freqüentemente naqueles pecados de sempre e que não desejas mais cometer. Eu não te permito não Me Amares! Ama-me, como tu és!
Em cada momento e em qualquer situação em que te encontrares, no zelo ou na aridez, na fidelidade ou na infidelidade: “Ama-me com tu és!” Eu quero o amor do teu pobre coração; pois se esperas até que sejas perfeito, tu nunca me amarás!
Não poderia Eu talvez de cada grão de areia criar um Serafim, irradiante de pureza, de nobreza, e de amor? Não sou Eu o todo poderoso? E se Me agradou deixar aqueles maravilhosos seres no céu, para preferir o teu amor miserável – Não sou Eu o Senhor do Meu Amor?
Meu filho DEIXA-ME TE AMAR. Eu quero o teu coração. Certamente Eu o transformarei com o tempo! Contudo, hoje EU te amo assim como tu és e desejo, que também tu Me ames assim como tu és. Eu quero, do abismo da tua miséria ver o teu amor se elevar.
Eu amo em ti também as tuas fraquezas, EU amo o amor dos pobres e miseráveis. Eu quero que do extremo de tua miseria suba ininterruptamente o grande grito: “JESUS, EU TE AMO!”.
Eu quero única e somente o canto do teu coração! Eu não preciso da tua sabedoria e dos teus talentos. Uma só coisa é importante para Mim: “Ver-te trabalhar com o amor!”.
Não são as tuas virtudes que Eu desejo. Se Eu tivesse que te dar tais virtudes – tu és tão fraco, isto só nutriria o teu amor próprio. Porém não te preocupes com isso. Eu poderia determinar grandes coisas para ti – não, tu serás o servo inútil, e Eu tomarei de ti até o mesmo o pouco que tens, porque Eu te criei só para o amor.
Hoje me ponho mendigo na porta do teu coração – Eu, o Rei dos Reis! Eu bato e espero! Apressa-te para abrir-te para Mim!
Não te desculpes com a tua miséria. Se conhecesses a plenitude da tua miséria, morrerias de dor. O que feriria o Meu coração seria ver que duvidas de Mim e deixas de confiar em Mim.
Eu quero, que tu também faças, só por amor a Mim, o mais insignificante ato. Eu conto contigo para que Me proporciones alegria.
Não te preocupes se tu não possuis nenhuma virtude – Eu te darei as minhas. Quando tiveres que sofrer, Eu te darei forças para isso. Se tu Me deres o teu amor, dar-te-ei tanto para que entendas o amar, muito mais do que possas imaginar.
Pensa porém nisso: “Ama-me como tu és!”.
Eu te dei a Minha Mãe. Deixa tudo sim, tudo, para passares através do Seu coração tão puro! Aconteça o que acontecer, não esperes tornar-te Santo para te entregares ao Amor; Tu nunca Me Amarias.
– “E agora vai!”. Cumpre o que te pedi!
(Da “ECC Mater Tua” N 268 (Mons. Lebrun) Traduzido do italiano coração de Jesus P. Batoni igreja de Jesus, Roma).
OBS: Refletindo nestas doces e encorajadoras palavras, é possível através delas olhar o mundo. Quão poucos são capazes de entender este canto de amor? Serão estes, meus amigos, os que verão o Novo Reino e o irão instaurar: Com Jesus!
E Ele vem!
Encorajadoras Palavras de Jesus para ti
Eu conheço tua miséria, as lutas, as aflições de tua alma, as fraquezas do teu corpo.
Conheço também tua covardia, teus pecados e, apesar disso, Eu te digo: “Da-me o teu coração Amo-te como tu és!”.
Se tu esperas torna-te um anjo para te entregares ao amor, tu nunca me amarás. Mesmo se também fores covarde no comprimento de tuas obrigações e nos exercícios das virtudes, mesmo se caíres freqüentemente naqueles pecados de sempre e que não desejas mais cometer. Eu não te permito não Me Amares! Ama-me, como tu és!
Em cada momento e em qualquer situação em que te encontrares, no zelo ou na aridez, na fidelidade ou na infidelidade: “Ama-me com tu és!” Eu quero o amor do teu pobre coração; pois se esperas até que sejas perfeito, tu nunca me amarás!
Não poderia Eu talvez de cada grão de areia criar um Serafim, irradiante de pureza, de nobreza, e de amor? Não sou Eu o todo poderoso? E se Me agradou deixar aqueles maravilhosos seres no céu, para preferir o teu amor miserável – Não sou Eu o Senhor do Meu Amor?
Meu filho DEIXA-ME TE AMAR. Eu quero o teu coração. Certamente Eu o transformarei com o tempo! Contudo, hoje EU te amo assim como tu és e desejo, que também tu Me ames assim como tu és. Eu quero, do abismo da tua miséria ver o teu amor se elevar.
Eu amo em ti também as tuas fraquezas, EU amo o amor dos pobres e miseráveis. Eu quero que do extremo de tua miseria suba ininterruptamente o grande grito: “JESUS, EU TE AMO!”.
Eu quero única e somente o canto do teu coração! Eu não preciso da tua sabedoria e dos teus talentos. Uma só coisa é importante para Mim: “Ver-te trabalhar com o amor!”.
Não são as tuas virtudes que Eu desejo. Se Eu tivesse que te dar tais virtudes – tu és tão fraco, isto só nutriria o teu amor próprio. Porém não te preocupes com isso. Eu poderia determinar grandes coisas para ti – não, tu serás o servo inútil, e Eu tomarei de ti até o mesmo o pouco que tens, porque Eu te criei só para o amor.
Hoje me ponho mendigo na porta do teu coração – Eu, o Rei dos Reis! Eu bato e espero! Apressa-te para abrir-te para Mim!
Não te desculpes com a tua miséria. Se conhecesses a plenitude da tua miséria, morrerias de dor. O que feriria o Meu coração seria ver que duvidas de Mim e deixas de confiar em Mim.
Eu quero, que tu também faças, só por amor a Mim, o mais insignificante ato. Eu conto contigo para que Me proporciones alegria.
Não te preocupes se tu não possuis nenhuma virtude – Eu te darei as minhas. Quando tiveres que sofrer, Eu te darei forças para isso. Se tu Me deres o teu amor, dar-te-ei tanto para que entendas o amar, muito mais do que possas imaginar.
Pensa porém nisso: “Ama-me como tu és!”.
Eu te dei a Minha Mãe. Deixa tudo sim, tudo, para passares através do Seu coração tão puro! Aconteça o que acontecer, não esperes tornar-te Santo para te entregares ao Amor; Tu nunca Me Amarias.
– “E agora vai!”. Cumpre o que te pedi!
(Da “ECC Mater Tua” N 268 (Mons. Lebrun) Traduzido do italiano coração de Jesus P. Batoni igreja de Jesus, Roma).
OBS: Refletindo nestas doces e encorajadoras palavras, é possível através delas olhar o mundo. Quão poucos são capazes de entender este canto de amor? Serão estes, meus amigos, os que verão o Novo Reino e o irão instaurar: Com Jesus!
E Ele vem!
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